Resistir e Lutar – Pós Popular: em defesa de uma universidade mais democrática

Resistir e Lutar – Pós Popular: em defesa de uma universidade mais democrática

Por Gabrielle Schardosin, com a colaboração de Raul Fitipaldi, para Desacato.info.

Fotos: Rosângela Bion de Assis. 

Desacato esteve, na última segunda-feira (17/10), na Universidade Federal de Santa Catarina, conversando com alguns dos membros da chapa Resistir e Lutar: Amália Cruz, Bruno de Campos, Juliana Lessa, Nayane Matos e Camila Trindade, chapa única que concorre às eleições de representação da APG: Associação de Pós-Graduandos.

Com propostas de combate às opressões, luta por maior representação estudantil e pelo voto universal em eleições ou consultas públicas que afetam toda a comunidade acadêmica e contra a privatização da universidade, a chapa explicita o papel das entidades estudantis da universidade na atual conjuntura política brasileira.

Quando questionado a respeito da cobrança de taxas e privatização da universidade, o doutorando em Geografia Bruno de Campos esclarece: “Não aceitamos nenhuma cobrança de taxas para não abrir precedentes à futuras cobranças maiores, porque a partir do momento que se cobra uma taxa, amanhã pode ser cobrada uma mensalidade.” A doutoranda da PPGE e presidente da chapa, Amália Cruz, reforça: “Nós já estamos vendo aqui na UFSC, principalmente, a passos largos essa questão da privatização; seja através das especializações, que o estudante paga mesmo em universidade pública, seja a privatização na questão da reprografia ou na privatização do espaço público através de cantinas.”

Para lutar por uma maior representação discente frente aos ataques antidemocráticos proferidos recentemente na UFSC, como, por exemplo, a tentativa de abolir o voto paritário nas últimas eleições para reitoria, a proposta da chapa é a união com outros segmentos da universidade, “para que cada vez mais nós tenhamos direito aos nossos espaços, poder de fala e de voto, mesmo sabendo que o momento histórico está contra nós”, ressalta Amália. Nesse sentido, Juliana Lessa, doutoranda em educação, destaca: “A nossa posição vai sempre no sentido do diálogo com outras instâncias de base da universidade, como o DCE (Diretório Central dos Estudantes); participação ativa em todas as instâncias e deliberações onde se tiram esse tipo de resoluções.”.

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“Nós estamos vivendo um golpe. Um golpe de Estado jurídico, parlamentar e midiático. A elite, que durante 500 anos fez tudo o que fez com o Brasil, retorna ao poder num período de ascensão de um fascismo à brasileira, de políticas neoliberais e retirada de direitos. A chapa se chama Resistir e Lutar – Pós Popular – porque nós queremos estar com a população e não com a elite, e a população é classe trabalhadora. Nós vivemos uma luta de classes, mais do que nunca acirrada. E a educação é um campo desse conflito” encerra Amália, que recebe apoio dos colegas. “A educação é um campo de batalha” conclui Juliana.

As eleições para a APG acontecem no dia 26 de outubro, exclusivamente através do site apg.ufsc.br.

 

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