Peru: Verónika Mendoza é a mais jovem e a opção de mudança

Prensa Latina.- Se Verónika Mendoza tivesse nascido um mês depois de 9 de dezembro de 1980, teria que esperar até 2021 para ser candidata à presidência do Peru por não cumprir a idade mínima legal para se candidatar.

Verónika cumpriu os 35 anos exigidos apenas um mês antes de vencer o prazo para se inscrever perante o Júri Nacional de Eleições (JNE) depois de ganhar a eleição interna sobre vários pretendentes, incluindo o líder do principal partido do bloco, Terra e Liberdade, o ex-sacerdote Marco Arana.

Se cumprir o difícil objetivo de ganhar a Presidência do Peru, Verónika se converteria na chefa de Estado eleita mais jovem da história, recorde que mantém atualmente um de seus rivais, o neoliberal Alan García, quem chegou ao cargo em 1985, quando ela tinha cinco anos.

A candidata propõe mudar a Constituição neoliberal de 1993 e implementar reformas econômicas e sociais de caráter progressista, com maior presença do Estado na economia, poder de decisão sobre a exploração dos recursos naturais, luta contra a corrupção e maior participação cidadã.

Nascida na cidade de Cusco, histórica capital do império dos Incas, de mãe francesa, Gabrielle Frisch, e pai peruano, Marcelino Mendoza, tem ambas as nacionalidades, como o permite a legislação peruana.

Estudou de psicologia, educação e antropologia na França e, segundo uma autobiografia de 2011, sua permanência em Paris “não só contribuiu com minha formação acadêmica, mas também e principalmente com a minha consciência política”.

“A vida política dinâmica e associativa francesa me enriqueceu muito e assim compreendi que sem lutas não há vitórias, que o bem-estar social nunca é um presente das elites mas uma conquista do povo organizado”, afirmou naquela ocasião.

“Apropriei-me da história política de meus pais: meu pai foi militante da Esquerda Unida e fundador do Sutep (sindicato dos professores); minha mãe foi militante do Partido Socialista Unificado Francês e participou da revolução cultural, social e política de Maio de 1968”, contou.

Em 2004, se integrou na França a um núcleo de peruanos, de apoio ao nascente Partido Nacionalista, do hoje presidente Ollanta Humala, no qual desempenhou diversas funções no âmbito das relações internacionais e em 2011 foi eleita parlamentar, em representação de sua Cusco natal.

Em junho de 2012, renunciou ao Partido Nacionalista por divergências políticas, devido à repressão de um protesto ambientalista dos moradores da província cusquenha de Espinar e se integrou à bancada da coalizão parlamentar Frente Ampla-Ação Popular, de oposição.

Em 2015, formou o grupo Sembrar (Semear, em português), que a promoveu na eleição interna para a candidatura da Frente Ampla à presidência, ganhando de forma inesperada, pois era favorito o ex-sacerdote católico Marco Arana.

Desenvolveu uma campanha modesta na qual percorreu o país, colhendo no trecho final da disputa um apoio crescente que, segundo as pesquisas sobre intenção de voto, a leva a disputar o segundo lugar e a passagem ao segundo turno, quando os dois candidatos mais votados disputarão a presidência em 5 de junho.

Fonte: Vermelho.

Foto: Peru21.pe

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