Nakba Palestina: 69 anos de invasão do Estado de Israel sobre o Solo Pátrio Palestino

Publicado em: 22/05/2017 às 22:29
Nakba Palestina: 69 anos de invasão do Estado de Israel sobre o Solo Pátrio Palestino

 

A luta do povo palestino por sua Pátria livre iniciou muito antes de 1948…

Evento: Mesa Redonda sobre “Sionismo e Racismo” e lançamento do livro

“Vítimas de um Apartheid ou Ativistas Silenciosos do Sionismo” de Hasan Félix

Dia: 25 de maio – quinta -feira

Hora: 19 horas

Onde: Plenarinho da Assembleia Legislativa de Santa Catarina –Centro – Florianópolis

Participantes da Mesa Redonda “Sionismo e Racismo”:

frânio Boppré (Partido Socialismo e Liberdade), Lino Peres (Partido dos Trabalhadores), Mateus Graoske (Partido Comunista Brasileiro), Serge Goulart (Esquerda Marxista), Hasan Félix (pesquisador Cubano), Khader Othman (Comitê Catarinense de Solidariedade ao Povo Palestino). O termo árabe NAKBA designa catástrofe e é utilizado como referência ao processo que culminou na criação unilateral do Estado de Israel em 78% do território da Palestina, conforme Resolução 181 da ONU de 1947. Através de violência brutal, o sionismo invadiu terras e destruiu cerca de 530 vilarejos, aldeias, áreas rurais, cidades inteiras e realizou a matança de centenas de crianças, mulheres e idosos. Os palestinos que resistiam eram expulsos de suas terras tendo suas casas destruídas e seus direitos negados. Cerca de um milhão de nativos foram expulsos da Palestina. São 69 anos de denúncia desta catástrofe, pois o território palestino continua ocupado pelo Estado de Israel.

Neste ano, agregamos ao evento da Nakba a nossa solidariedade a corajosa greve de fome deflagrada pelos presos políticos palestinos! São cerca de 6.500 palestinos sob custódia israelense, muitos dos quais são crianças e, no dia 17 de abril, 1800 presos aderiram a greve de fome, iniciada pelo parlamentar Marwan Barghouti. Barghouti é membro do Legislativo da Autoridade Nacional Palestina, eleito pelas urnas, líder da Al-Fatah, detido em 2002 e condenado a cinco cadeias perpétuas, por uma acusação falsa pelo assassinato de cinco israelenses. Todos os parlamentares e lideranças de movimentos sociais que estão detidos também aderiram a greve de fome, como por exemplo, Ahmad Saadat, Secretário Geral da Frente Popular de Libertação da Palestina – FPLP, detido desde 2002.

Denominada “Greve da Liberdade e da Dignidade” não é a primeira manifestação coletiva dos presos políticos palestinos que, desde 1967, já realizaram 25 greves de fome. O movimento é sempre uma denuncia das precárias condições dos cárceres, dos castigos, da ausência de assistência médica, das dificuldades de acesso as advogados, das detenções arbitrárias de mulheres, crianças e adolescentes e de tantas outras brutalidades por parte do sistema penitenciário  e judicial do Estado de Israel. Eles reivindicam também o restabelecimento dos direitos de visitação, a instalação de telefones, a melhoria dos cuidados médicos e o fim do confinamento solitário e da detenção administrativa (onde não há julgamento, nem necessidade de provas ou de testemunhas e o juiz decreta a prisão).

Outro momento importante na noite do dia 25 de maio é o lançamento do livro:

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“Vítimas de um Apartheid ou Ativistas Silenciosos do Sionismo? Sistemas de segregação ocultos e revestidos de espiritualidade cotidiana, do pesquisador cubano Hasan Félix. O livro provoca reflexões sobre o sionismo e suas diversas manifestações – visíveis e ocultas.. Aborda como ideologias exclusivistas e discriminatórias são legalizadas pela política internacional, gerando conflitos e injustiças, não só na Palestina, mas no mundo como um todo. Nos solidarizamos aos presos políticos em greve de fome e exigimos o fim do tratamento cruel e das políticas injustas que enfrentam nas prisões israelenses. Hum milhão de palestinos já foram detidos desde o estabelecimento do Estado de Israel. Defendemos a autodeterminação do povo palestino e a criação do Estado da Palestina, em seu território histórico, com a capital Jerusalém, soberana, laica e democrática.

Situação dos presos políticos, desde a assinatura do Acordo de Oslo: Morreram 210 presos, sendo 72 vítimas de torturas durante a investigação, 75 por falta de assistência médica, 32 de doenças crônicas, 7 mortos por armas de fogo dentro da prisão e 24, durante processo de captura. 1200 presos doentes e 19, vivem dentro do hospital em Ramalah. Há também 58 mulheres, 13 delas estão feridas e 320 crianças menos de 15 anos. São 690 em detenção administrativa. São 13 parlamentares detidos e, por fim, 500 presos com prisão perpétua.

Maiores informações:

Comitê Catarinense de Solidariedade ao Povo Palestino

[email protected]

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