Simpósio Tremor: Arte Como Estratégia de Resistência

Simpósio Tremor: Arte Como Estratégia de Resistência

O Simpósio TREMOR: arte como estratégia de resistência, pretende criar um espaço de reflexão a respeito de tudo o que está acontecendo tão rapidamente à nossa volta, de forma tão incontrolável, abrupta e violenta, que, como um tremor de terra, vem sacudindo a todos e destruindo muitas estruturas construídas historicamente com grande esforço e luta.

O simpósio tem como objetivo reunir artistas, intelectuais e ativistas para refletirmos sobre a relação entre arte e política, especificamente, em relação ao atual momento político brasileiro. Acreditamos que a arte tenha um grande poder de mobilização e de transformação, e que possa contribuir de forma significativa com a luta pela defesa de direitos humanos, trabalhistas e sociais fundamentais, ameaçados com a rápida consolidação do golpe político.

Considerando-se tanto as vanguardas históricas européias quanto a neovanguarda de 1960 no cenário internacional e no Brasil durante a ditadura militar, o artista politicamente engajado se contrapôs de forma veemente à ideologia das camadas dominantes. Ao voltar seus esforços para a articulação de uma cultura artística de resistência, esses artistas produziram uma arte inserida na vida urbana e aberta às experiências coletivas, colaborativas e participativas. Hoje o povo brasileiro enfrenta um novo golpe à democracia, e a classe artística se mobiliza novamente. Diversos trabalhos artísticos foram realizados e postados em redes sociais, performances foram realizadas nas ruas de norte a sul do país, e inúmeros manifestos foram escritos, além do movimento de ocupação das sedes do Ministério da Cultura em diversas capitais brasileiras.

Em espetáculos musicais, cênicos, exposições, entre outras manifestações artísticas, estamos presenciando a sistemática expressão de um grito de resistência que não se intimida frente ao pernicioso trabalho do mercado financeiro, da grande mídia e da plutocracia.

Este simpósio, portanto, pretende concentrar uma energia de solidariedade e cooperação entre artistas para seguirmos lutando com garra e criatividade por tempos melhores e mais justos.

Programação

08-11 – Terça-Feira

Abertura com Caetano Dias (BA) e
o professor Nestor Habkost (Filosofia | UFSC)
MEDIAÇÃO: SANDRA FÁVERO
9h30/12h30

Daiane Dordete (DAC | UDESC) e
Marlene de Fáveri (FAED | UDESC)
MEDIAÇÃO: ROSANA BORTOLIN
14h00/15h30

Fátima Lima (DAC | UDESC) e Grupo de Pesquisa
Articulações Poéticas (DAV | UDESC)
MEDIAÇÃO: MARTA MARTINS
16h00/18h00

Performance ERRO Grupo SC
18h00/19h30

Espetáculo teatral “A Invasão”,
direção de Stephan Baumgartel
20h30/21h30

09-11 – Quarta-feira

Ocupar a Arte, Ocupar a Política!,
Grupa Coletivo Feminista UDESC e
Coletivo Catarina de Advocacia Popular (Daniela
Felix e Luzia Maria Cabreira)
MEDIAÇÃO: SANDRA ALVES
09h30/12h30

Sandra Alves e ERRO Grupo
14h00/15h45

Diego de Los Campos e Silvana Mariani com
apresentação do  filme “Maidan — A Arte e a Revolução”
MEDIAÇÃO: SILVANA MACÊDO
16h15/18h00

Tocata e Polo Cabrera, na Geodésica
18h00/19h00

Espetáculo teatral “Preta-à-Porter”, Coletivo Nega
20h30/21h30

 

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