Manuel Araya Osorio: “Pablo Neruda foi assassinado”

Mario Araya Osorio, ex-guardacostas e motorista do poeta chileno Pablo Neruda
Mario Araya Osorio foi guarda-costas e motorista do poeta chileno Pablo Neruda

Entrevista exclusiva realizada pela jornalista Tali Feld Gleiser, para Desacato.info, com o antigo guarda-costas de Pablo Neruda, Manuel Araya Osorio, na qual Araya afirma que o poeta chileno fora assassinado com uma injeção na região do estômago recebida na Clínica Santa María, de Santiago, Chile.

Por Tali Feld Gleiser, para Desacato.info.*

Tali Feld Gleiser – Senhor Araya, no Brasil as pessoas não lhe conhecem, salvo nos coletivos de direitos humanos. Poderia brevemente dizer-nos qual era sua função profissional com o senhor Pablo Neruda?  

Manuel Araya Osorio – Por proposta do Partido Comunista, organização da qual era membro na área de proteção de dirigentes, assumi a responsabilidade de proteger Pablo Neruda. Assumi essa responsabilidade no dia em que o poeta voltou ao Chile procedente de Paris, até três horas antes de sua morte na Clínica Santa María, em 23 de setembro de 1973, quando um médico, que entrou no quarto, enviou-me para comprar um medicamento que, segundo ele, não tinham na clínica. Fui à procura desse remédio. A poucas quadras dali um grupo de civis, armados e mobilizados, me interceptaram, me bateram e me dispararam numa perna, levaram-me a uma unidade policial, de onde me transladaram ao Estádio Nacional (do Chile), então convertido num acampamento de prisioneiros.

No Estádio Nacional, Mario Araya Osorio foi torturado até ver ante seus olhos a própria morte. Certa vez falou: “Queriam saber sobre a vida de Neruda, sua relação com o presidente Allende, os dirigentes comunistas e seus plano”. Após 45 dias preso, em 17 de novembro de 1973, deixaram-no livre à meia-noite. Tinha uma ferida de bala na perna esquerda, fraturadas as costelas e a cabeça ferida. Pesava 33 kg, apenas caminhava. O Cardeal Raúl Silva Henríquez, que o conheceu na Isla Negra, intercedeu por ele e sua liberdade.

Araya Osorio, recuperado de suas feridas e fraturas, fez tudo o que esteve ao seu alcance para lançar sua voz. Falou com Matilde Urrutia (viúva de Neruda), mas ela não quis denunciar nada, conversou com a Fundação Neruda e procurou apoio político, sem resultado nenhum.

MAO – No Chile só se desejava fechar este obscuro capítulo da história do fascismo no país, em que pese as primeiras informações da imprensa (jornal El Mercurio e La Tercera) davam conta de que Neruda morrera como consequência de um choque cardíaco depois de uma injeção. Nem as memórias nem os biógrafos colhem esta versão, remetendo-se à certidão de morte que assinala como causal uma metástase de câncer e ao viés dado de que chegara já grave à Clínica Santa María.

Carro de Neruda e Mario Araya Osorio
Carro de Neruda e Mario Araya Osorio

A verdade que se descobriu finalmente é que “uma maldita agulhada o matou enquanto um avião o esperava pronto para lhe trasladar ao México”. Confirmo que o poeta não estava doente como para morrer e que foi ele próprio que disse para Matilde que lhe tinham administrado uma injeção no estômago.

Ante o caos que existia nesses momentos, o assalto da casa do poeta em Isla Negra, feito duas vezes pelas forças militares e da Armada do Chile, além da instalação de um navio de guerra enfrente da casa de Neruda, meu dever era assumir minha tarefa e a única solução que achei foi que havia que interná-lo numa clínica, pensando que era um espaço seguro para resguardá-lo e protegê-lo enquanto esperavam o salvo-conduto que tramitava a embaixada do México no Chile e se preparava o voo ao México.

TFG – Que razões políticas tinha quem assassinou Pablo Neruda e quem foi o mentor intelectual do assassinato?

MAO – Muito interessante sua consulta porque me permite assinalar o autor intelectual e o executor desse assassinato, sem deixar de assinalar que não existe diferença entre quem criou e quem executou porque ambos perseguiam o mesmo objetivo, que não era outro que demolir nossas bases culturais e, desse modo, nos dominar

Na procura de conhecer quem podiam ser os mentores ideológicos do assassinato de Neruda e a realização do plágio e peculato da Antologia Popular 1972, com a tentativa de fazer desaparecer uma obra criada com o fim de ser entregue gratuitamente por milhares de exemplares ao povo chileno.

Se sabe que trás estes fatos de tentar destruir nossa cultura e fazer esquecer nossos povos, que já tinham sido elaborados e escritos os documentos redigidos em Santa Fé, cidade do estado de Novo México entre os anos 1980 e 1986 e que esses documentos foram financiados pela ordem da CIA.

A Agência Central de Inteligência considera que as lutas por nossa independência são inspiradas por um sentimento equivocado da nossa parte e que levam no seu interior uma rejeição ao sistema político-cultural norte-americano, então, ante o temor da propagação do pensamento democrático na região puseram o plano em execução que lhes serviu, ademais, como base operativa do fortalecimento da política de dominação estadunidense na América Latina a partir desses anos.

Entre seus pontos mais importantes a conquistar encontramos:

Instalação de governos próximos aos Estados Unidos com pouca capacidade de gestão e dependentes de assessores enviados por estes.

Promover reformas econômicas neoliberais que facilitassem o investimento estadunidense e europeu nos países da América Latina, além de debilitar as economias e as empresas locais. Essa política foi conhecida como Consenso de Washington.

Enfraquecer a posição de intelectuais esquerdistas ou críticos aos Estados Unidos e dar tribuna a políticos e pensadores favoráveis às suas políticas, com posturas conhecidas como “populismo de direita”.

Usar a luta contra o narcotráfico para fortalecer a presença militar estadunidense e financiar grupos militares.

Enfraquecer as bases da cultura tradicional e os movimentos populares de esquerda latino-americanos.

Esta campanha se dedica à tarefa de aumentar a influencia da cultura e costumes estadunidenses e incentivar a propagação de religiões evangélicas fundamentalistas estadunidenses. Nestes últimos decênios estas religiões têm mostrado uma grande expansão em muitos países, mediante financiamento (através, fundamentalmente, de fundações vinculadas ao governo e programas de cooperação técnica).

Estima-se, por parte do pesquisador Joseph Stoll que se investiram aproximadamente entre 200 a 300 milhões de dólares que foram utilizados a finais dos anos 80, com o único objetivo de enfraquecer os movimentos de resistência aos Estados Unidos e canalizar as demandas do povo ao ativismo religioso.

À parte dos documentos originais, no ano de 2000 se publicaram outros novos ante o desejo de conter a expansão do projeto político bolivariano do presidente venezuelano, Comandante Hugo Chávez.

O objetivo destas ações no Chile não obedece a fatos casuais; estão destinadas a provocar uma paralisação e esquecimento nas ações em contras das nossas culturas evitando recuperar a consciência popular sobre a importância da defesa de nossas soberanias quebrantadas e ao mesmo tempo conseguir introduzir um adormecimento no consciente coletivo do nosso povo.

Nesse contexto surge a pergunta: por que era tão perigoso Neruda? Para que assassiná-lo e tentar destruir seu legado político-cultural?

Pela mesma razão que foram perigosos Mariana Grajales, cubana; Leona Vicario, mexicana; Micaela Bastidas, peruana; Bartolina Sisa, boliviana; Juana Ramírez, venezuelana; Paula Jaraquemada  Alquízar, chilena; Juana Moro, argentina; Manuela Cañizares equatoriana; José  Martí, Simón Bolívar, Emiliano Zapata ou o Comandante Che Guevara, por mencionar alguns ilustres nomes femininos e masculinos que jamais negociaram nossa independência e nossos valores culturais.

Neruda herdou desta estirpe sua consciência e a incorporou à sua criação literária, por essa razão durante toda sua vida predicou o amor. Com sua obra instruiu os povos para serem conscientes dos seus direitos e deveres e nos legou a chave para aprender a organizar-nos, defender-nos e derrotar os destruidores. A chave se encontra em seu poema “Vou viver” que é parte do Canto Geral.

“Não vou morrer

Saio agora neste dia cheio de vulcões

A caminho da multidão, a caminho da vida”.

(Escutar em: https://www.youtube.com/watch?v=_9UPD9jFdFY)

TFG – O senhor sabia que no Brasil se suspeita que o presidente João Goulart também foi assassinado por envenenamento?

MAO O presidente João Goulart representou para o Brasil e Nossa América um grande passo à democratização e à devolução dos direitos quebrantados ao povo brasileiro. Essas ações bateriam nos interesses espúrios da direita brasileira e seus sócios estrangeiros, então não ficou outro caminho para eles que o magnicídio; já não constituem surpresas esse tipo de assassinatos. Portanto, essa suspeita tem fundamento porque teria que se perguntar quanto sofreu a nação brasileira com a ditadura e a entrega nacional à voracidade do capital estrangeiro, ademais de observar o rol que jogaram os serviços de inteligência militares brasileiros na tentativa de destruir o movimento popular organizado no Brasil e na América Latina; não esquecemos o triste papel adjudicado a esses meios militares brasileiros durante a ditadura de Pinochet no Chile.

TFG – O senhor pode confirmar se Michael Townley, agente da CIA, teve acesso de fato a Pablo Neruda, ou se outro elemento foi quem o assassinou?

MAO – No dia 23 de setembro, encontrava-me na Clínica Santa María acompanhando Pablo Neruda, no mesmo quarto se encontrava a senhora Matilde; estava no banheiro me refrescando, mantinha em todo momento a porta aberto do banheiro, dali observava o ingresso no quarto onde se encontrava Neruda. Me apresentei de imediato e pude observar um indivíduo que não conhecia que tinha as seguintes características físicas: olhos azuis, bigode, raça branca, magro, pálido, de 1.80 m aproximadamente.

Esse “médico” me indicou “que deveria ir comprar um medicamento para o senhor Neruda”, que o encontraria na rua Vivaceta ou Independência. Respondi: “nós pagamos muito caro a permanência nesta clínica e são vocês os que devem entregar o medicamento”. Aí me reponde: “Essa é sua responsabilidade”. Interveio a senhora Matilde e me ordenou que fosse buscar a medicina.

O medicamento se chamava Urogotán. O restante da história já relatei nas perguntas anteriores.

Entendo que falhei em não permanecer do lado de quem devia proteger, considero que foi uma armadilha bem pensada.

Em uma entrevista frente a uma autoridade judicial no Chile, mostraram-me uma foto e me consultaram se conhecia esse rosto; eu observei a fotografia e vi o mesmo rosto que tinha ingressado no quarto disfarçado de médico e ordenado que fosse procurar o medicamento.

Respondi à autoridade: “Esse é Michael Townley”.

TFG – Pablo Neruda recebia ameaças com frequência? Participava de festas diplomáticas naquela época? Pergunto-lhe, pois nestes anos tem se falado reiteradamente do possível envenenamento de presidentes da região: Lula da Silva, Dilma Rousseff, Cristina Fernández de Kirchner e, sobretudo, no caso do que poderia ter provocado a doença fatal do Presidente Chávez.

MAO Você me faz três perguntas que responderei na mesma ordem:

Pablo recebia ameaças da direita e do seu braço armado, movimento fascista Pátria e Liberdade, comandado pelo advogado Pablo Rodríguez Grez, que por sua vez atuou como assessor e defensor de Pinochet.

Realizavam grandes fogaréus pela noite em frente da casa de Neruda e proferiam palavrões em contra dele.

Outra das ações permanentes era tentar destruir a grade que rodeava a casa. O objetivo central era manter Pablo em constante desconforto psicológico.

Em relação com sua segunda pergunta, efetivamente Neruda tinha uma permanente atividade social não só com autoridades e políticos e embaixadores, escritores, etc., como além disso com amigos, companheiros do partido, como Salvador Allende e o Cardeal da Igreja católica, Dom Raúl Silva Henríquez.

Devo responder à sua terceira consulta com um NÃO! rotundo, Neruda não sofreu nenhum ataque nessas atividades sociais que se realizavam na sua casa.

O ataque que sofreu e que causou a morte foi realizado na Clínica Santa María injetando-o, questão que eu constatei ao descobrir a mancha colorida que deixou a injeção que continha o estafilococo dourado de alta resistência.

Sugiro ler o artigo chamado “A importância de saber observar”: http://nerudavive.cl/index.php/la-verdad/11/197

Incorporo-lhe a informação que depois de anos de pesquisa científica se confirmou que ao injetar estafilococo dourado fica uma mancha de cor.

TFG – O senhor interpreta que suas afirmações, se confirmadas, podem repercutir na compreensão histórica da história dos últimos 50 anos da América Latina?

MAO Vamos esclarecer os conceitos, assim como não tenho dúvidas sobre o assassinato do presidente constitucional do Chile, Salvador Allende, incorporo a esta asseveração uma pergunta: Com que motivo a Força Aérea chilena sobrevoou o palácio de governo do Chile no dia do Golpe de Estado?

Para ninguém constitui uma falsidade informativa que hoje se saiba que esses aviões e esses pilotos não voaram em defesa da Constituição, nem na defesa do seu chefe, o presidente Salvador Allende, o fizeram com a manifesta intenção de assassinar o presidente através de um covarde bombardeio usando armas que o povo do Chile lhes entregou para defender a nossa nação e não para assassinar o seu próprio povo.

No caso de Neruda todas as falsidades inventadas de forma oficial ou pela fundação Neruda têm sido destruídas, não só no caso de falsas testemunhas, senão também apoiadas pela ciência. Isso nos demonstra que os setores que sentem ameaçados seus espúrios interesses não trepidarão em eliminar fisicamente os que ensinam as maiorias a forma de recuperar seus direitos.

O exemplos históricos à minha asseveração sobram, do Presidente dos Estados Unidos, J.F. Kennedy, passando por Martin Luther King, Malcom X, Patrício Lumumba, Olof Palme, Yasser Arafat, John Lennon, Dean Read, etc. Se conhece que estas ações foram criadas pelos Estados Unidos e, no caso de cada país, colocadas em funcionamento pelos setores fascistas dos militares.

Se não formos capazes de terminar com os protocolos impostos às nossas forças armadas pelas escolas dirigidas desde os Estados Unidos, a história pode voltar a se repetir. Por exemplo, ninguém destaca a existência de uma base militar norte-americana, financiada pelos Estados Unidos e que leva o nome de Fuerte Aguayo que funciona no Chile, na cidade de Valparaíso, em terrenos da Marinha de Guerra. Ali se ensina hoje a diversas instituições policiais e militares latino-americanas a realizarem as diversas ações que se executarão ante a resposta viril de um povo frente aos robôs oficiais e as desleais ações dos corruptos. O capital estrangeiro necessita para proteger suas manobras econômicas este tipo de resposta.

Esta introdução que tenho realizado ao tema que você me coloca nos exige, em que pese a todas as pressões que se recebem, ainda de ameaças físicas, por exemplo, à minha própria pessoa, revelar a verdade e demonstrar a nossos povos o que é verdadeiramente o fascismo e esperamos sinceramente que todos os aportes dos diversos setores do mundo que têm apoiado nossa causa nerudiana o façam a partir de dois vetores: A denúncia do assassinato físico e do assassinato intelectual de Neruda. Revelar estas verdades, pois, deverão contribuir à compreensão da história, mas não só da América Latina, senão também para que se compreendam as razões e atuações do capital em contra dos povos como acontecer com a miserável atitude do sionismo internacional expressado pelo estado de Israel, que arrebata território e assassina as crianças do heroico povo palestino.

TFG – Quando o senhor verifica o que está acontecendo nestes dias, em que os governos de direita, eleitos de forma democrática, como na Argentina, se comportam como os da ditadura e vê o genocídio que se comete contra os indígenas, palestinos, africanos em geral, pensa que isto um dia poderá mudar? Que nos espera, senhor Araya?

MAO Neruda nos legou uma grande obra ao serviço do povo, sua própria conduta sempre esteve ao serviço dos direitos da humanidade. Por esta razão lhes dedico a seguinte frase da sua autoria: “Poderão cortar todas as flores, mas não poderão deter a primavera.”.

Nós somos as maiorias, portanto, os encarregados de mudar as coisas. A desgraça atual para o movimento é a dispersão, e esta obedecer ao imenso trabalho de engenharia social que desenvolvem os que desejam dominar a terra; aproveito a ocasião para reiterar minhas denúncias das ações sionistas, não só no Oriente Médio. Sabemos que esse setor político-econômico-religioso está ligado ao grande capital e por consequência aos norte-americanos.

Devo acrescentar que agradecemos e admiramos os setores judeus que não concordam com o genocídio que se realiza sem misericórdia ao povo palestino.

Não concordamos com a transformação geográfica que se deseja realizar no Oriente Médio por parte do capital norte-americano em conluio com os sionistas, que não duvidam em destruir nações inteiras e que representam parte da cultura da humanidade.

Entendemos que as maiorias podem ser enganadas, mas não eternamente. A verdade deve impor-se e a paz entre os seres humanos também, se não for desse modo a espécie humana desaparecerá.

Como somos parte da esperança e acreditaremos até o final dos tempos na bondade lhes entrego dois poemas de Neruda: “Venceremos” e “Ao ódio”.

Mais uma vez, obrigado, muito obrigado por contribuir a derramar a paz e a harmonia entre irmãos.

Salam /Shalom

Manuel Araya Osorio

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Em tempo:

Ao fechamento da edição desta entrevista exclusiva, recebemos do Chile, via nosso colega Pancho Calama, a seguinte nota de fundamental importância para concluir nosso trabalho. A mesma está em espanhol.

Retorno de vestigios del asesinado Neruda a su tumba.

Conversando con el abogado chileno Rodolfo Reyes Muñoz, sobrino-nieto de Pablo Neruda, confirmó hoy el traslado de una parte de los restos de Neruda a Isla Negra, señaló a la vez que son cada vez mayores las sospechas de que el Premio Nobel de Literatura fue asesinado.

Reyes Muñoz subrayó que de todas formas en los procesos judiciales hasta que no existan evidencias concluyentes, es imposible llegar al final de una investigación tan compleja como ésta.

“La presencia de estafilococo dorado en sus restos mortales, las contradicciones en el certificado de defunción y otros indicios, refuerzan el criterio de que la muerte de mi tío fue ocasionada por terceros”, afirmó.

“Esperamos llevar de vuelta sus vestigios a su casa de Isla Negra, donde nosotros sus sobrinos pasábamos temporadas y nos permitió por primera vez en la vida ver el mar”, apuntó en torno a la residencia museo en la provincia de San Antonio.

Rodolfo Reyes, Eduardo Contreras, abogados,  y Manuel Araya Osorio, principal testigo causa Neruda, confirmaron el programa de retorno:

El día 25 de abril Pablo Neruda recibirá un sentido homenaje en la sede del exCongreso Nacional en el centro de Santiago, donde se espera la presencia de importantes personalidades gubernamentales, embajadores, artistas, escritores  y público en general.

El día 26 abril sus restos se trasladarán a la ciudad puerto de San Antonio, donde serán recibidos por la principales autoridades de la ciudad y se realizará una gran actividad artística cultural en su homenaje, como se conoce el Congreso Nacional no logró cambiar el nombre del principal aeropuerto de Chile, por la votación en contra de la derecha política, ante esta desleal situación los trabajadores y directivos portuarios denominaron a un sector del primer puerto de Chile, “Pablo Neruda”.

http://nerudavive.cl/index.php/la-derecha-rechazo-denominar-pablo-neruda-al-aeropuerto-internacional-de-santiago

Después de este homenaje popular a “Pablo” y al ciudadano de San Antonio, Manuel Araya Osorio, guardaespaldas y principal testigo de la causa Neruda, el féretro será trasladado hasta Isla Negra donde una parte de sus restos serán depositados en el sitio donde Neruda reposará y sus restos se mezclarán con el Océano Pacífico, como él lo instituyera.

Simultáneamente en la playa de Isla Negra será organizada por amplios sectores populares una gran demostración cultural en homenaje al “apellido de Chile” con la exigencia de que las autoridades gubernamentales inicien las acciones correspondientes en torno a la recuperación de la Antología Popular 1972, obra entregada al Estado de Chile por Neruda y que actualmente sufre plagio y peculado.

Manuel Araya Osorio                                        Raúl Valdivia Pizarro

Presidente                                                           Vice presidente

Antologiapopular1972-patrimonio de Chile /ONG

 

*Jornalista e escritora chilena, diretora geral do Portal Desacato, que coincidentemente nasceu na clínica onde teria sido assassinado Pablo Neruda.

Mais informação:

www.nerudavive.cl

www.nerudacantogeneral.cl

www.antologiapopular1972.cl

www.choferdeneruda.cl

www.nerudanobel.info

www.allendevive.cl

YouTube 

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planetapuebl0

Pablo Nerudakommittén i Sverige

 

 

 

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