Temer coloca Caixa na fila da privatização

Publicado em: 11/10/2017 às 09:48

Por Thais Oyola.

Depois de anunciar suas intenções de rapina sobre a Eletrobrás e os Correios, o governo Temer quer colocar o maior banco 100% público do país à disposição da dilapidação pelo capital estrangeiro.

Em notícia veiculada no Relatório Reservado, publicação restrita de um portal voltado para notícias do mercado e do mundo corporativo, a intenção do governo golpista é anunciar a decisão de venda da Caixa no fim deste ano. A publicação afirma que a venda já está em estudo pelo Ministro da Fazenda Henrique Meirelles e sob responsabilidade do presidente da Caixa, Gilberto Occhi. Afirma também que “o modelo de negócios, contudo, seria o da privatização do controle em leilão, ao contrário da holding do setor elétrico. O motivo é que as instituições financeiras têm de ter dono: não podem ter seu controle pulverizado”.

Esse anúncio vai além das já sérias ameaças de abertura de capital que já rondavam a Caixa. Ameaças que passaram aos fatos quando passaram a privatizar pelas beiradas a loteria, cartões e a Caixa Seguros. Se procede o conteúdo desta notícia, significa que o maior banco 100% público do país pode ser inteiramente vendido e submetido à rapina do capital estrangeiro, fazendo terra arrasada do seu já cambaleante papel social nas políticas públicas, escoando pelo ralo o trabalho de milhares de funcionários efetivos e terceirizados.

É urgente que os sindicatos em todo o país convoquem assembleias para os bancários definirem como vão se organizar para combater esse grave ataque!

Em São Paulo, Osasco e região, maior concentração financeira do país, a CUT, na direção do Sindicato dos Bancários tem promovido uma série de audiências públicas pra discutir com a população a defesa dos bancos públicos. Fundamental a aliança com a população que, é a maior usuária dos serviços da Caixa. Mas a pergunta que não quer calar é quando essas direções sindicais pensam em colocar esse assunto em discussão com os próprios bancários? Convocar assembleias em todo o país é o mínimo a se fazer.

A categoria precisa exigir de seus sindicatos os meios pra organizar essa luta que é de vida ou morte para uma empresa pública que tem mais de 150 anos de existência. Nesse sentido, é também fundamental juntar forças com categorias que já estão em luta em vários regiões do país, onde o Rio Grande do Sul pode ser tomado como um grande exemplo a seguir.

Abaixo à privatização da Caixa, dos Correios, da Eletrobrás!

Fonte: Esquerda Diário.

Deixe uma resposta