São Paulo registra a primeira morte por coronavírus

O paciente, de 62 anos, estava internado em estado grave. São Paulo tem 152 casos confirmados. No País são 234 e 2064 suspeitos

Imagem de Parentingupstream por Pixabay.

Por Giovanna Galvani.

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, confirmou nesta terça-feira 17 a primeira morte por coronavírus registrada no Brasil. O paciente, de 62 anos, estava internado em estado grave em São Paulo.A morte do paciente acontece em um momento que o País tem confirmados 234 casos de contaminação pelo Covid-19. Outros 2.064 casos são considerados suspeitos. São Paulo e Rio de Janeiro são os Estados que mais concentram casos, 152 e 31, respectivamente.

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas, anunciou na segunda-feira 16 medidas para conter o avanço da doença na cidade, que tem como objetivo diminuir a circulação de pessoas e evitar contato social. Entre as ações está a proibição de eventos privados. Segundo Covas, os eventos que já tinham alvará de autorização terão a permissão cancelada, e os que solicitarem alvará não serão atendidos. A prefeitura afirmou que já havia cancelado 481 eventos que seriam realizados pelo poder municipal no último fim de semana.

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Bruno Covas também suspendeu o sistema de rodízio na cidade, operação da prefeitura que restringe a circulação de carros. Segundo o prefeito, o objetivo agora é evitar que a população se concentre no transporte público, então a suspensão do rodízio é uma forma de estimular que as pessoas utilizem seus próprios automóveis.

Outra medida anunciada por Covas é a lavagem de ônibus com água sanitária ao final da linha. Os servidores públicos terão jornada em dois turnos, pela manhã e pela tarde, para que haja mudança no horário de pico.

Os servidores municipais com mais de 60 anos vão trabalhar em casa, por integrarem o grupo de maior vulnerabilidade. Trabalhadores com imunodepressão e submetidos ao tratamento de quimioterapia também prestarão serviço de seus domicílios.

O prefeito prometeu também que, em 20 dias, a cidade vai dobrar o número de leitos de Unidades de Tratamento Intensivo (UTIs). Segundo ele, serão mais 490 leitos na capital para precaução aos impactos do coronavírus no sistema de saúde.

Covas disse ainda que passará a morar na sede da prefeitura para acompanhar a pandemia de perto, mas com maior segurança. O prefeito enfrenta um câncer e acaba de passar por oito sessões de quimioterapia, estando agora submetido ao tratamento de imunoterapia.

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