Relator de Escola Sem Partido é missionário da Igreja Católica

Flavinho (PSB-SP) é relator da Escola Sem Partido na Câmara | Reprodução / Facebook
Flavinho (PSB-SP) é relator da Escola Sem Partido na Câmara | Reprodução / Facebook

Presidente da comissão que analisa o projeto Escola Sem Partido, o PL 867/15, o deputado Marcos Rogério (DEM-RO) escolheu o colega Flavinho (PSB-SP) como relator do projeto que visa a combater a “doutrinação de esquerda” no ensino.

Missionário católico na comunidade Canção Nova e eleito com mais de 90 mil votos em 2014, Flavinho faz forte oposição ao direito ao aborto.

Em evento na Câmara dos Deputados em julho, chamado Seminário Internacional em Defesa da Vida, o deputado criticou colegas parlamentares que “atuam para fomentar no nosso País uma cultura de morte” e pediu que eles “colocassem a mão na consciência”.

O parlamentar também costuma participar de cultos dentro do Congresso.

Flavinho é autor de um projeto de lei que prevê a obrigatoriedade de informações contrárias à interrupção da gravidez em estabelecimentos de saúde pública.

Também apresentou uma proposta para retirar da Classificação Brasileira de Ocupações, de responsabilidade do Ministério do Trabalho, a descrição “profissional do sexo”. De acordo com ele, a medida incentiva a prostituição.

Flavinho defende ainda um projeto de decreto legislativo para sustar os efeitos da inclusão da “ideologia de gênero” no Documento Final da Conferência Nacional de Educação de 2014, assinado e apresentado pelo Fórum Nacional de Educação.

Outros concorrentes a relatoria, que integram a comissão para analisar Escola Sem Partido, eram os deputados Eduardo Bolsonaro (PSC-RJ) e Fernando Francischini (SD-PR), secretário de Segurança do Paraná quando professores foram agredidos por policiais militares durante manifestações em 2015. O presidente da Bancada Evangélica, João Campos (PRB-GO), também é titular na comissão.

O colegiado quer chamar convidados para “dar exemplos do uso político do ensino”. Alguns deputados irão apresentar um requerimento para que a diretoria do colégio Pedro II, conhecido por liberar em setembro o uso de saia para meninos, compareça à Câmara relatando os episódios na instituição que culminaram com esse autorização.

Há dois anos, alunos da escola fizeram uma manifestação e lançaram o movimento #VouDeSaia após uma aluna transgênera ser proibida pela direção de ir de saia à escola.

O pedido para o depoimento deve ser votado na próxima reunião da comissão, marcada para 8 de novembro. São previstas até 40 sessões do colegiado, de modo que a expectativa é que a proposta da Escola Sem Partido só vá a plenário no próximo ano.

Fonte: Brasil Post.

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