Nota de repúdio à violência do Estado

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O SINTE/SC vem através desta nota repudiar a violência do Estado ao Movimento dos Trabalhadores Sem Terra – MST, nesta sexta-feira, 04/11, Em mais uma ação truculenta da polícia, batizada de “Castra”, que envolveu os estados do Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul, e teve como principal objetivo prender e criminalizar as lideranças dos Acampamentos Dom Tomás Balduíno e Herdeiros da Luta pela Terra, militantes assentados da região central do Paraná.

De acordo com relatos em Guararema-SP, 10 viaturas da polícia civil invadiram a Escola Nacional Florestan Fernandes (ENFF), os policiais chegaram por volta das 09h25, pularam o portão da Escola e a janela da recepção e entraram atirando em direção às pessoas que se encontravam na escola. Os estilhaços de balas recolhidos comprovam que nenhuma delas são de borracha e sim letais. Dois militantes foram detidos nessa ação.

Tais atitudes violentas e de repressão que vem se espalhando pelo Brasil contra os movimentos sociais, estudantil, entidades sindicais é claramente a demonstração do Estado de Exceção que estamos vivendo no Brasil, onde qualquer manifestação contrária às decisões deste Governo são fortemente coibidas pela polícia, seja civil ou militar.

O objetivo desses ataques é criminalizar os movimentos de luta pela terra e tentar enquadrar o MST na lei 12.850/2013, de definição de organização criminosa. No caso do MST até o momento foram presos seis lideranças e estão à caça de outros trabalhadores, sob diversas acusações, inclusive organização criminosa.

Em nota o movimento afirma que denunciam a escalada da repressão contra a luta pela terra, onde predominam os interesses do agronegócio, e lembram que sempre atuam de forma organizada e pacífica para que a Reforma Agrária avance.

O MST como movimento, organiza há décadas uma luta justa pela terra, para a produção de alimentos saudáveis e por isso não poderão recuar jamais de seu compromisso.

Assim, o SINTE/SC entidade de luta, que representa os/as trabalhadores/as em educação da rede pública do Estado de Santa Catarina, reafirma seu repúdio a estas ações, se solidariza com os/as companheiros/as que estão sendo presos e perseguidos por lutarem por seus direitos, e nos juntamos a eles, pois todos/as lutamos pelas mesmas pautas: terra, moradia, saúde e educação universal, gratuita e de qualidade para a toda a classe trabalhadora.

Graciela Caino Fell

Jornalista

Assessora de Imprensa SINTE/SC

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