Nicolás Maduro: Constituinte iniciará nova etapa de mudanças profundas e democráticas

Publicado em: 28/06/2017 às 10:58

Durante o Encontro Nacional de Constituintes, que se realizou nesta terça-feira (27), no ginásio esportivo Poliedro de Caracas, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, afirmou que “temos que ir a uma Constituinte para iniciar uma nova etapa de mudanças profundas, revolucionárias, democráticas”.

O líder bolivariano destacou que a Assembleia Nacional Constituinte (ANC) deve ser um processo de acumulação de forças e ideias que permita canalizar todas as soluções possíveis que surjam a partir das comunidades.

“A Venezuela necessita de uma grande mudança, um novo impulso. A direita trancou o jogo e quer levar o país a uma guerra civil que justifique uma intervenção estrangeira, a ocupação do país e a divisão das suas riquezas”, expressou.
Diante disso, instou o povo a acumular forças para continuar impedindo que se imponha a guerra sobre a razão de um povo que aposta no diálogo e na paz. “Necessitamos de acumular uma força superior em ideias, em moral, em propostas, em capacidade de governo, e não é qualquer coisa o que temos que fazer. Eu sei que há muita gente que não entendia a Constituinte e agora a entende, e cada vez que veem a violência dos bandos criminosos, mais entendem que temos de ir a uma Constituinte pela paz”, enfatizou.

Igualmente, instou à formação de uma liderança de paz para frear a violência desencadeada por agentes da oposição desde abril último e que incluiu a perseguição e o assassinato de pessoas por sua condição política.
“Estão criando um monstro. Enquanto não parem esse monstro, aqui está o povo da Venezuela rumo à Assembleia Nacional Constituinte”, afirmou, dirigindo-se à oposição.

Com isto, o chefe de Estado se referiu ao ataque recebido no último fim de semana por uma mulher que foi confundida com Marlene de Andrade, esposa do presidente da TVES, Winston Vallenilla. Este fato foi difundido através das redes sociais.
“Já basta, recolham seu ódio, recolham sua violência e comecemos a trabalhar, entre todos, em união, por um só país, por uma só Venezuela, pela prosperidade de todos”, reiterou o mandatário nacional.

Maduro reafirmou que as forças revolucionárias não permitirão que se imponha a violência. “A direita não quis dialogar. A direita quer violência e destruição. A direita hoje tem um chefe, foi o que declararam. Senhor Júlio Borges, mais uma vez faço um chamamento para que desmobilize seus grupos armados, que cesse a violência e que, apesar de seus patrões, sente-se para dialogar pela paz da Venezuela. Eu estou pronto para dialogar com todos os setores políticos que querem a paz”.

Condenou ainda que dirigentes de extrema direita utilizem jovens para suas ações de vandalismo e terroristas. Ao contrário, destacou, na Revolução existe uma nova geração preparada para trabalhar na construção do país com valores e princípios.

“Aqui há uma nova geração que se levantou, que se educou em valores, uma nova geração que ama a pátria. Nós não entregamos armas e explosivos a essa juventude, não entregamos máscaras, não a mandamos matar, destruir, queimar; não a mandamos pôr bombas, atacar hospitais, serviços públicos, queimar unidades de ônibus em todo o país. Damos amor à juventude, damos livros, salas de aula, centros de trabalho, uma grande visão patriótica”, assinalou.

Recado a Trump

Maduro instou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a deixar de alentar os setores da oposição que promovem uma sedição armada na Venezuela, e reiterou sua disposição para conversar com ele em paz e respeito à soberania: “Eu lhe digo, presidente Donald Trump, a palavra está com você, você tem a responsabilidade, detenha a loucura da direita violenta venezuelana”, manifestou.

“Se você algum dia quiser falar de paz, de relações de respeito, Nicolás Maduro Moros, presidente da República Bolivariana da Venezuela está pronto para conversar com você sobre paz, respeito, prosperidade do continente, temos a experiência para isso”, destacou.

Quatro linhas de ação

O presidente afirmou que a ANC deve centrar seus esforços em quatro linhas de ação estratégica que permitam fortalecer o desenvolvimento socioeconômico do país, fundamentado na paz.

“Em 30 de julho o povo elegerá a Assembleia Nacional Constituinte, estará escrevendo um dos capítulos mais bonitos da história, estaremos sendo o povo libertador. Homens e mulheres que estavam no esquecimento, pessoas com deficiência, aposentados e pensionistas e jovens vão participar em um processo constituinte”, disse.

Dentre as propostas a priorizar figura a criação de um novo modelo econômico diversificado, não rentista e pós-petroleiro, que fortaleça o setor produtivo que foi enfraquecido pela guerra não convencional orquestrada pela direita.

A segunda linha de ação é o fortalecimento da segurança pública e cidadã, nos marcos da defesa da paz territorial, para frear a escalada de violência que os grupos de choque financiados por setores da Mesa de Unidade Democrática (MUD) geraram.

A terceira diretriz é a otimização e constitucionalização do sistema de missões e grandes missões e a quarta linha é o estabelecimento de um modelo educacional, cultural, político e econômico que ampare e garanta o futuro dos jovens.

Fonte: Resistência.

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