Sete em cada 10 casos de feminicídio ocorrem dentro de casa no Rio Grande do Sul

Um levantamento da Polícia Civil feito a pedido de GaúchaZH apontou que sete em cada 10 mulheres vítimas de feminicídio no Rio Grande do Sul foram assassinadas dentro de casa. Os dados são do Observatório da Segurança Pública e se referem ao ano de 2017.

Dos 232 assassinatos de mulheres registrados no ano passado, conforme a Secretaria de Segurança Pública do Estado, 83 foram enquadrados como feminicídios, ou seja, quando ocorre  a perseguição e morte intencional de pessoas do sexo feminino. Em 60 ocorrências, a vítima foi assassinada dentro de casa, o que representa 72% dos casos. Conforme o Observatório da Segurança Pública, o dado também indica claramente que o agressor é conhecido da vítima e, na maioria dos casos, é o próprio companheiro.

A média de feminicídios dentro de casa é bem maior do que os dados nacionais, onde quatro em cada 10 feminicídios ocorrem na residência das vítimas, conforme dados do Mapa da Violência de 2016.

— Nós temos no Estado uma cultura machista. E a grande motivação do crime é a insatisfação com o  fim do relacionamento. Quando a situação se agrava é que começa a violência mais grave. E isso tem acontecido nessas situações que acabam desembocando em homicídio —  afirma a titular da Delegacia da Mulher, Tatiana Bastos.

Na maioria dos casos em que a motivação é identificada, a principal causa para os crimes é a separação. Outro dado que chama atenção é de que somente em 27% dos casos as vítimas já haviam solicitado alguma medida protetiva, e somente em 7% das ocorrências já havia alguma ação desse tipo deferida.

A delegada frisou ainda a necessidade de vizinhos e parentes relatarem  sempre que presenciarem ou souberem de agressões contra mulheres, como forma de prevenir ações mais graves. O telefone para denunciar crimes do gênero é o 180.

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