O além da militância

 Por Guilhermina Cunha Salasário Ayres*, para Desacato.info

Sabem o que é pior? É ver que a exorbitante maioria das Sapas não querem nada com proposições de politicas públicas LGBT. Poucas estavam nas conferências Tenho impressão que a saparia de Florianópolis e adjacências só pensam em boteco, sinuca e futebol, que nem a machaiada sem noção que nos insultam no dia a dia e que tanto combatemos.

Percebo que, se quisermos leis de equiparação de direitos, teremos, a militância, de escrevê-las e defende-as sozinhas, assim como fizemos com o casamento, (HOJE UMA REALIDADE EM TODO O PAÍS) que ninguém precisava, mas que todas hoje usam e abusam todos os dias, como fizemos também com o plano de saúde integral de lésbicas e mulheres bissexuais, outra que a maioria, dessas sapas, perguntava porque precisávamos? No entanto, quando iam à ginecologista nunca sabiam o que fazer quando essa perguntava sobre o ato sexual. Hoje a universidade está em processo de ensinar as novas médicas e médicos como lidar com a diversidade na orientação sexual e na identidade de gênero de pacientes, isso por conta desse plano que “não precisávamos”.

Além do casamento e saúde, e para que essas e outras conquistas permaneçam e sejam atualizadas, luto ainda pela criação e implementação dos conselhos estaduais e municipais contra a discriminação e por direitos humanos de LGBT, pela criação de coordenadorias estaduais e municipais de políticas públicas LGBT e pela Implementação dos planos municipais e estaduais de direitos humanos e politicas públicas LGBT, pois acredito que esse tripé, (não é apenas um slogan que serve como palavra de ordem em atos e mobilizações que, desculpa aí, mas essas sapas, trans e bichas também não vão), realmente funciona. Vide os estados e municípios em que esses instrumentos estão implantados, vide os locais em que as conferências realmente são levadas a sério tanto pela população como pelo governo. Vejo mais sobre esse tripé, pois, ele, junto, com outros projetos de direitos humanos, de crianças, adolescentes, idosas, gênero, identidades, mulheres, raças, etnias, regionalidades, capacidades, classes, mobilidades, etc, tem mudado a vida, para a melhor, de muitas que NÃO SÃO homens, brancos, heterossexuais e ricos.

Sabiam que os projetos de lei que criminalizam os crimes de ódio por homofobia, lesbofobia, transfobia, raça e etnia, gênero, geração, regionalidade, etc, são escritos, formulados, pedidos e implorados por meia dúzia de Sapas más (estou dentre elas), travestis transtornadas e bichas loucas e, que essas continuam a fazer isso, diariamente, pelo bem dessa imensa maioria que não aplaudem continuam dizendo que não precisam?

Pensem gente boa, são essas merdas de meia dúzia de militantes loucas que conseguiram que as mulheres, as bichas, as travas e trans hoje estivessem, não apenas caminhando de mãos dadas DURANTE o DIA, como também podem brigar para serem vistas como pessoas com direitos iguais nas escolas, postos de saúde, delegacias, centros de atendimento, instituições publicas e privadas.

Conseguem ver que são essas titicas que não terão seu nome na mídia e nem na históia que estão brigando pra que você possa fazer B.O. por homofobia, lesbofobia e/ou transfobia, em qualquer delegacia? que você possa processar a violência tanto física quanto psicológica os lesbofóbicos, homofóbicos e transfóbicos mesmo que esses sejam da justiça?

Pensem mais longe, até duas décadas atrás não tínhamos NENHUM DIREITO, NENHUM, NADINHA, e ainda morríamos a rodo sem sermos noticia, sem sermos estatística e sem nenhuma defesa, porque lésbica gay e trans, ha cerca de vinte anos atrás, era ainda vista como anormal, invertida, doente e até criminosa, pensem nisso!!!!!!!!!!!!!!!

gui

Imagem tomada de: www.lgbtbacker.com

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