Professor e ativista LGBT é encontrado morto em Pernambuco

Foto: Arquivo Pessoal

Sandro Cipriano Pereira, de 35 anos, professor e ativista LGBT foi encontrado morto na manhã deste sábado (29) em um sítio na Zona Rural de Pombos, na Zona da Mata de Pernambuco. Ele estava desaparecido desde a noite da última quinta-feira (27), segundo a família. A Polícia Civil afirma que o caso será investigado pela Delegacia de Pombos, com a delegada Karolina Dias Martins à frente.

O carro da vítima foi encontrado na manhã deste domingo no Loteamento Menino Jesus, que fica às margens da BR-232, em Pombos. Uma equipe do Instituto de Criminalística (IC) seguiu para o local para a realização da perícia no veículo.

Sandro era professor do curso de Agroecologia na ONG Serviço de Tecnologia Alternativa (Serta) e, há 20 anos, atuava dentro da organização na causa LGBT e também no campo da agricultura familiar.

Sob aplausos e pedidos de justiça, o corpo do professor foi velado neste domingo (30), por volta das 11h30, no Cemitério Municipal de Pombos, na Zona da Mata de Pernambuco.

No país que mais mata pessoas LGBTs, pensar políticas públicas para a seguridade desta comunidade é urgente, para que mais vidas não sejam tiradas.

A Rede de ONGs da Mata Atlântica lançou uma nota de pesar pelo falecimento de Sandro.

Confira a nota na íntegra:

Com profundo pesar a RMA recebe a notícia do assassinato do Professor Sandro Cipriano, encontrado morto na manhã de sábado (29) na zona rural de Pombos, município da Zona da Mata de Pernambuco. Cipriano, conhecido como “Sandro do Serta”, era um ativista de causas socioambientais e estava desaparecido desde a última quinta-feira (27).

O SERTA – Serviço de Tecnologia Alternativa – é uma organização da sociedade civil, vinculada a Rede de ONGs da Mata Atlântica (RMA), que forma jovens, educadores e produtores familiares para atuarem na transformação das circunstâncias econômicas, sociais, ambientais, culturais e políticas, e na promoção do desenvolvimento sustentável, com foco no campo. Foi no SERTA que Sandro passou de educando a educador. Sandro ainda atuava como Coordenador Estadual e membro do Conselho Diretor Nacional da ABONG – Associação Brasileira de ONGs.

O assassinato de Sandro amplia uma estatística inaceitável numa sociedade civilizada. Somente nestes primeiros 5 meses de 2019 mais de 140 mortes de pessoas LGBT foram registradas. A imensa maioria dos casos fica sem solução, não havendo qualquer punição aos responsáveis. O Brasil se destaca como uma das nações mais perigosas para a atuação dos defensores de causas socioambientais. Por mais estranho que pareça, o foco do trabalho destas pessoas é justamente a defesa de direitos fundamentais.

Estamos entristecidos com a perda de mais um companheiro; externamos toda solidariedade possível aos familiares, amigos e demais companheiros de luta do Professor Sandro, mas também registramos nossa profunda indignação, exigindo do Estado o empenho necessário para que esse assassinato seja esclarecido e os responsáveis legal e devidamente punidos.

Enquanto integrantes de uma sociedade civilizada precisamos reagir a essa onda crescente de ódio, violência e intolerância que ora assistimos. Que o exemplo de empenho, coragem e dedicação deixado pelo Sandro nos inspire e nos dê coragem para que sigamos na busca de uma país livre, democrático e civilizado.

Com profundo pesar a RMA recebe a notícia do assassinato do Professor Sandro Cipriano, encontrado morto na manhã de sábado (29) na zona rural de Pombos, município da Zona da Mata de Pernambuco. Cipriano, conhecido como “Sandro do Serta”, era um ativista de causas socioambientais e estava desaparecido desde a última quinta-feira (27).

O SERTA – Serviço de Tecnologia Alternativa – é uma organização da sociedade civil, vinculada a Rede de ONGs da Mata Atlântica (RMA), que forma jovens, educadores e produtores familiares para atuarem na transformação das circunstâncias econômicas, sociais, ambientais, culturais e políticas, e na promoção do desenvolvimento sustentável, com foco no campo. Foi no SERTA que Sandro passou de educando a educador. Sandro ainda atuava como Coordenador Estadual e membro do Conselho Diretor Nacional da ABONG – Associação Brasileira de ONGs.

O assassinato de Sandro amplia uma estatística inaceitável numa sociedade civilizada. Somente nestes primeiros 5 meses de 2019 mais de 140 mortes de pessoas LGBT foram registradas. A imensa maioria dos casos fica sem solução, não havendo qualquer punição aos responsáveis. O Brasil se destaca como uma das nações mais perigosas para a atuação dos defensores de causas socioambientais. Por mais estranho que pareça, o foco do trabalho destas pessoas é justamente a defesa de direitos fundamentais.

Estamos entristecidos com a perda de mais um companheiro; externamos toda solidariedade possível aos familiares, amigos e demais companheiros de luta do Professor Sandro, mas também registramos nossa profunda indignação, exigindo do Estado o empenho necessário para que esse assassinato seja esclarecido e os responsáveis legal e devidamente punidos.

Enquanto integrantes de uma sociedade civilizada precisamos reagir a essa onda crescente de ódio, violência e intolerância que ora assistimos. Que o exemplo de empenho, coragem e dedicação deixado pelo Sandro nos inspire e nos dê coragem para que sigamos na busca de uma país livre, democrático e civilizado.

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