Só por dar ideias

Cronopiando por Koldo Campos Sagaseta.

(Português/Español).

Que possam votar no País Basco as incalculáveis centenas de milhares de “exilados”, e poderiam ser centenas de milhares a mais, que segundo as últimas pesquisas do Partido Popular abandonaram Euskalherria a causa de um conflito que os mesmos populares chamam de inexistente, não tem por que ser a única reforma eleitoral prevista.

Outras medidas poderiam ser adotadas quanto antes para que os próximos resultados eleitorais no País Basco respondam fielmente às expectativas que o Estado espanhol contemple.

E entre elas, nenhuma mais justa e comedida que aplicar o voto de aqueles caídos por Deus e pela Espanha, como um jeito de honrar suas cívicas trajetórias mantendo, ao mesmo tempo, vivos seus ideais. Este voto, que bem poderia se denominar patriótico, seria depositado pelo partido ou movimento ao que esses caídos tivessem respaldado em vida e com independência de que tivessem ou não exercido o voto alguma vez.

Outra imprescindível medida que poderia ser instaurada seria a de aplicar a fórmula 3×1, variável eleitoral que consistiria em facultar os milhares de cidadãos insignes triplicar sua capacidade eletiva, (poderia se quintuplicar se as contas continuassem sem fechar os resultados esperados) porque de jeito nenhum dá para aceitar que, em nome de uma pretendida representatividade democrática, possam se equiparar os votos de eméritos democratas de irrepreensível conduta com os de intolerantes violentos, que até mesmo são desempregados e não tem estudos.

E poderia também se considerar, para exercer o voto, a obrigatoriedade de que todos os eleitores confrontem, via administrativa, uma declaração jurada de condena à violência, acompanhando-a de uma certidão de boa conduta expedida pela administração correspondente e avalizada por sete garantias que deem fé da veracidade dessa certificada acreditação, demostrando nunca ter tido nexos de nenhum tipo nem com entornos suspeitos nem com equívocos contornos suscetíveis de ser considerados entornos, muito menos umbrais.

Igualmente, seria recomendável a instalação de polígrafos junto às urnas, capazes de detectar a verdade ou mentira da declaração citada que, em caso de dúvida, sempre deixasse sua interpretação ao livre alvedrio da Junta Eleitoral.

E que tudo seja pela pátria.

Versão em português: Projeto América Latina Palavra Viva.

Sólo por dar ideas

Cronopiando  por Koldo Campos Sagaseta.

El que puedan votar en el País Vasco los incalculables cientos de miles de “exiliados”, y podrían ser cientos de miles más, que según los últimos sondeos del Partido Popular abandonaron Euskalherria por causa de un conflicto que los mismos populares tildan de inexistente, no tiene porqué ser la única reforma electoral prevista.

Otras medidas podrían adoptarse cuanto antes de manera que los próximos resultados electorales en el País Vasco respondan fielmente a las expectativas que el Estado español contemple.

Y entre ellas, ninguna más justa y comedida que implementar el voto de aquellos caídos por Dios y por España, como una manera de honrar sus cívicas trayectorias manteniendo, al mismo tiempo, vivos sus ideales. Este voto, que bien podría denominarse patriótico, sería depositado por el partido o movimiento al que esos caídos hubieran respaldado en vida y con independencia de que hubieran o no ejercido el voto alguna vez.

Otra imprescindible medida que podría instaurarse sería la de aplicar la fórmula 3 por 1, variable electoral que consistiría en facultar a los miles de ciudadanos insignes triplicar su capacidad electiva, (podría quintuplicarse si las cuentas siguieran sin cuadrar los resultados esperados) porque de ninguna manera puede aceptarse que, en aras de una pretendida representatividad democrática, puedan equipararse los votos de eméritos demócratas de intachable conducta con los de intolerantes violentos, incluso, desempleados y hasta sin estudios.

Y podría también considerarse, para ejercer el voto, la obligatoriedad de que todos los electores compulsen, vía administrativa, una declaración jurada de condena a la violencia, acompañando la misma de un certificado de pasiva conducta expedido por la administración correspondiente y avalado por siete garantes que den fe de la veracidad de esa certificada acreditación, demostrando no haber tenido nunca nexos de ningún tipo ni con entornos sospechosos ni con equívocos contornos susceptibles de ser considerados entornos, mucho menos umbrales.

Igualmente, sería recomendable la instalación de polígrafos junto a las urnas, capaces de detectar la verdad o mentira de la declaración citada que, caso de cualquier duda, siempre dejara su interpretación al libre albedrío de la Junta Electoral.

Y que todo sea por la patria.

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