Muito obrigado Steve Jobs!

Por Livia Monte

Desde sua morte no dia 5 de outubro a mídia ainda não parou de endeusar e agradecer Jobs. Mas eu pergunto a você leitor: agradecer pelo quê?

Ah, desculpa! Esqueci que, graças a ele, hoje nós temos IPads, IPods e IPhones — traduzindo — laptops,mp3s e celulares.  Já estou até vendo  os fanáticos por tecnologia querendo apertar o meu botão de delete, mas por favor poupem-me de suas explicações sobre as diferenças tecnológicas revolucionárias que as criações de Jobs possuem em relação aos segundos. Sinceramente, I don’t give a shit para as explicações de vocês.

A maior revolução de Steve não foi tecnológica e sim publicitária, conforme foi explanado no documentário IGenius que vem sendo veiculado no canal Discovery Channel. Segundo o mesmo, passamos de “eu tenho que ter” para o “não posso viver sem”. Ah,por favor! Não se pode viver é sem dignidade, como é a situação de tantos espalhados mundo afora.

A verdade é que o simpático homem de calça jeans, camiseta preta e tênis, em suas apresentações aparentemente ingênuas,  transformou seus inventos em consumos irresistíveis  utilizando designs arrojados, aparelhos cada vez mais finos, onde tudo se resolve com um simples toque dos dedos.  Também conseguiu nos convencer a amarmos nossos aparelhos eletrônicos, ganhou milhões com isso e de quebra foi premiado com o “status” de gênio.

Ele foi realmente um gênio! E eu aqui tentando, com este mísero artigo,  convencer vocês do quanto é vazio e abaixo do medíocre  dedicar tanto amor e fascinação por eletrônicos.

Muito obrigada Steve Jobs, graças a você, agora amo meu celular!

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3 COMENTÁRIOS

  1. Meu comentário não compara o apego a objetos ao sentimento himano. Mas você estranharia se alguém usasse palavras de afeto a músicas e livros? Novamente, tempos modernos.

  2. Sempre nos acatamos a coisas do momento. Se no passado eram as músicas e os livros, hoje a nova geração é voltada ao virtual e perecível. Tempos modernos.

    • Não sou contra o virtual. Apenas acho que você deveria escolher amar a sua namorada ao invés do seu IPod.

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