Mauricio Macri, o vice-rei

Por Débora Mabaires, de Buenos Aires, para Desacato.info.

Tradução: Elissandro Santana, para Desacato.info. (Port/Esp).

À meia noite do dia da posse de Mauricio Macri, caminhávamos com uns amigos pelo centro de Buenos Aires e nos surpreendemos com a quantidade de automóveis disponibilizados para o ato oficial. Os argentinos não viam as ruas militarizadas desde 1983. Com profundo pesar, nesse dia, compreendi o que trazia este governo, porém devo reconhecer que nem em meu pior pesadelo imaginei tanto horror.

Há quatro meses, o Ministro de Defesa – Oscar Aguad –, um homem que não possui nenhum mérito, exceto ser amigo de algum genocida, explicou que estavam desenhando uma força de exibição rápida, composta pelas três áreas das Forças Armadas. Nossas leis proíbem, expressamente, que forças militares participem da segurança interna. Fizeram assim mesmo, sem que o Congresso da Nação se posicionasse.Nos últimos dias, os viram fazendo serviços de treinamento, especificamente de imagem, em Zárate, província de Buenos Aires, e participando com a polícia local em Entre Ríos, no povoado de Chajarí. Faz um mês, o Ministério havia dado a conhecer que o pessoal do Exército dos Estados Unidos viria a nosso país para realizar atividades conjuntas de inteligência militar em algum ponto não específico da Mesopotâmia argentina. Zona do Aquífero Guarani, que dividimos com Brasil e Paraguai.

Mas para Macri parece não bastar o efetivo militar argentino. Foi buscar no estrangeiro.

Na província de Misiones está instalada uma delegação da Drug Enforcement Administration (DEA) – Força de Controle de Drogas, em português, há 4 meses.  Esta força de inteligência militar depende do Federal Bureau of Investigation (FBI), e se supõe que vem para treinar tropas para o controle do crime organizado. Algo bem estranho, já que sempre nossas forças policiais iam treinar nos EEUU. Ou não tão estranho, se vemos que este país acaba de implantar uma base quase militar na Tríplice Fronteira sob o Aquífero Guarani. Estrategicamente localizada, permite a espionagem de três países e o controle da fronteira e da água da região.

No final de 2017, uma comitiva da National Aeronautics and Space Administration (NASA), em português, Administração Nacional e Espacial, chegou à Argentina para fazer estudos científicos sobre a Antártida Argentina, fixando a base no limite sul da Terra do Fogo. A NASA é a agencia do governo dos Estados Unidos para a ciência e a tecnologia: não somente explora o espaço e instala satélites, mas também pesquisa sobre novos materiais, metais para a indústria militar, comunicação ou aeroespacial, em climatologia, solos e assessora o governo deste país. Na Antártida existem reservas petrolíferas, aquíferas e minerais ainda não exploradas. Talvez, a perda do submarino ARA San Juan, ocorrida alguns dias mais tarde tenha sido uma tragédia muito conveniente para que o sul de nosso país ficasse desprotegido.

A principal base militar argentina na Antártida é Marambio. Em mediados de março, a importante autoridade, Carlos Ariel Rolando, apareceu morto, misteriosamente, em sua residência. Dias antes, Macri havia substituído o chefe do Exército Argentino. Nesses dias, a ponto de terminar com a campanha antártica, que dura 6 meses, procurou jornalistas para soltar notas sobre a vida na base sul de nosso país. Cabe mencionar que foi suspensa a visitação sem nenhuma explicação.

Em abril, tomamos conhecimento de que na província de Neuquén, sobre a Cordilheira dos Andes, se instalará uma base militar dos EEUU. A poucos metros do aeroporto da província. Ao lado das principais represas da desértica província e sobre a 3º reserva mundial de gás e petróleo não convencional, cuja exploração, casualmente, farão petroleiras estadunidenses.

No último mês, Mauricio Macri assinou dois acordos com a Inglaterra em que lhe cede nossa soberania marítima e econômica no Sul do país; e lhe fornece nossa soberania cibernética e de comunicações ao autorizá-la tarefas de espionagem sobre as empresas, organismos e cidadãos argentinos em nome da “segurança internacional”.

A base militar britânica instalada nas Ilhas Malvinas, ademais, faz a exibição de armamentos sofisticados e aponta seus mísseis em direção a Drake, ao sul da Terra do Fogo. Já realizou exitosas provas mísseis com os novos land ceptors, criando um escudo que lhe permitirá controlar o espaço aéreo e o oceano na disputa com a Rússia e a China das duas rotas marítimas por águas do Atlântico Sul e Mar argentino, circundantes ao arquipélago das Malvinas e sob a jurisdição da Terra do Fogo. O caríssimo sistema de mísseis foi comprado de Israel por 258 milhões de Euros, segundo denunciou Sebastián Salgado – jornalista da Hispan TV.

Macri havia assinado com Israel um tratado em outubro de 2017 para que também t acesso à cibersegurança de nosso país, que possam realizar espionagem e até o acompanhamento de causas judiciais, o que é inédito, um evidente retorno ao colonialismo mais selvagem.

Como para comemorar, tropas dos EEUU, cuja origem e missão ainda se desconhecem, na semana passada, foram a vários lugares muito movimentados de Buenos Aires: à Praça de Maio, à sede central do Banco da Nação, à entrada da Administração Federal de Rendas Públicas, à zona das universidades de economia e de medicina para marcarem presença e força.

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O acordo que Mauricio Macri fará com o Fundo Monetário Internacional, submetendo nosso povo à fome, à desocupação e à ingerência desse organismo, sobre todas as nossas contas públicas, não é mais que o ato final de entrega do país. E está previsto assiná-lo em 20 de junho, quando na Argentina se comemora a morte do General Manuel Belgrano, líder da Independência e criador da Bandeira Nacional.

Macri e os invasores não querem dar humilhações a nosso povo. (Ironia).

A América Latina está sob o ataque das corporações multinacionais. Os fantoches do império atuando como vice-reis estão entregando nossos recursos naturais e permitem o assentamento dos invasores com suas modernas parafernálias militares que lhes assegurará a rendição incondicional de nossos povos e a exploração de nossos territórios. A monumental dívida é a garantia de que nunca possamos sair desta situação de escravidão.

Caso o contrato com o FMI seja firmado, a Argentina não pertencerá aos argentinos nunca mais.


Macri, el virrey

A las 0 horas del día de la asunción de Mauricio Macri, íbamos caminando con unos amigos por el centro de la Ciudad de Buenos Aires, y nos sorprendió la cantidad de móviles, carros de asalto y  carros hidrantes que  habían dispuesto para el acto oficial. Los argentinos no veíamos las calles militarizadas desde 1983. Con gran pesar, ese día comprendí lo que traía este gobierno, pero debo reconocer que ni en mi peor pesadilla imaginé tanto horror.

Hace cuatro meses el ministro de Defensa Oscar Aguad, un hombre que no tiene ningún mérito excepto ser amigo de algún genocida, explicó que estaban diseñando una fuerza de despliegue rápido, compuesta por las tres ramas de las Fuerzas Armadas. Nuestras leyes prohíben expresamente que fuerzas militares participen de la seguridad interior. Lo hicieron igual, sin que el Congreso de la Nación interpusiera una queja.

En los últimos días, se los vio realizando ejercicios de entrenamiento, específicamente de imaginaria, en Zárate, provincia de Buenos Aires, y participando junto a la policía provincial en Entre Ríos, en la localidad de Chajarí.   Hace un mes, el ministerio había dado a conocer que personal del Ejército de los EEUU venía a nuestro país a realizar ejercicios conjuntos de inteligencia militar en algún punto no determinado de la Mesopotamia argentina. Zona del acuífero Guaraní, que compartimos con Brasil y Paraguay.

Pero a Macri parecen no alcanzarle los efectivos militares argentinos. Fue a buscar extranjeros.

En la provincia de Misiones, lindante a esos dos países hermanos, está instalada una delegación de la Drug Enforcement Administration (DEA) – Fuerza de Control de Drogas en español, desde hace 4 meses.  Esta fuerza de inteligencia militar, depende del  Federal Bureau of Investigation (FBI), y se supone que vienen a entrenar tropas para el control del crimen organizado. Algo raro, ya que siempre, nuestras fuerzas policiales iban a entrenarse a EEUU. O no tan raro, si vemos que ese país, acaba de plantar una base cuasimilitar en la Triple Frontera, sobre el Acuífero Guaraní. Estratégicamente ubicada, le permite el espionaje de tres países y el control de la frontera tanto como del agua de la región.

A fines de 2017, una delegación de la National Aeronautics and Space Administration (NASA), en español: Administración Nacional Aeronáutica y Espacial; llegó a la Argentina para hacer estudios científicos sobre la Antártida Argentina, haciendo base en la austral provincia de Tierra del Fuego. La NASA es la agencia del gobierno de los Estados Unidos para la ciencia y tecnología: no sólo exploran el espacio y colocan satélites, sino que investigan también nuevos materiales, metales para la industria militar ya sea de comunicaciones o aeroespacial, en climatología y  suelos y así asesoran al gobierno de ese país. En la Antártida se encuentran reservas petrolíferas, acuíferas y minerales aún inexploradas. Tal vez, la pérdida del submarino ARA San Juan, ocurrida unos días más tarde, fue una tragedia muy conveniente para que el sur de nuestro país quedara desamparado.

La principal base militar argentina en Antártida, es la Base Marambio. A mediados de marzo, el  vicecomodoro Carlos Ariel Rolando apareció muerto misteriosamente en su habitación. Días antes, Macri había cambiado al jefe del Ejército Argentino. En esos días, a punto de terminar la campaña antártica que dura 6 meses, iban a ir periodistas para hacer notas sobre la vida en la Base más austral de nuestro país. Fue suspendida la visita sin explicación.

En abril, nos enteramos que en la provincia de Neuquén, sobre la cordillera de los Andes, se instalará una base militar de los EEUU. A metros del aeropuerto provincial. A metros de los dos principales embalses de la desértica provincia. Y sobre el 3º yacimiento mundial de Gas y Petróleo no convencional, cuya explotación, casualmente, harán petroleras estadounidenses.

Y el último mes, Mauricio Macri firmó dos acuerdos con Gran Bretaña que le cede nuestra soberanía marítima y económica en el sur del país; y le cede nuestra soberanía cibernética y de comunicaciones al autorizarlos a realizar tareas de espionaje sobre las empresas, organismos y ciudadanos argentinos en nombre de “la seguridad internacional”.

La base militar británica montada en Islas Malvinas, además hace despliegue de armamentos sofisticados y apunta con sus misiles hacia el paso de Drake, al sur de la provincia de Tierra del Fuego. Y ya realizó exitosas pruebas misilístas con los flamantes land ceptors, creando un escudo que le permitirá controlar el espacio aéreo y el océano en su  disputa a Rusia y China de las rutas marítimas en aguas del Atlántico Sur y el Mar Argentino, circundantes al archipiélago de Malvinas y bajo jurisdicción fueguina. El costoso sistema de misiles, le fue comprado a Israel en 258 millones de Euros, según denunció Sebastián Salgado periodista de Hispan TV.

Macri, había firmado con Israel un tratado en octubre de 2017 para que también tengan acceso a la ciberseguridad de nuestro país, puedan realizar espionaje y hasta seguimiento de causas judiciales lo que vuelve casi inédito este retorno al colonialismo más salvaje.

Como para festejar, tropas de los EEUU , cuyo origen y misión se desconocen aún, se pasearon la semana pasada por diferentes lugares muy transitados de la Ciudad de Buenos Aires: la Plaza de Mayo, la sede central del Banco Nación, la puerta de la Administración Federal de Ingresos Públicos, la zona de las universidades de Economía y Medicina, haciendo demostración de presencia.

El acuerdo que Mauricio Macri hará con el Fondo Monetario Internacional sometiendo a nuestro pueblo al hambre, la desocupación y la injerencia de ese organismo sobre todas nuestras cuentas públicas, no es más que el acto final de la entrega del país. Y tiene previsto firmarlo el 20 de junio, cuando en Argentina, se conmemora la muerte del General Manuel Belgrano, líder de la Independencia y creador de la Bandera Nacional.

Macri y los invasores no escatiman humillaciones para nuestros pueblos.

Latinoamérica está bajo ataque de las corporaciones multinacionales. Los títeres del imperio, actuando como virreyes están entregando nuestros recursos naturales, y permiten el asentamiento de los invasores con sus modernas parafernalias militares que les asegurará la rendición incondicional de nuestros pueblos y la expoliación de nuestros territorios. La monumental deuda, es la garantía de que nunca podamos salir de esta situación de esclavitud.

Si se firma ese tratado con el FMI, Argentina ya no le pertenecerá a los argentinos nunca más.

 


Débora Mabaires é cronista e mora em Buenos Aires.

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