México: Segundo debate presidencial e perguntas que nenhum candidato respondeu à altura

Foto: Nssoaxaca.com

Por Ana Rosa Moreno, México, para Desacato.info.

Tradução: Elissandro Santana, para Desacato.info. Port/Esp.

No segundo debate presidencial, os quatro candidatos homens, porque a única candidata mulher declinou uma semana antes do debate, apresentaram visões e propostas sobre o TLCAN, discorreram sobre a relação com o presidente estadunidense Donald Trump, a migração, a fronteira norte do México e o comércio exterior.

O embate ocorreu no dia 20 de maio, na cidade de Tijuana, Baixa Califórnia, como foco na temática do comércio exterior, investimentos e questões sobre migração. Participaram do encontro Andrés Manuel López Obrador, da coalizão Juntos Faremos História, Ricardo Anaya, de Pelo México à Frente, José Antonio Meade, de Todos pelo México e o independente Jaime Rodríguez Calderón. Este debate teve uma dinâmica diferente da do anterior, já que houve seleção em relação às pessoas e seus grupos sociais, com a escolha e direcionamento das perguntas para cada candidato, porém essa estrutura não funcionou, pois os candidatos não responderam ao que os cidadãos esperavam.

No debate, evidenciou-se um acordo entre os candidatos acerca da falta de coerência entre os direitos que exigimos para nossos conterrâneos nos Estados Unidos e o tratamento que damos aos imigrantes e refugiados no México. López Obrador disse algo muito importante “A melhor política exterior é a interior”, sendo assim, devem ser estruturadas as condições para que o mexicano tenha oportunidade para crescer e não tenha a necessidade de migrar para o norte. Mas esquece dos 36 milhões de mexicanos que não estão no país, desta forma, devem ser feitas políticas para protegê-los no exterior.

Falou-se da corrupção, das arbitrariedades da polícia e das instituições para questões migratórias, porém não se apresentou nenhuma proposta sobre como combatê-la. Nenhum dos candidatos se questionou sobre Programa Fronteira Sul, estratégia de segurança pensada a partir dos Estados Unidos que se estende até Chiapas para barrar e deter o fluxo de migrantes da América Central. Influenciados pelas ideias discriminatórias de Trump em relação aos migrantes, Anaya comemou que nenhum terrorista tenha cruzado a fronteira norte México – EUA e Meade mencionou que deve haver um controle de migrantes para se evitar a entrada de delinquentes.

No Comércio Exterior, no pessoal, somente Jaime Calderón apresentou uma proposta razoável, ainda que não tenha sido bem estruturada, mirar até o sul e para o Sudeste Asiático, para não depender somente de um cliente.

Sobre o Tratado de Livre Comércio com a América do Norte, falou-se sobre negociar e não de renegociar, já que se passaram mais de 20 anos e nenhum presidente, nem quem o elegeu, entendem o TLCAN.

Realmente, foi muito pouco o que se tratou, porque como é tradição, se não você não vai ao debate a discutir, se posicionar e deslegitimar o seu adversário, então não é debate. Basicamente, na maior parte do tempo, ficaram atacando López Obrador e Jaime Calderón ficou rindo por ver tanto enfrentamento entre Meade e Anaya contra López Obrador. Anaya tirou uma sacola para dar a entender que uma migrante foi deportada dos Estados Unidos e somente pode tirar suas coisas com isso (não era necessário levar o saco), porém o ataque mais controvertido foi quando Meade mencionou que o partido de López Obrador postulou para Senadora uma sequestradora, falou de Nestora Salgado, quem justamente esteve na prisão pelo crime de sequestro, mas, realmente, não foi assim.

Nestora Salgado foi nomeada comandante da Polícia Comunitária em Onilala Guerrero, depois que expulsaram as autoridades por encobrimento, ela foi acusada de sequestro por meia centena de pessoas. Em 2013, foi capturada pelo Exército Mexicano sem uma ordem de apreensão, submetida a processo penal sob a acusação de crime organizado, sequestro e foi conduzida ao Centro Federal de readaptação Social de Nayarit.

Mas, em primeiro lugar, a polícia comunitária se constrói e se sustenta sob a Lei 701 de Reconhecimento, Direitos e Cultura dos Povos e Comunidades Indígenas do Estado de Guerrero. Segundo, os sequestrados realmente foram aprisionados por cometer crimes e o pagamento pelo resgate era a multa que deviam pagar para reparar o dano. Terceiro, ocorreram muitas irregularidades porque ela foi detida pelo exército sem ordem de apreensão, ficou um ano sem passar pelo juiz e lhe foi negada assessoria consular, já que possui duas nacionalidades (uma delas é estadunidense). Neste caso, também interveio um grupo de trabalho da ONU para advogar por ela, se desconstruiu a ideia de crime organizado já que nunca ficou comprovado e sobre o crime de sequestro, em 2016, concluiu-se que eram arrestos legais devido a que dito corpo de segurança pública atuava dentro do marco legal “guerrerense”, e foi livre de tais acusações.

Este debate era muito importante porque o México não é um país isolado e, sobretudo, porque somos um país ponte, já que grande parte da migração centro-americana passa por aqui. Não temos os programas adequados e humanos para dar assistência, ao contrário, o governo mexicano segue a linha das políticas migratórias dos Estados Unidos. México está bem amarrado ao país estadunidense por meio de um Tratado de Livre Comércio que não nos beneficia, já leva mais de 20 anos de existência e seguimos sendo nada em comparação com os Estados Unidos e o Canadá. Temos riqueza em relação aos recursos renováveis e não renováveis, por isso somos opção para o investimento estrangeiro, porém estas empresas não possuem limites na hora de explorar afetando comunidades e o meio ambiente. Nossos candidatos não conhecem nada de política exterior, nem sequer tentaram se preparar ou fingir que entendem a questão.


Segundo debate presidencial y las preguntas de política exterior que nadie contestó bien

Por Ana Rosa Moreno, México, para Desacato.info.

En el segundo debate presidencial los ahora cuatro candidatos hombres, porque la única candidata mujer declinó una semana antes del debate, presentaron sus visiones y propuestas sobre el TLCAN, la relación con el presidente estadounidense Donald Trump, la migración, la frontera norte de México y comercio exterior.

El  bloque se llevó a cabo el 20 de mayo en la ciudad de Tijuana, Baja California, y estuvo enfocado en los temas de comercio exterior e inversión y temas de migración. Participaron los candidatos Andrés Manuel López Obrador, de la coalición Juntos Haremos Historia, Ricardo Anaya, de Por México al Frente, José Antonio Meade, de Todos por México y el independiente Jaime Rodríguez Calderón. Pero este debate tuvo una dinámica diferente al anterior, ya que se seleccionaron a personas representantes de cada grupo social y se escogieron a unos cuantos para hacer preguntas directas a cada candidato, dinámica que no funcionó porque ningún candidato respondió sus inquietudes.

En el debate se mostró un acuerdo común entre los candidatos sobre la falta de coherencia entre los derechos que exigimos para nuestros paisanos en Estados Unidos y el trato que les damos a los migrantes y refugiados en México. López Obrador dijo algo muy importante “La mejor política exterior es la interior”, se deben estructurar condiciones para que el mexicano tenga oportunidades para crecer y no tenga la necesidad de migrar hacia el Norte. Pero olvida a los 36 millones de mexicanos que no están en el país, también se deben hacer políticas para darles protección en el extranjero.

Se habló de la corrupción y las arbitrariedades de la policía y de las instituciones migratorias pero no se dio ninguna propuesta de cómo combatirla. Ninguno de los candidatos se cuestionó el Programa Frontera Sur, estrategia de seguridad pensada desde Estados Unidos que se extiende hasta Chiapas para detener el flujo de migrantes de Centroamérica. Influidos por las ideas discriminatorias de Trump hacia los migrantes, Anaya celebro que ningún terrorista ha cruzado por la frontera norte México – EUA y Meade mencionó que hay que tener un control de migrantes para evitar la entrada de delincuentes.

En comercio exterior, en lo personal, solo Jaime Calderón dijo una propuesta acertada aunque no muy bien estructurada, mirar hacia el sur y hacia el sureste asiático para no depender solo de un cliente.

Sobre el Tratado de Libre Comercio con América del Norte, se habló de renegociar y de no renegociar, han pasado más de 20 años y ningún presidente ni quienes lo votaron en un principio entienden el TLCAN.

Realmente fue muy poco lo que se trató porque como es tradición si no vas al debate a echar pelea, señalar y deslegitimar a tu contrincante, entonces no es debate. Básicamente la mayor parte del encuentro se la pasaron atacando a López Obrador, Jaime Calderón estuvo riéndose de ver tanto enfrentamiento entre Meade y Anaya contra López Obrador, Anaya saco un costal para dar a entender que una migrante fue deportada de los Estados Unidos y solo pudo sacar sus cosas con ese costal (no era necesario llevar el costal), pero el ataque más controvertido fue cuando Meade señalo que en el partido de López Obrador postularon para Senadora a una secuestradora, hablo de Nestora Salgado, quien justamente estuvo en la cárcel por el delito de secuestro, pero realmente no fue así.

Nestora Salgado fue nombrada comandante de la Policía comunitaria en Onilala Guerrero, después de que expulsaron a las autoridades por encubrimiento, fue acusada de secuestro por medio centenar de personas. En el 2013, Salgado fue capturada por el Ejército mexicano  sin una orden de aprehensión, fue sometida a proceso penal, bajo los cargos de delincuencia organizada y secuestro y fue trasladada al Centro Federal de Readaptación Social de Nayarit.

Pero número uno, la policía comunitaria se rige bajo la ley de a Ley 701 de Reconocimiento, Derechos y Cultura de los Pueblos y Comunidades Indígenas del estado de Guerrero. Segundo, los secuestrados realmente fueron apresados por cometer delitos y el pago por su rescate era la multa que debían pagar para reparar el daño. Tercero, se  dieron bastantes irregularidades porque fue detenida por el ejercito sin orden de aprehensión, estuvo un año sin pasar con el juez y se le negó asesoría consular puesto que tiene dos nacionalidades (una de ellas es estadounidense). En este caso también intervino un grupo de trabajo de la ONU para abogar por ella, se desechó el delito de crimen organizado ya que nunca se comprobó y sobre el delito de secuestro en el 2016 se concluyó que eran arrestos legales debido a que dicho cuerpo de seguridad pública actuaba dentro del marco legal guerrerense, y quedó absuelta de dichas acusaciones.

Este debate era muy importante porque México no es un país aislado y sobre todo somos un país puente, ya que gran parte de la migración centroamericana pasa por aquí, no tenemos los programas adecuados y humanos para darles asistencia, al contrario, el gobierno mexicano sigue  la línea de las políticas migratorias de Estados Unidos. México está bien amarrado al país estadounidense por medio de un Tratado de Libre Comercio que no nos beneficia, ya lleva más de 20 años de existencia y seguimos siendo nada a comparación de EUA y Canadá, tenemos riqueza en cuanto a recursos renovables y no renovables por lo cual somos opción para la inversión extranjera pero estas empresas no tienen límites a la hora de explotar afectando comunidades y al medio ambiente. Nuestros candidatos no conocen nada de política exterior, ni siquiera hicieron el intento para prepararse o fingir que sí la entienden.

Ana Rosa Moreno é licenciada em Relações Internacionais e mora em Puebla, México.

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