Morre a norte-americana heroína de cartaz símbolo do feminismo

A estadunidense Naomi Parker Fraley, que na época da Segunda Guerra Mundial inspirou o icônico pôster “Rosie the Riveter” (Rosie, a operária), posteriormente transformado em um símbolo feminista, faleceu aos 96 anos.

O pôster de propaganda da época da guerra, feito em cores primárias, mostra uma mulher jovem vestindo macacão azul e bandana de bolinhas vermelhas e brancas, e com a manga puxada para trás, mostrando o bíceps, sob o slogan “We can do it!” (Nós damos conta!).

A imagem que promovia o trabalho das mulheres durante a Segunda Guerra Mundial foi brevemente colocada em fábricas norte-americanas em 1943 para combater o absentismo e desencorajar convocações para greve.

Posteriormente, nos anos 1980, foi reintroduzida dos arquivos estadunidenses e logo se tornou emblemática pelo papel que as mulheres tiveram nas fábricas ao substituírem os homens durante a guerra.

A imagem foi copiada, imitada e parodiada inúmeras vezes, e regularmente aparece em manifestações feministas.

No ano passado, a revista The New Yorker publicou o pôster reeditado, no qual uma mulher negra aparece fazendo a mesma pose, sendo que a bandana foi substituída por um “pussy hat” cor-de-rosa, usado durante a Marcha da Mulheres no dia da posse de Donald Trump.

Fraley teve a morte, em 20 de janeiro, confirmada pela nora, Marnie Blankenship, ao New York Times na segunda-feira.

Durante décadas, ela não foi reconhecida como a modelo do cartaz. Outra operária, Geraldine Hoff Doyle, foi erradamente identificada como a mulher da ilustração.

Em 2016, o acadêmico James Kimble, da Universidade Seton Hall, de Nova Jersey, publicou um relatório, apoiando a reivindicação de Fraley, que dizia ter sido a inspiração para o cartaz.

Ele descobriu uma fotografia em preto e branco de 1942 que mostra Fraley, então com 20 anos, usando a bandana de bolinhas, que segurava o seu cabelo enquanto ela operava uma máquina na fábrica de equipamentos militares de Alameda, na Califórnia, onde trabalhava.

“Naqueles tempos, as mulheres deste país precisavam de alguns ícones”, disse Fraley à revista People em 2016. “Se acham que eu sou um, fico feliz”.

AFP.

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