Sem temer, Contestado vive!

Publicado em: 23/03/2017 às 14:52
Sem temer, Contestado vive!
Nota da Ocupação Contestado
Via Patrícia Krieger.  Fotos: Luccas Coelho.

Depois de 4 meses de enrolação e promessas, cerca de 40 moradoras/es da Ocupação Contestado – a maior ocupação urbana da grande Florianópolis – foram à prefeitura de São José ontem (22/03) para cobrar uma reunião com a prefeita Adeliana (PSD).

A Prefeita “não estava”, porém, pressionando, conseguiram sentar com o Secretário de Governo e com o Secretário de Habitação. Um ato vitorioso. Saímos de lá com a data de 05 de Abril para uma reunião com todos os envolvidos e com a certeza de que somente a luta e o enfrentamento trarão conquistas para a maioria do povo!

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No ano passado, o projeto já contava com a documentação para doação do terreno na Avenida das Torres para construção das moradias. Mas, em vez de avançar, o projeto habitacional está parado mais uma vez, por total descaso da prefeitura.

É importante salientar que são mais de 100 famílias e 4 anos de luta e resistência por moradia digna e uma cidade para todas e todos.

Antes de se reeleger a prefeita foi até a Ocupação e prometeu tocar a mesa de negociação e o projeto habitacional. Ela está há 4 meses mentindo! Igual fez Djalma Berger, que após sua “derrota” para Adeliana em 2012, expulsou todas e todos ocupantes do terreno que ele havia prometido moradia, e que então ocuparam um novo lote e deram início a Ocupação Contestado.

Mas este ato não é apenas uma vitória das famílias ocupadas, mas sim de todos aqueles que lutam contra os interesses do grande capital imobiliário de Florianópolis, contra os grileiros e especuladores que – como a imobiliária Suvec e sua proprietária, Florisbela Becker – colocam sua ganância acima da dignidade de milhares de famílias cada vez mais excluídas e segregadas. Esta luta é de todos aqueles que lutam contra a transformação da cidade em mercadoria de luxo.

E enquanto a mesa de negociação fica parada, um processo judicial de reintegração de posse do terreno ocupado atualmente, levado pela então “dona” do terreno, deixa as famílias apreensivas e vendo seu direito ameaçado, sem qualquer posicionamento ou garantia do poder público.

Devemos comemorar, mas sem cair em ilusão: é fundamental manter a organização e ampliar nossa mobilização. Por isso estamos convocando a todos os movimentos sociais, sindicatos, entidades estudantis e lutadoras/es a unificarmos forças em uma campanha contra o despejo da Ocupação Contestado à ser lançado em breve!

Vamos para cima contra todo tipo de ataque aos direitos das maiorias de nossas gentes!

Sem Temer, Contestado Vive!

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