O que uma pessoa precisa para ser especial?

Publicado em: 22/10/2011 às 17:48
O que uma pessoa precisa para ser especial?

Por Mein Lieber.

No livro “Maravilhosa Graça”, o autor Philip Yancey fala sobre a banalização das palavras. Muitas são mencionadas tais como amor, alegria, fé perdendo sua própria origem, sua essência e significado. Hoje gostaria de lhe convidar para analisar mais uma palavra banalizada: especial.

            Afinal de contas, o que uma pessoa precisa para ser especial?

            Alguns denominam como especial uma pessoa que possui uma deficiência física, sensorial ou mental. “Aquele homem especial, na cadeira de roda”, “tenho um filho especial, que é hiperativo”, “tenha paciência com ela afinal, ela é especial”… Essa nomenclatura é tão preconceituosa e rotuladora… Primeiro por que divide a sociedade em dois grupos: especiais e normais. Não, EU NÃO QUERO SER ROTULADA COMO NORMAL! E a segunda, sugere que o deficiente não é capaz de ser um cidadão comum, colaborador com a comunidade em que vive. Exemplificando, esta última concepção nos remete a nossa infância, quando era uma dificuldade enorme ser aceito nos jogos de “pique” com as crianças maiores: “a deixem brincar… mas ela será café-com-leite”. Chamar um deficiente de especial é subestimar seu potencial e seu poder de superação mediante a sua dificuldade. O deficiente seria o café-com-leite da sociedade moderna: nunca pode liderar o pique, nunca pode ser pego. Conforme-se em fingir que brinca e estará tudo bem!

            Outro grupo considerado especial são os líderes políticos e artistas (ou ex BBBs) “famosos” que estão rotineiramente em frente aos holofotes. Estes não pagam contas, recebem pequenos mimos, são ovacionados com palmas e recebem flores em suas casas. Acredito honestamente que ser popularmente conhecido não é sinônimo de ser reconhecido. Quantas pessoas cheias de glamour são infelizes! Quando as luzes se apagam, o brilho de algumas dessas pessoas se extinguem também. Ser afamado não torna ninguém especial, apenas público.

            Fazer o bem, por melhor que seja a intenção, também não nos torna especiais. Humildade, solidariedade, respeito e dignidade são características de uma pessoa honesta e cidadã. A benignidade é consequência da vida social e deveria ser entendida como um atributo natural às pessoas que se dispõem a viver em coletividade. Determinado grau de parentesco nos torna relativamente especiais para alguns, como a amizade também. Mas esta qualidade não é relativa e sim absoluta. O que torna todas as pessoas especiais, sem distinções, sem preconceitos, sem atributos físicos?

            A resposta é tão simples, que nos passa despercebida aos olhos, mas atinge em cheio os nossos corações. Para ser especial basta existir. Não importa quando se foi gerado, quanto tempo vivemos, quantos membros nós temos, se somos ou não bajulados, a qual família pertencemos ou quem são nossos amigos. A peculiaridade de cada indivíduo o torna único. Então, ao deslizar seus olhos por essa pequena crônica tenha certeza de uma coisa: VOCÊ É ESPECIAL e nenhuma de suas potencialidades é responsável por esse adjetivo. O que te faz especial é ter sido criado a Imagem e Semelhança de Deus!

(Mein Lieber, 10/07/11)

 

¿Qué precisa una persona para ser especial?

Por Mein Lieber.

En el libro “Maravillosa Gracia”, el autor Philip Yancey habla sobre la banalización de las palabras. Muchas son mencionadas tales como amor, alegría, fe perdiendo su propio origen, su esencia y significado. Hoy me gustaría invitarlos a analizar más una palabra banalizada: especial.

Al final, ¿qué precisa una persona para ser especial?

Algunos denominan como especial una persona que posee una deficiencia física, sensorial o mental “Aquel hombre especial, en la silla de ruedas”, “tengo un hijo especial, que es hiperactivo”, “tenga paciencia con ella, al final, ella es especial”… Esa nomenclatura es tan prejuiciosa y rotuladora… Primero porque divide la sociedad en dos grupos: especiales y normales. No, ¡YO NO QUIERO SER ROTULADA COMO NORMAL! E la segunda, sugiere que el deficiente no es capaz de ser un ciudadano común, colaborador con la comunidad en la que vive. Ejemplificando, esta última concepción nos remite a nuestra infancia, cuando era una dificultad enorme ser aceptado en los juegos de “pique” con los chicos mayores: “déjenla jugar… pero ella va a ser café con leche”. Llamar un deficiente de especial es subestimar su potencial y su poder de superación mediante su dificultad. El deficiente sería el café con leche de la sociedad moderna: ¡nunca puede liderar el pique, nunca puede ser agarrado. Confórmese en fingir que juega y estará todo bien!

Otro grupo considerado especial son los líderes políticos y artistas (o ex BBBs*) “famosos” que están rutinariamente en frente a los reflectores. Estos no pagan cuentas, reciben pequeños mimos, son ovacionados con aplausos y reciben flores en sus casas. Creo honestamente que ser popularmente conocido no es sinónimo de ser reconocido. ¡Cuántas personas llenas de glamour son infelices! Cuando las luces se apagan, el brillo de algunas de esas personas se extingue también. Ser afamado no vuelve a nadie especial, apenas público.

Hacer el bien, por mejor que sea la intención, tampoco nos torna especiales. Humildad, solidaridad, respeto y dignidad son características de una persona honesta y ciudadana. La benignidad es consecuencia de la vida social y debería ser entendida como un atributo natural a las personas que se disponen a vivir en colectividad. Determinado grado de parentesco nos vuelve relativamente especiales para algunos, como la amistad también. Pero esta cualidad no es relativa y sí absoluta. ¿Qué vuelve todas las personas especiales, sin distinciones, sin prejuicios, sin atributos físicos?

La respuesta es tan simple, que nos pasa desapercibida a los ojos, pero atinge en lleno nuestros corazones. Para ser especial basta existir. No importa cuándo fue engendrado, cuánto tiempo vivimos, cuántos miembros tenemos, si somos o no adulados, a cual familia pertenecemos o quiénes son nuestros amigos. La peculiaridad de cada individuo lo vuelve único. Entonces, al deslizar sus ojos por esta pequeña crónica tenga la seguridad de una cosa: ERES ESPECIAL y ninguna de sus potencialidades es responsable por ese adjetivo. ¡Lo que te hace especial es haber sido criado a Imagen y Semejanza de Dios!

(Mein Lieber, 10/07/11)

Versão em espanhol para Desacato: Jole de Melo.

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