Soneto do fim do mundo

Foto: Frans Van Heerden. Pexels

Por Paulo Pappen, para Desacato.info.

um dia o mundo tinha acabado

e a gente foi andando até o mar

pra ver se ele ainda era salgado

pra nossa vida insossa temperar

 

pessoas e cachorros no caminho

como se nada houvesse acontecido

porém na areia tinha um pinguim

e ele arrecém tinha morrido

 

era o sinal que a gente precisava

pois apesar das ondas continuarem

e o mar ser mais salgado que o himalaia

 

a morte desse bicho revelava

que os seres mesmo que espernearem

vão tudo acabar mole na praia

 

Paulo Pappen é de Caxias do Sul, torce pro Caxias e gosta de literatura, anarquia e marcenaria.

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