O Tropeço de Mirian Macedo na Própria Mentira

Publicado em: 23/11/2011 às 17:55
O Tropeço de Mirian Macedo na Própria Mentira
Mirian Macedo

Por Raul Longo.

Quem é Mirian Macedo?

Isso pouco importa. Por vezes é apresentada como jornalista da Globo, em outras como companheira de cela da Presidenta Dilma Rousseff. Numa matéria das Revistas Época e Veja como dona de casa do Morumbi ou de outras cidades onde também se diz que more. E no processo com pedido de indenização moral por difamação, movido pelo Sistema COC de Educação e Comunicação Ltda., é ré.

Todas essas podem ser várias Mirian Macedo, mas é difícil saber quem é a verdadeira Mirian Macedo, pois ao confessar que mentiu sobre si mesma como vítima da ditadura, por orientação de Mário Lago, continua tropeçando na história que montou para contar a história de si mesma.

Eu jurei não perder mais de meu tempo para desmentir evidências, mas como dizia Vinícius de Moraes, “todo sujeito que consegue fazer eco ao final de 2 frases se considera no direito de aporrinhar os outros com suas fáceis e duvidosas rimas”. E foi assim que me apareceu em pleno Outlook uma incauta poeta do Brasil central que meteu em sua cabeça de velhinha de Taubaté que conseguirá me doutrinar através das “verdades” que lhe chegam pela internet, tão ou mais duvidosas do que as rimas.

Já lhe pedi em nome do deus que ela acredite que pare de encher minha caixa de correio, mas a dona não tem medidas e o jeito é cumprir a promessa que lhe fiz de desmascarar todas as mentiras que envia, como esta da Mirian Macedo.

Poderia ficar apenas nas distâncias geográficas entre a prisão da Mirian em Brasília, a de Dilma em São Paulo e a atuação e moradia de Mário Lago no Rio de Janeiro. Apesar de óbvio demais, como mentira tem perna curta, se a velhinha da Taubaté do Centro-Oeste se desse ao mínimo cuidado de pesquisar o que recebe para não se confundir com os mentirosos que distribui, por si mesmo teria descoberto a farsa da Mirian. Já que não o faz, divulgo a todos aqui que por ventura, ou desventura, também venham a receber o mesmo envio do que vai adiante.

Antes, revelo parte de onde Mirian Macedo em verdade mentiu, mas para comprovar o mais elementar dos rastros dos muitos tropeços da mentira, preciso que acessem o link do blog já indicado no encabeçamento da lorota da Mirian, pois na copia abaixo providencialmente foi retirado o link de outra página do mesmo blog.

Supondo que também não tenham tempo a perder com tais farsas, copio aqui o que foi apagado na cópia enviada pela taubateota dos oestes: http://bit.ly/vNUwyb

Em respeito ao mais o que fazer de cada um e de todos, já adianto aqui copiando o trecho em que a moça afirma que: “Fui presa em junho de 1973, em Brasília, pouco antes da prisão de Honestino Guimarães…” “Eu fazia parte de uma célula da Ação Popular Marxista Leninista – APML, a mesma organização de Honestino.”

E mais adiante revela: “Com 19 anos, participar da ‘revolução’ era o máximo.”

A Miroca ouviu algum galo cantar o nome do Honestino Guimarães e mesmo sem saber aonde, enfiou-o em seu cocoricocó de papagaio malandro ciscando pras que hoje distribuem grão a grão as mentiras que levam os desavisados à panela da grande canja dos de cérebros desdentados.

Se tivessem dentes e mordessem alguma coisa, algo que oferecesse maior sustância às suas vidas debilitadas, descobririam que em 1967, quando a Mirian teria 13 anos de idade (se é que não mentiu na idade), o Honestino Guimarães estava preso. Prisão da qual saiu em agosto de 1968 (aos 14 anos da Mirinha) e neste mesmo mês e ano, foi novamente preso na invasão policial à sede da FEUB e desligado da UnB.

Em 1970, nos 16 aninhos da Miroca, nascia o filho do Honestino já clandestino em São Paulo. Em 1971 (aos 17 anos da Miroquinha) com a prisão do então presidente da UNE o  Honestino assumiu interinamente e depois foi eleito presidente da entidade. No final de 72 (Miroca já no auge dos seus 18 anos) fugiu para o Rio de Janeiro onde continuou clandestino até ser morto pelo CENIMAR – Centro de Informação da Marinha no tal 1973 dos, enfim, 19 anos da Mirian Macedo lá em Brasília.

Não sei quantas mentiras a companheira de cela terá contado para a hoje Presidenta Dilma Rousseff, mas ouvir mentiras não deixa de ser um passatempo no nada a fazer atrás das grades de uma cadeia. E, convenhamos, o mentiroso não deixa de ser um ficcionista. Alguém dotado de criatividade.

Lembro de uma vez que observava um amigo nadando ali pela borda de um rio do Mato Grosso do Sul, e achegou-se um matuto. Pra puxar assunto ou por nada a fazer, me apontou o amigo e perguntou: “- Já viu como esse maluco aí é bom na natação!”. Não conhecia o capiau, mas como o amigo não era dali, só viera de passagem para me visitar, dei corda porque senti que ia sair algo de interessante: “- I é?” – fiz que duvidava.

Foi o suficiente pro barranqueiro me desfiar bravatas e bravuras dos poderes natatórios do amigo que estragou tudo vindo do rio e já de longe me convencendo do refrescante da água do rio. Imediatamente o pobre capiau me olhou espantado e abanando a mão, revoltado por eu o ter enganado fingindo não conhecer o banhista, escafedeu-se tal qual espero que se escafeda de minha caixa de correio essa distribuidora de mentiras, porque se mentir é uma arte, disseminar mentiras é comprovação de falta de capacidade de raciocínio. Não tenho tempo a perder com quem pega mentira emprestada, principalmente quando são mentiras de gente burra, pois não há maior burrice do que contar mentira pela internet, onde tudo pode ser desmascarado.

Além disso, a mentira do pantaneiro do Mato Grosso do Sul, mesmo como mentira, era honesta. Pois ao contrário de difamar, emprestava ao meu amigo qualidades que na realidade ele não tinha. Já quem difama quem sequer conheceu, é tão sem caráter quanto a Mirian que tem a cara de pau de terminar o artigo de seu blog “Honestino Guimarães*, o “democrata” com essa frase:

Se Honestino Guimarães é herói de tantos que o cultuam como ‘o mártir que a ditadura militar assassinou’, nada tenho a ver com escolhas pessoais. O meu assunto é outro. Eu estou interessada na verdade.

É cada poeta que me aparece!

 JORNALISTA CONFESSA QUE MENTIU DURANTE 30 ANOS QUE FOI TORTURADA – ERAM ORDENS DO ATOR MÁRIO LAGO

 Conclusão:  o balaio é grande e tá tudo misturado dentro dele. Ninguém presta, ao final .

A verdade: eu menti

http://blogdemirianmacedo.blogspot.com/2011/06/verdade-eu-menti_05.html
Mirian Macedo

 Eu, de minha parte, vou dar uma contribuição à Comissão da Verdade. Fui uma subversivazinha medíocre, mal fui aliciada e já caí, com as mãos cheias de material comprometedor. Não tive nem o cuidado de esconder os jornais da organização clandestina a que eu pertencia, eles estavam no meio dos livros de uma estante, daquelas improvisadas, de tijolos e tábuas, que existia em todas as repúblicas de estudantes, em Brasília naquele ano de 1973.


Já contei o que eu fazia (quase nada). A minha verdadeira ação revolucionária foi outra, esta sim, competente, profícua, sistemática: MENTI DESCARADAMENTE DURANTE 30 ANOS!
Repeti e escrevi a mentira de que tinha tomado choques elétricos (poucos, é verdade), que me interrogaram com luzes fortes, que me ameaçaram de estupro quando voltava à noite dos interrogatórios no DOI-CODI para o PIC e que eu ficavam ouvindo “gritos assombrosos” de outros presos sendo torturados (aconteceu uma única vez, por pouquíssimos segundos: ouvi gritos e alguém me disse que era minha irmã sendo torturada. Os gritos cessaram – achei, depois, que fosse gravação – e minha irmã, que também tinha sido presa, não teve um único fio de cabelo tocado).
Eu menti dizendo que meus algozes diversas vezes se divertiam jogando-me escada abaixo, e, quando eu achava que ia rolar pelos degraus, alguém me amparava (inventei um trauma de escadas”, imagina). A verdade: certa vez, ao descer as escadas até a garagem no subsolo, alguém me desequilibrou e outro me segurou, antes que eu caísse.


Quanto aos empurrões de que eu fui alvo durante os dias de prisão, não houve violência nem chegaram a machucar nada mais que um gesto irritado de um dos inquisidores, eu os levava à loucura, com meu enrolation. Sou rápida no raciocínio, sei manipular as palavras, domino a arte de florear o discurso. Um deles repetia sempre: “Você é muito inteligente. Já contou o pré-primário. Agora, senta e escreve o resto”.


Quem, durante todos estes anos, tenha me ouvido relatar aqueles dias em que estive presa, tinha o dever de carimbar a minha testa com a marca de “vítima da repressão”. A impressão, pelo relato, é de que aquilo deve ter sido um calvário tão doloroso que valeria uma nota preta hoje, os beneficiados com as indenizações da Comissão da Anistia sabem do que eu estou falando.


Ma va! Torturada?! Eu?! As palmadas que dei na bunda de meus filhos podem ser consideradas tortura inumana se comparadas ao que (não) sofri nas mãos dos agentes do DOI-CODI.
Que teve gente que padeceu, é claro que teve. Mas alguém acha que todos nós que saíamos da cadeia contando que tínhamos sido barbaramente torturados falávamos a verdade?
Não, não é verdade. Noventa e nove por cento das barbaridades e torturas eram pura mentira! Por Deus, nós sabemos disto! Ninguém apresentava a marca de um beliscão no corpo. Éramos barbaramente torturados e ninguém tinha uma única mancha roxa para mostrar! Sei, técnica do torturadores. Não, técnica de torturado, ou seja, mentira.
Mário Lago, comunista até a morte, ensinava: “quando sair da cadeia, diga que foi torturado. Sempre.” A pior coisa que podia nos acontecer naqueles “anos de chumbo” era não ser preso. Como assim, todo mundo ia preso e nós não? Ser preso dava currículo, demonstrava que éramos da pesada, revolucionários perigosos, ameaça ao regime, comunistas de verdade! Sair dizendo que tínhamos apanhado, então! Mártires, heróis, cabras bons.


Vaidade e mau-caratismo puros, só isto. Nós saímos com a aura de hérois e a ditadura com a marca da violência e arbítrio. Era mentira? Era, mas, para um revolucionário comunista, a verdade é um conceito burguês, Lênin já tínhamos nos ensinado o que fazer.

E o que era melhor: dizer que tínhamos sido torturados escondia as patifarias e amarelões que nos acometiam quando ficávamos cara a cara com os “ômi”. Com esta raia miúda que nós éramos, não precisava bater. Era só ameaçar, a gente abria o bico rapidinho.

Quando um dia perguntaram-me se eu queria conhecer a marieta, pensei que fosse uma torturadora braba. Mas era choque elétrico (parece que marieta era uma corruptela de maritaca (nome que se dava à maquininha que rodava e dava choque elétrico). Eu não a quis conhecer.

Relembrar estes fatos está sendo frutífero. Criei coragem e comecei a ler um livro que tenho desde 2009 (é mais um que eu ainda não tinha lido): “A Verdade Sufocada – A história que a esquerda não quer que o Brasil conheça”, escrito pelo coronel Carlos Alberto Brilhante Ulstra. Editora Ser, publicado em 2007. Serão quase 600 páginas de verdade sufocada”? Vou conferir.

A autora é Jornalista. Publicado no blog da autora

http://blogdemirianmacedo.blogspot.com/2011/06/verdade-eu-menti_05.html

 

 

13 Comentários para "O Tropeço de Mirian Macedo na Própria Mentira"

  1. João   30/08/2015 at 13:51

    Ai está a prova do engano do bobalhão ! Tirado do ” Produto Final – Relatório Final para a Comissão Anísio Teixeira de Memória e
    Verdade da Universidade de Brasília – UnB. LINK http://www.unb.br/noticias/downloads/COMISSAO%20DE%20ANISTIA-Relatorio%20Final%20UnB_27nov14.pdfO último exemplo é o de Honestino Monteiro Guimarães, que foi militante da Ação
    Popular e liderança ativa do movimento estudantil tendo sido presidente da Federação dos
    Estudantes da Universidade de Brasília (1967), vice-presidente e presidente da União
    Nacional dos Estudantes (1969 e 1971). Foi expulso da UnB em 1968, indiciado e torturado
    várias vezes e viveu cinco anos na clandestinidade. Esteve preso cinco vezes entre os anos
    de 1966 e 1973. No dia 13 de outubro do ano de 1973, a mãe de Honestino – Maria Rosa
    Leite Monteiro, recebe um bilhete anônimo que informava que seu filho havia sido preso na
    cidade do Rio de Janeiro. Nunca mais foi localizado. A família teve de esperar 23 anos até
    que o governo reconhecesse que Honestino era um dos mortos da ditadura. Seu
    desaparecimento político só foi admitido, oficialmente, em 12 de março de 1996 (Lei
    9.140/95).
    No dia 13 de outubro do ano de 1973, a mãe de Honestino – Maria Rosa
    Leite Monteiro, recebe um bilhete anônimo que informava que seu filho havia sido preso na
    cidade do Rio de Janeiro
    Logo depois ( como disse a blogueira ) da prisão de Mirian Macedo !

    Responder
  2. Felipe Cangussu   06/04/2015 at 11:21

    Pô cara, você escreve bem, mas não falou nada do que disse que ia falar.

    No final ainda é desonesto intelectualmente ao dizer que Miriam Macedo mentiu por ORDENS do ator Mário Lago, quando no texto que escreveu ela diz que ele ENSINAVA a agir dessa forma.

    Lamentável seu texto…

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  3. Carla Cristina Daher   01/02/2014 at 00:36

    Quero a nudez da Presidente. Quero exposta a covardia daquele que nada tem de … Genuino.
    Muitos militares voltaram em pedaços da guerrilha do Araguaia. Muitas famílias, receberam seus entes queridos em sacos plásticos. Nunca foram indenizados, embora isso não pagasse o mal feito.
    Aqueles que não confessarem, sejam expostos públicamente à vergonha de terem enganado toda uma nação e que fizeram com que nós, filhos de militares, tivessemos durante anos, a dúvida, o medo, a vergonha de pensar que nossos pais foram torturadores, simplesmente porque eram militares…
    Essa corja, hoje transformada em PT, matou, roubou em nome de uma ideologia. Não me consta que tenham “tomado” o poder. Foi lhes dado “au fil du temps”. Quero a nudez da Presidente e de preferência, que ela se mude pra Cuba.

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  4. Sylvio Ferreira   29/11/2013 at 11:36

    Você disse nada com coisa nenhuma, simples assim. Talvez os lavados cerebralmente venham a acreditar em alguma coisa que você tenha escrito, mas não dá para acreditar porque eles não leem nada. E com a pobreza intelectual deles, não entenderão uma palavra. Tentativa de desacreditar o texto, como sempre fazem vocês PeTralhistas.

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  5. Marto   17/05/2013 at 16:22

    Você tenta desconstruir o texto de Miriam como uma mentira, contando outra mentira com sendo sua, a do amigo do nadador, esta é velha meu caro, inclusive muito contada nas oratórias dos comunas, como exemplo. Conta outra, e vá confirmar tuas fontes antes de digitar bobagens na WEB.

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  6. Estevan   24/05/2012 at 08:49

    A mentira aqui é sua, meu amigo. Honestino de Oliveira foi preso pela Marinha no Rio de Janeiro a 10 de outubro de 1973, no Rio de Janeiro. Se foi morto após a prisão, isso é um mistério – pois ele foi dado como morto apenas em 1994. Assim, procede perfeitamente a versão de Mirian, de acordo com as informações da época, que se dava conta de uma prisão em outubro.

    No mais, tudo o que você fez foi dizer que ela é mentirosa e contar uma história de nadador.

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  7. Tânia Veiga   05/05/2012 at 19:22

    O mais interessante é ver tanta gente esconder a cabeça na areia e não querer enxergar o que é evidente: a ditadura brasileira foi terrível, não foi uma “ditabranda” como um pasquim paulista que colaborou ativamente com a repressão afirmou; não se analisa a dureza de um regime pelo número de corpos que deixou, ou pelo número de torturados, mas pelas sequelas na sociedade, e a ditadura civil-militar brasileira deixou profundas sequelas em nossa vida, tantas que a população brasileira ainda aceita a atuação de milícias e grupos de extermínio, é conivente com a corrupção, faz vista grossa à desigualdade social, e ainda ouvimos pelas ruas pessoas a dizer que “bom mesmo era na época dos militares”. Além disso, esse regime permitiu uma ação coordenada de terror de Estado entre várias nações na América Latina. Mas tem gente que não quer ver isto, pois é mais fácil enfiar a cabeça na areia, como disse lá em cima, no início deste comentário…

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  8. Luis Henrique   28/11/2011 at 22:39

    O autor do texto, tão cioso em desmascarar as “lorotas” da mentirosa confessa, já começa o texto se contradizendo: primeiro, diz que “pouco importa” a identidade de Mirian Macedo e, incontinenti, passa a lançar dúvidas sobre sua lisura desfiando supostas identidades em diversas publicações usando a explícita falácia ad hominem por falta de argumento.
    Por outro lado, pouco oferece de fatos verificáveis contra o que ela confessa. Utiliza a lógica primária das “distâncias geográficas” como se, ao menos no caso de Mário Lago, entre Brasília e Rio a distância fosse insuperável. Ora, ela pode ter usado o telefone ou ido ao Rio depois de solta, por exemplo. Realmente, mentir é uma arte que Raul Longo não conseguiu aprender. Gostaria do link com a biografia dela para conferir as datas.

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    • Tali Feld Gleiser   29/11/2011 at 11:52

      O seu comentário foi enviado para o autor. Mas por enquanto quem sabe no google você pode encontrar esses links.

      Responder
    • Raul Longo   29/11/2011 at 23:58

      Luis Henrique:
      Você me deixa confuso. Como não usei em meu texto o termo lorota, é de deduzir que você não o usa entre aspas para indicar uma citação de meu texto. De onde se conclui que usa as aspas para indicar uma inverdade ou algo de que discorda. Ou seja: pretende indicar que as afirmações de Mirian não são lorotas.
      Mas imediatamente você mesmo a aponta como “mentirosa confessa”. Afinal, para você as histórias da Mirian são verdadeiras ou ela é uma mentirosa confessa?
      Em seguida, me surpreendente dizendo que começo o texto me contradizendo em pouco me importar quem em realidade seja Mirian Macedo. Onde está a contradição?
      Em não me interessar pela identidade de cada um que apareça na internet a desfiar mentiras? Qual contradição você vê nisso? De onde tirou a decisão de que eu tenha o compromisso de identificar todos os “mentirosos confessos” (aqui está entre aspas porque estou te citando)?
      Você dá a impressão, Henrique, de não ter percebido a real razão de eu estar “cioso”. Supôs que apenas quisesse desmascarar a loroteira para tecer uma crítica vazia, dessas sem consistência, que ficam tergiversando sem nunca apontar nada em que de fato se justifiquem, mero rebuscar, revolver de assunto para ver no que dá, quem sabe a chance de aparecer ou demonstrar alguma capacidade de análise para os leitores de um blog ou portal. Não é isso o que imaginou que eu tenha feito?
      Supôs errado, Henrique, porque se cioso estava, não era pela Mirian que realmente pouco me importa se macedo ou matarde. Estive cioso sim, Henrique, mas para resgatar o reconhecimento que se deve a memória de Honestino Guimarães, um dos tantos que tombaram na luta pela democracia que hoje você e Mirian usufrem. No caso dela, até para degradar a lembrança de alguém que sequer conheceu, conforme ela mesma confessa, sem o perceber, ao se atrapalhar com a aritmética e a cronologia da própria história.
      Como você não conseguiu perceber minha verdadeira preocupação, supôs que eu estivesse tentando lançar dúvidas sobre a real identidade da Mirian.
      Vou te ensinar um macete sobre a internet, Henrique. Se está me lendo aqui é porque está numa plataforma do Google ou do Explorer. Talvez de algum outro programa, mas se olhar lá no topo da plataforma aberta a sua frente, encontrará algum simbolozinho ao lado da aba desta plataforma em que estás. Como estou no Google, o símbolo aqui é o sinal +. Se você levar a seta impulsionada ao movimentar do seu mouse até aquele símbolo, e ali articular seu indicador sobre o botão à esquerda, abrirá uma nova guia. No campo pesquisa da nova plataforma que se abrirá, digite Mirian Macedo. Abrindo os tantos links que surgirem, poderá verificar que não lanço dúvida alguma sobre a Mirian, pois todas já estão lançadas naqueles links através dos quais poderá tentar identificá-la por sua própria conta, se conseguir.
      Por mim só fiz alguma pesquisa porque não posso escrever sobre algo ou alguém, sem ter alguma informação de quem se trata. E o que realmente mais me importava nem era saber exatamente sobre a Mirian, mas sim sobre quem paga a Mirian.
      Isso descobri. Mas como não tenho como provar, a isso não me referi.
      Mas, enfim, novamente você reafirma sua total descrença em qualquer coisa que a Mirian afirme apontando o que ela diz como “explícita falácia” que utilizo “ad hominem por falta de argumento”. E para que diabos quer que eu tenha mais argumentos se você mesmo considera as falácias da Mirian explicítas e ad hominem? Ou seja, se reconhece que as próprias falácias a contestam, quer de mim o quê? Acha que lancei dúvidas sobre qual lisura?
      Decida-se Henrique: ou bem você considera que haja alguma lisura na Mirian ou a considera uma explícita falácia. Ou bem você considera que me faltou argumento, ou que nem me foi necessário usar de algum argumento porque as afirmações da Mírian já são suficientes argumentos contra si própria.
      Daí você reclama de eu não ter oferecido “fatos verificáveis” sobre a Mirian, mais uma vez demonstrando não ter captado que meu interesse, conforme digo a princípio, não é a Mirian, onde também mais uma vez se comprova que não me contradize.
      Se quiser verificar os fatos que realmente me interessaram nesse esse texto, repita a mesma operação que expliquei antes e pesquise sobre Honestino Guimarães.
      Enfim, em seu último parágrafo é que você me deixou realmente confuso. Primeiro ri muito e como o humor sempre é algo que estimula o raciocínio, fiquei em dúvida se você seria o que até então me parecera ou se, muito pelo contrário, alguém com a inteligência e sagacidade de um bom texto de um Pasquim dos velhos tempos. Me fez lembrar até o Raul Sonado.
      Essa sua versão do telemarketing para o telemarx do Mário Lago foi ótima! Cheguei a imaginar o Mário Lago, com aquela voz afinada desde o tempo em que fazia parceria com Noel Rosa e com a impostação e construção de personagens no aprendizado do método Stanislavski, seduzindo estudantinhas incautas de Recife, Porto Alegre, Belo Horizonte, São Paulo e Brasília, em aulas telefônicas de guerrilha urbana.
      Desbraguei de rir!
      E a do ir ao Rio depois de solta, também foi de arrebentar: “- Desculpa seu Mário, eu só queria comemorar com o senhor por me terem soltado, mas não imaginei que iam por o DOPS me seguir!”
      Realmente você é brilhante, Henrique! Desculpe se no princípio me pareceu o contrário!

      Responder
  9. José Marinato   25/11/2011 at 09:24

    Prezado,

    Ela afirmou que “militou na APML, a mesma organização do Honestino”.

    Para negar essa afirmação o senhor deveria mostrar que: 1) ela não militou na APML ou 2) o Honestino não militou na APML.

    As datas das prisões do rapaz e quem o matou, por si só, não tem relação lógica com a declaração da jornalista.

    Responder
    • Raul Longo   29/11/2011 at 22:03

      Marinato:

      Eu não tenho que mostrar o que não afirmei. Você é que tem de me mostrar em que momento teria afirmado que Mirian Macedo não militou na APML ou que Honestino não militou na APML.
      Ou na sua compreensão Oscar Niemeyer só poderia ser considerado comunista se houvesse conhecido Karl Marx?
      A AP, Marinato, Ação Popular, criada em 1962 foi um movimento universitário de orientação socialista cristã. Em 1971 a AP assumiu-se como movimento marxista e então surgiu a APML, integrada por nomes como José Serra e Betinho (“o irmão do Henfil” da música do João Bosco, tá lembrado?)entre outros atualmente menos conhecidos, como o catarinense Paulo Stuart Wright e Honestino Guimarães, ambos desaparecidos.
      Desde 1966 com o atentado praticado no Aeroporto de Guararapes, em Recife, a AP já havia assumido a luta armada e exatamente por essa postura mais pesada ou radical, não aceitava a partipação de adolescentes. Nunca nenhum estudante secundarista participou da AP.
      É do conhecimento comum a idade mínima para ingresso no ensino elementar e o período de duração. Também os dos demais cursos complementares.
      Conforme informação da própria Mirian, ela foi presa com 19 anos em 1973. Informo nesse texto a cronologia histórica de Honestino Guimarães e é só ter algum conhecimento de aritmética para se concluir que mesmo tendo militado da APML pela Universidade de Brasília, Mirian não conheceu Honestino nem na APML, nem na Universidade, nem em Brasília ou qualquer outro lugar, pois como clandestino, os contatos de Honestino nas cidades onde se refugiou eram restritos.
      Mas você me fez entender porque hoje é tão fácil de convencer com mentiras como as de Mirian.

      Responder
      • Ludmilla   26/03/2012 at 16:29

        Cara, conta isso para aqueles zumbis que acreditam sem pesquisar as informações, em tudo que vocês, comunistas lhes contam.

        Responder

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