Outro 1º de Maio desta Nova Época

O século XXI apresentou-se com uma Nova Época no colo. Ainda não sabemos se será melhor que a anterior. Pior é difícil. Desde 1999 até agora, os trabalhadores, cada um segundo a característica do seu país, encontraram-se com o instigante desafio de defender a democracia conquistada depois das décadas de escuridão. Foram os trabalhadores com os estudantes que se mobilizaram para derrubar presidentes nefastos como De la Rua, González Sánchez de Losada, e muitos outros, vários presidentes que representavam o mais corrupto e brutal do neoliberalismo tiveram, de um modo ou outro, que fazer as malas e tomar rumo a Miami. Tivemos palhaços como Carmona Stanga na Venezuela que se autodeclararam presidentes enquanto os trabalhadores recuperavam seu Presidente legitimamente escolhido.

Época distinta da anterior. Traz contradições esta etapa da Nossa América, etapa de construção da Comunidade de Estados Latinos e do Caribe. Muitas. Nenhuma que pareça impossível de resolver. Há muito a limpar, muita mobilização a fazer, muito emprego a conquistar, muita conquista a recuperar. Ainda nossos países não mudam o modelo energético, ainda castigam e depredam a natureza, ainda há muita empresa estratégica a recuperar, muito autoestima a consolidar, muita democracia a desenvolver. Mas, é Outra Época, é Outro Mundo Possível que se encanta e desencanta do dia-a-dia, mas, não arreda pé de mudar as relações com os países irmãos, com o mundo todo, com os pobres do mundo, com a Natureza, com a Educação, a Saúde, a Soberania Territorial, Alimentar, Energética, Ambiental, todas as soberanias.

Tudo está por resolver, mas, por primeira vez são os trabalhadores, com suas escolhas, os protagonistas principais delas na maioria da América Latina e o Caribe. Esses trabalhadores que por momentos, como pessoas, como cidadãos, junto com estudantes e minorias e povos originários, superam a lentidão dos aparatos sindicais e partidários e não renunciam ao seu papel.

A tarefa imediata e protagonista dos trabalhadores precisa ser refletida, discutida, empreendida na marcha, a pé, na ocupação das ruas, não para ganhar prêmios e participar de sorteios das estruturas sindicais, sim, para mostrar de novo, que as coquistas perdidas sob o mais tenebroso neoliberalismo devem ser recuperadas, assim como as empresas estratégicas ao país, derrotando passo a passo as lacras do capitalismo e do imperialismo.

Desacato.info deseja ao Trabalhadores de Santa Catarina, do Brasil, da Nossa América e do Mundo um 1º de Maio feliz, de reencontro, mobilização e reflexão. A eles, dos quais surgimos e aos quais pertencemos,  dedicamos nossa militância comunicacional.

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