“Não vou aceitar nem mais uma ofensa”, diz Maduro para Obama

nicolas-maduroO presidente venezuelano, Nicolás Maduro, apelou na última segunda-feira (23) ao presidente norte-americano, Barack Obama, para que acabe com as sanções a funcionários de Caracas. Ele acrescentou que não aceitará “nem mais uma ofensa” de Washington contra os venezuelanos.

“Que cessem as sanções, as ameaças e as agressões contra a Venezuela. Não vou aceitar nem mais uma ofensa do imperialismo norte-americano”, disse.

Nicolás Maduro falou durante evento do Partido Socialista Unido da Venezuela, realizado no estado de Yaracuy, a 280 quilômetros a oeste de Caracas. Ele destacou, em seu discurso, que acabou o tempo do imperialismo.

Maduro reafirmou que a Venezuela quer ter melhores relações com Washington, mas que é “lamentável que o presidente Barack Obama se deixe levar por maus e falsos assessores, que o conduziram a um beco sem saída” nas relações com Caracas.

O presidente venezuelano voltou a acusar os Estados Unidos de apoiar uma conspiração contra o seu governo e pediu “apoio aos presidentes e povos do mundo, para as ações políticas e diplomáticas que a República tenha que tomar para defender a dignidade do país”.

“Não vou permitir que o governo dos Estados Unidos e a sua embaixada continuem a chamar militares, a comprar jornalistas, formadores de opinião, dirigentes. Não vou permitir [isso], quero as melhores relações de respeito com o governo dos Estados Unidos”, ressaltou.

Segundo Nicolás Maduro, se Barack Obama não se retratar com a Venezuela, será “tristemente” lembrado pelos povos da América Latina da mesma maneira que o ex-presidente norte-americano George Bush.

“[Quremos que ele] ordene o caos que tem na política com a Venezuela, tome as rédeas, imponha critérios de respeito pela República Bolivariana da Venezuela, porque o nosso povo não vai aceitar mais ingerência do seu governo, nem mais abusos da sua embaixada”, afirmou.

Em 2 de fevereiro, os Estados Unidos anunciaram novas sanções (suspensão de vistos) a antigos e atuais funcionários do governo venezuelano, alegando que eles são responsáveis ou cúmplices por violações dos direitos humanos na Venezuela.

Fonte: Agência Lusa, com informações de Pragmatismo Político

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