Parada militar em Moscou comemora vitória dos povos contra o nazismo

A Praça Vermelha de Moscou foi palco neste sábado (9) de uma magnífica parada militar comemorando o 70º aniversário da Vitória sobre o nazifascismo, epopeia em que a principal contribuição foi da União Soviética socialista. O desfile contou com a participação de 16 mil efetivos das Forças Armadas.

 

 

A parada militar começou às 10h00 horas (04h00 no horário de Brasília), com desfiles militares da Rússia e dos países vizinhos da Comunidade de Estados Independentes, mais países estrangeiros convidados, como China, Índia e Sérvia. A praça foi inundada por bandeiras vermelhas com a foice o martelo e foram entoadas canções do Exército Russo e da Revolução de Outubro (1917).

Pela primeira vez, Putin pediu um minuto de silêncio pelos que tombaram na Grande Guerra Patriótica feita pela União Soviética contra a Alemanha nazista e o então Japão militarista. Desde 1965, o rito do minuto de silêncio era anunciado nesta data às 19h00 hora local.

Depois do minuto de silêncio terminou a exibição de equipamentos militares e começou o voo de uma flotilha de aviões e helicópteros sobre o céu de Moscou.

O presidente russo, Vladimir Putin, ao falar como comandante em chefe das Forças Armadas no início do desfile da Vitória na Praça Vermelha, recordou que na União das Repúblicas Socialistas Soviéticas ocorreram as batalhas mais importantes da Segunda Guerra Mundial. “Foi lógico que o Exército Vermelho tenha posto em Berlim um ponto final vitorioso àquela guerra há 70 anos”, assinalou.

O mandatário rechaçou a tendência para a criação de blocos militares e alianças e denunciou que os intentos de criar um mundo unipolar e a mentalidade de força e de blocos minam a estabilidade mundial. Ele exigiu a criação de um sistema de segurança paritário para todos os Eastados e considerou que o desenho de um novo sistema de segurança é tarefa de todos os países.

Putin indicou que nos últimos anos o sistema de segurança fruto da derrota do fascismo na Segunda Guerra Mundial, vem debilitando-se.

A esse respeito, disse que nos últimos tempos se ignoram os princípios básicos da cooperação internacional, alcançados – assinalou – com o sofrimento da humanidade depois de ter passado as provas de duas guerras mundiais.

O líder russo recordou a unidade das potências aliadas e das forças antifascistas que tornaram possível a derrota do fascismo na Segunda Guerra Mundial.

“Recordamos hoje os povos da Grã Bretanha, França, Estados Unidos, os antifascistas que combateram contra o nazismo nos destacamentos guerrilheiros e na clandestinidade”, disse.

A aventura de Hitler foi uma horrível lição para todo o mundo, sublinhou.

“Nos anos 30 do século passado, a Europa culta não viu de imediato a ameaça que representava a ideologia do nazismo e hoje, 70 anos depois, a história novamente apela a nossa consciência para que não esqueçamos que a ideia da supremacia racial e o exclusivismo provocaram esta sangrenta guerra”, expressou.

Putin evocou que a conflagração mundial envolveu quase 80% da população mundial e muitos Estados da Europa foram escravizados e ocupados pela Alemanha nazista, enquanto a União Soviética foi o objetivo dos mais ferozes ataques do inimigo.

Em seu difícil e tortuoso caminho de guerra ao longo de 1.418 dias e noites até chegar a Berlim, o Exército Vermelho Soviético libertou quase 50% do território da Europa, no total de 16 países com uma população de cerca de 120 milhões de pessoas, sem contar a parte europeia da então União Soviética.

Outros seis países foram libertados conjuntamente com as forças aliadas do Reino Unido e dos Estados Unidos.

As perdas humanas da Rússia durante a Segunda Guerra Mundial foram muito maiores do que as dos aliados. O número de soviéticos tombados no maior conflito da história foi de quase 30 milhões.

 

Do Portal Vermelho com agências

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