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Sabrina Vechi, a mais nova vítima de feminicídio no Brasil

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Sabrina do Amaral Vechi, 40, foi assassinada pelo marido em um condomínio de luxo em Idaiatuba (SP), cidade que fica a 98 quilômetros da capital paulista.

O crime ocorreu no sábado (24) durante a própria festa de Sabrina, que trabalhava como diretora financeira. Três testemunhas viram quando o marido de Sabrina, Alexandre Vechi, 43, parou a caminhonete Dodge Ram Laramie que dirigia dentro do condomínio. A vítima também parou o carro que conduzia, um Subaru.

A polícia informou que os dois saíram do carro e começaram a discutir, e o homem retornou à caminhonete. Sabrina ficou parada na frente do veículo. Alexandre, então, a atropelou e passou com o carro por cima da cabeça da vítima. A mulher chegou a ser socorrida pelo Corpo de Bombeiros, mas não resistiu aos ferimentos.

Alexandre foi detido por vigilantes no próprio condomínio e a Polícia foi acionada. O crime foi registrado como feminicídio e embriaguez ao volante. Um exame confirmou a embriaguez dele. O assassino permanece preso até o fechamento deste texto.

Sabrina e Alexandre têm três filhos. No condomínio onde eles moravam há casas avaliadas em até 3 milhões de reais.

Um vídeo gravado (imagem abaixo) por testemunhas do assassinato mostra Alexandre sendo detido por seguranças do condomínio, na sequência do atropelamento. Ele ainda tenta escapar e acaba sendo derrubado ao chão e imobilizado por ao menos três homens.

Feminicídio

Feminicídio é o assassinato de uma mulher pela condição de ser mulher. Suas motivações mais usuais são o ódio, o desprezo ou o sentimento de perda do controle e da propriedade sobre as mulheres, comuns em sociedades marcadas pela associação de papéis discriminatórios ao feminino, como é o caso brasileiro.

Segundo o relatório final da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito sobre Violência contra a Mulher, o “feminicídio é a instância última de controle da mulher pelo homem: o controle da vida e da morte. Ele se expressa como afirmação irrestrita de posse, igualando a mulher a um objeto, quando cometido por parceiro ou ex-parceiro; como subjugação da intimidade e da sexualidade da mulher, por meio da violência sexual associada ao assassinato; como destruição da identidade da mulher, pela mutilação ou desfiguração de seu corpo; como aviltamento da dignidade da mulher, submetendo-a a tortura ou a tratamento cruel ou degradante“.

 

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