Repressão Pós 2013: Novos perseguidos políticos 53 anos depois do golpe [31/03]

Publicado em: 27/03/2017 às 11:38
Repressão Pós 2013: Novos perseguidos políticos 53 anos depois do golpe [31/03]

No desaniversário do golpe civil-midiático-militar de 1964, que abriu um período de barbárie e sofrimento para o povo brasileiro, somos obrigados a olhar para o passado e também para o presente. Existe uma perigosa escalada repressiva em curso, que articula a violenta ação policial e paramilitar; a vigilância privada e estatal; e também os braços longos da injusta Lei, que só se voltam contra o povo pobre, a população negra e todas as pessoas que ousam lutar por seus direitos. Lembramos alguns exemplos:

– A prisão de Rafael Braga, jovem negro acusado de portar material explosivo pelo simples porte de produtos de limpeza no dia 20/06/2013 e preso há anos;

– A aprovação da Lei Antiterrorismo em 2014, que pode ser usada para enquadrar movimentos sociais em penas duríssimas;

– Os inúmeros casos de infiltração policial em movimentos sociais, como o recém-revelado caso do militar Willian Botelho, que usava o nome “Balta Nunes” no aplicativo Tinder para se aproximar de ativistas em São Paulo;

– Militantes de Joinville/SC que respondem a dezenas de processos promovidos pelos empresários de transporte da Gidion e Transtusa, por sua participação nas lutas contra a tarifa em 2013 e 2014;

– O pedido de prisão da Prefeitura de Florianópolis contra dirigentes sindicais do Sintrasem, que organizou uma vitoriosa greve em 2017 mesmo com as decisões judiciais pela ilegalidade do movimento;

– O andamento dos julgamentos contra os 6 militantes do Bloco de Lutas de Porto Alegre, realizado com policiais infiltrados, depoimentos da grande mídia e acusação de crimes como “associação criminosa” nas lutas de 2013.

Convidamos os movimentos sociais e entidades populares para conversar sobre esse novo momento e pensar coletivamente em estratégias para que a repressão não cale nosso justo grito por dignidade e por direitos, inspirados na memória de resistência popular contra a ditadura que permanece viva em nosso cotidiano.

PROGRAMAÇÃO:

17h30: Encontro em frente ao TICEN – Caminhada da memória e performance artística
18h30: Vídeo-debate no Instituto Arco-íris
21h: Atividades culturais na Travessa Ratcliff

PARA QUE NÃO SE ESQUEÇA, PARA QUE NUNCA MAIS ACONTEÇA!
MEMÓRIA, VERDADE E JUSTIÇA!
LUTAR NÃO É CRIME!
RODEAR DE SOLIDARIEDADE AS E OS QUE LUTAM!

Fonte: Subversivos Libertar.

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