Liberdades civis restringidas em província do Peru

Por Marina Terra.

O governo do Peru declarou estado de emergência durante 30 dias na província de Espinar, depois de manifestações contra uma empresa mineira na segunda-feira (28/05) terem causado a morte de dois civis e mais de 50 feridos. O primeiro-ministro Oscar Valdes disse que o governo agiu para “restaurar a ordem” e garantir que estradas – bloqueadas pelos manifestantes – fossem desobstruídas para o tráfego. O estado de emergência permite que o governo suspenda liberdades civis.

O ministro do Interior, Wilver Calle, afirmou que entre os feridos encontram-se 30 policiais, mas não explicou como as mortes aconteceram. Os manifestantes dizem que a mina de cobre de Tinaya, propriedade da empresa suíça Xstrata, está contaminando os rios das proximidades e exigem um estudo ambiental. Eles também querem que a empresa aumente para 30% a atual contribuição voluntária de 3% dos lucros feita para o desenvolvimento econômico local.

Para o chefe do Gabinete de Gestão de Conflitos do Governo do Peru, Victor Caballero, há  intransigência de vários setores envolvidos no protesto. O grupo que se autodenomina Coalizão de Defesa diz que há má vontade do governo para negociar. Porém, o próprio presidente do Peru, Ollanta Humala, no ano passado, tentou mediar um acordo.

O homem morto no conflito ainda não foi identificado, disse o promotor Hector Herrera, acrescentando que oito feridos estavam sendo tratados no Hospital Espinar. Ontem foi o oitavo dia de confronto, que já deixou pelo menos 20 policiais e 24 manifestantes feridos, segundo autoridades peruanas. Os líderes do movimento prometem uma semana de manifestações até que as autoridades peruanas atendam suas reivindicações.

O presidente da Assembleia Nacional de Governos Regionais, Cesar Villanueva, pediu às autoridades de Espinar um esforço para tentar o diálogo com os manifestantes e negociar de forma pacífica o fim dos protestos. “Devemos manter a calma no país. Todos nós temos que resolver as coisas por meio do diálogo, pois as medidas de força não dão resultados e ferem a população”, alertou o parlamentar. Ele lembrou que a mineração, quando feita com os cuidados e a tecnologia adequados, é “excelente opção”.

Fonte: http://operamundi.uol.com.br/

Foto: http://www.actualidadambiental.pe/

 

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