Paraguai: Início do ano letivo está em dúvida

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Assunção, 3 fev (Prensa Latina) O início do curso nas escolas públicas paraguaias segue hoje comprometido, pois persiste o desacordo quanto ao reajuste salarial dos docentes e estes mantêm sua postura do greve de nas atividades.

Infrutífera foi a mais recente reunião nesta quinta-feira para negociar o assunto entre representantes dos sindicatos dos professores e o titular do Ministério de Educação e Cultura, Enrique Risse.

Como porta-voz dos professores o presidente da Federação de Educadores do Paraguai, Silvio Piris, disse que não aceitaram a proposta oferecida por Risse pois o pedido por eles é assinar um acordo como aprovação do já outorgado ao setor.

Piris referiu-se assim ao alta de salários contemplada no Orçamento Geral da Nação 2017 disposto pelo Senado mas depois vetado pelo presidente Horacio Cartes.

A ação executiva fez com que ficasse vigente o mesmo plano de despesas de 2016, o qual descarta aquele incremento salarial incluído pelos legisladores.

É necessária vontade política para resolver o conflito, comentou o dirigente sindicato, isto é, não ir à greve e iniciar o período letivo no próximo dia 23 como está programado para o curso até o 30 de novembro.

O ministro, que solicitou tempo para consultar-se com o mandatário a melhoria da oferta, reiterou a posição dessa carteira da Fazenda de elevar os salários em 7,7 por cento a partir de março.

No entanto, essa proposta é para os professores com uma categoria conforme a quem cobram menos do salário mínimo vigente em a área privada.

Piris assegurou que estão dispostos a aceitar esse total, mas só se o ministro assina um compromisso de solicitar outro aumento do 7,3 por cento em decorrência do ano, com o qual se chegaria de maneira fraccionada ao 15 solicitado por eles.

Assim, esperam não ser convocados a outro encontro se a proposta segue sendo a mesma e mantêm a intenção de realizar a greve anunciada.

Não obstante, esse seria por dois dias, 23 e 24 de fevereiro, depois do qual analisarão os seguintes passos se para então não há uma resposta favorável ao reclamo, segundo o secretário geral da União Nacional de Educadores, Eladio Benítez.

A essa conclusão chegaram dirigentes dos dois agrupamentos mencionadas e da Organização de Trabalhadores da Educação e o Sindicato Nacional de Diretores (de escolas), reunidos depois para unificar os critérios.

No encontro de ontem com os sindicalistas, o ministro recordou como a alta fixada no orçamento, posteriormente vetado, estabelecia fora desde julho, pelo qual não vê razão alguma para deter as classes e poder seguir negociando.

A carteira do setor apresenta poucas possibilidades de solução desde o ponto de vista financeiro, ao não ter contemplado em seu plano de despesas o necessário para aplicar o incremento aos docentes.

Qualquer palco que possa ser manejado no âmbito econômico dependerá fundamentalmente do Ministério de Fazenda.

Fonte: Prensa Latina.

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