Repúdio ao abuso do poder econômico da Havan

repudio havanA FECESC, o Sindicato do Comércio de Jaraguá do Sul e os trabalhadores não vão aceitar a tentativa de chantagem de um empresário sobre todo um município

A FECESC repudia de forma veemente a tentativa de abuso do poder econômico do empresário Luciano Hang que, conforme publicado pela imprensa, anunciou a demissão de 200 funcionários e fechamento das duas lojas da Havan em Jaraguá do Sul, como forma de chantagear os vereadores a aprovar Projeto de Lei que propõe abertura do comércio aos domingos naquele município. “A instalação de lojas deste porte em qualquer  cidade causa um impacto direto no fechamento de pequenos negócios, causando mais desempregos do que elas empregam”, lembrou o presidente da FECESC, Francisco Alano, que também informou a existência de um abaixo-assinado, já entregue a Vereadores de Jaraguá do Sul, onde micro e pequenos empresários se posicionam contrários à abertura do comércio aos domingos, por entenderem que a medida atende justamente o interesse das grandes empresas, com efeito nocivo sobre os empreendedores locais.

O Sindicato dos Empregados do Comércio de Jaraguá Sul tem travado uma luta árdua contra esta campanha de abertura do comércio aos domingos, que significa a precarização do trabalho e piora na qualidade de vida dos trabalhadores. A FECESC apoia esta luta justa e entende que esta é uma luta de todos os comerciários de Santa Catarina e do país. “Vamos dizer NÃO ao poderio econômico que quer impor (des)medidas para obtenção de lucro às custas não só dos trabalhadores e de suas famílias, mas também dos pequenos empreendedores que querem ver um comércio justo, sustentável, que realmente gere empregos e renda da forma mais distribuída possível”, afirmou Alano.

Leia abaixo a matéria do jornal O Correio do Povo de Jaraguá do Sul desta quarta-feira, 25 de fevereiro, escrita pela jornalista Natália Trentini e publicada na edição online (http://ocponline.com.br):

Hang diz que fechará as lojas Havan se proibição se mantiver

Câmara de Vereadores pode votar amanhã parecer que definirá a continuidade do Projeto de Lei

Os mais de 200 funcionários da Havan receberam comunicado oficial de que as duas lojas de Jaraguá do Sul poderão ser fechadas. A decisão foi confirmada pelo proprietário da rede, Luciano Hang à reportagem do OCP, e o posicionamento será sustentado caso a Câmara de Vereadores mantenha a atual legislação, que proíbe a abertura do comércio aos domingos.

“Passamos uma carta aos nossos colaboradores para que não façam novas dívidas. Estamos na iminência de fechar as lojas”, garante Hang. O empresário afirma que a abertura de segunda-feira a sábado não compensa os custos de operação e que diminuiria em 30% o fluxo de trabalho, ocasionando demissões e queda na qualidade de atendimento. “Vai gerar prejuízo, se for assim, prefiro fechar”, completa. A Havan investiu cerca de R$ 40 milhões na loja situada na Avenida Waldemar Grubba, inaugurada em 12 de abril de 2014.

A situação poderá ser definida amanhã, com a votação do parecer da comissão de Legislação, Justiça e Redação Final, contrário à mudança, ou seja, favorável à manutenção a lei que impede as lojas de abrirem aos domingos. Se o documento for mantido, o projeto de lei será engavetado. Caso contrário, os vereadores terão que votar a manutenção ou a revogação da legislação. As lojas da Havan serão fechadas mais cedo, às 17h nesta quinta-feira, para que os trabalhadores acompanhem a sessão.

A presidente do Sindicato dos Empregados do Comércio de Jaraguá Sul, Ana Roeder, considera as declarações do empresário como chantagem. “Ele quer fazer terrorismo. Nós queremos tratamento igual para todo mundo. Vou até as últimas consequências para que essa lei não seja aprovada”, rebate.

Para a presidente do Legislativo, Natália Petry (PMDB), a liberdade de expressão garante o direito às manifestações sobre o assunto, mas não deve afetar a autonomia da Câmara. Caso a votação seja adiada mais uma vez, a vereadora vai propor que a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) convoque uma reunião com associados, lojistas e sindicatos para um debate. “Não é uma audiência pública, mas uma conversa para encontrarmos a melhor maneira, precisamos ouvir os pequenos e médios comerciantes, assim como os proprietários de lojas de departamento”, pondera.

Foto: Eduardo Montecino/O Correio do Povo

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