Texto final da Rio+20 corta divergências e retira pontos

O documento faz alguns apontamentos no sentido de auxiliar o desenvolvimento dos países em desenvolvimento, reduzindo sua dependência tecnológica. Além disso, os países se comprometem a trabalhar “para promover o crescimento econômico sustentável e includente, o desenvolvimento social e a proteção do meio ambiente”.

Apesar desses apontamentos, pontos importantes foram excluídos e expuseram a fragilidade política do documento. Os direitos reprodutivos e sexuais das mulheres foram vetados pelo Vaticano. Além disso, o Fundo para o Desenvolvimento Sustentável ficou suspenso por não haver acordo com relação ao dinheiro para ele.

Como era esperado pelas organizações e movimentos que fazem parte da Cúpula dos Povos, o documento da Rio+20 ratifica a “economia verde” como base para a discussão de desenvolvimento. Este conceito foi duramente criticado pelo presidente boliviano Evo Morales. Ele afirmou que “a economia verde é o novo colonialismo para submeter os povos e os governos anti-capitalistas”. Disse que este conceito “coloniza e privatiza a biodiversidade a serviço de poucos e transforma a natureza em uma mercadoria”.

Segundo a antropóloga Iara Pietricovski, do Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc), “a opção estratégica que o Brasil teve para fazer o documento final foi tirar tudo o que tinha conflito, e refazer o texto, naquilo em que havia tensões, de uma forma bem genérica e de perfil baixo para garantir a aprovação”.

Como mais uma forma de criticar o conteúdo do texto,o representante da Rede de Ação Climática, Wael Hmaidan, pediu ontem (20) para que a referência de apoio atribuída às entidades civis organizadas seja retirada do texto final. Ele alegou que o documento não atende às demandas básicas envolvendo questões sociais e ambientais, apresentadas pelas ONGs que participaram das negociações como observadoras. (pulsar)

Fonte: http://www.brasil.agenciapulsar.org/nota.php?id=8914

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