Sociedade se mobiliza contra a privatização da Petrobrás

 

Por Sérgio Homrich.

Joinville – A Frente Parlamentar em Defesa dos Serviços e Empresas Públicas de Santa Catarina promoveu, na noite de terça-feira, dia 3 de julho, na Câmara de Vereadores de Joinville um debate sobre “A Importância da Petrobrás Pública para Santa Catarina e para o Brasil”. A Frente é composta por 26 deputados e atua no sentido de denunciar e impedir a onda de privatizações das empresas estatais. O presidente da Frente, deputado Cesar Valduga (PCdoB) esteve presente ao debate. De acordo com ele, o Brasil precisa de um estado forte, com garantia de políticas públicas. “Entregando a Petrobrás perdemos a chance de financiar o nosso futuro”, afirmou o professor Mário Alberto Dal Zot, presidente do Sindipetro SC/PR, presente ao debate, ao lado dos companheiros petroleiros George Medeiros, engenheiro de produção e segurança do trabalho, e Divanilton Pereira, vice-presidente da CTB (Central das Trabalhadoras e Trabalhadores do Brasil) e diretor da FUP (Federação Única dos Petroleiros). Dezenas de simpatizantes da causa, petroleiros e militantes do PCdoB lotaram o plenarinho da Câmara.

Barrar esse processo de desmonte do Estado passou a ser compromisso de quem acredita e luta pela democracia e pela soberania nacional e a informação pode ser a principal aliada nessa luta. Fazer com que a população saiba qual a verdade que se esconde por trás da “Lava Jato” e as conseqüências dessa “operação” na condução política do Brasil é fundamental para que tenha sucesso a luta contra as privatizações. “A operação Lava Jato detectou desvios de R$ 6 bilhões na Petrobrás, mas, nesse período, a desvalorização da empresa foi de R$ 180 bilhões”, comparou Mário Dal Zot, em tom de indignação. Nesse contexto, a Petrobrás é a chave mestra. Entregar a Petrobrás ao capital estrangeiro, privatizar todas as estatais faz parte do golpe dado em 2016 e que segue seu curso rumo ao neoliberalismo.

O pré-sal, a maior descoberta contemporânea do Brasil, de acordo com Divanilton Pereira, poderia dar início a um processo de independência do Brasil em relação aos países mais desenvolvidos. Com a venda do pré-sal perdemos essa autonomia e agora estamos exportando óleo cru a ‘preço de banana’ e importando gasolina com preço fixado em dólar. Essas e outras informações devem ser repassadas a toda a sociedade, para que haja uma mobilização nacional contra as privatizações. “O principal vilão dos preços altos dos combustíveis é a indexação ao dólar”, afirma o professor Mário Dal Zot, citando ainda a substituição do Regime de Partilha pelo Regime de Concessão como um dos fatos que mais prejuízos vão acarretar ao povo brasileiro.

Desemprego, Saúde e Educação precárias e o fim da pesquisa e do desenvolvimento tecnológico são os prejuízos imediatos da privatização da Petrobrás. Esta semana, devido ao impacto da notícia inclusive em nível internacional, o processo de venda das refinarias foi suspenso pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Ricardo Lewandowski, que condicionou essa possibilidade à aprovação pelo Congresso Nacional. Mas há quem acredite que isso não vá impedir a continuidade do processo de venda. Ao final do debate teve espaço para perguntas, contribuições e declarações de apoio ao movimento em defesa das estatais. O representante da CUT no evento e vice-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Joinville, Wanderlei Monteiro aproveitou a oportunidade para sugerir que todos os partidos de esquerda e os Sindicatos de Trabalhadores se unam a essa luta em defesa dos serviços e das empresas públicas.

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