Mãe denuncia que filha foi impedida de assistir a aula por causa de tranças

Por Rayldo Pereira, do CidadeVerde.com.

“Na hora do intervalo chamaram a minha filha e falaram que a diretora queria vê-la. Ao chegar lá ela afirmou o que uma secretária já havia dito, que ela deveria retirar as tranças e a mexa vermelha, pois não era adequado à farda da escola. Ao fim da aula, ela deveria retornar à direção e não foi mais recebida. Nesse dia passou o horário dela chegar em casa, e eu fui até a escola e ela não estava mais lá. Ao chegar em casa ela nos informou a situação”, descreveu Alexandra.

A mãe acrescenta que nesta segunda-feira (27) retornou à escola com o pai da menina para conversar com a direção, mas segundo ela não haveria outra alternativa, a não ser que ela retirasse a mexa vermelha. “Caso contrário a menina não entraria na escola, foi o que disse a diretora. Desde então já foram dois dias de aula perdidos por causa disso”, completou.

Procurada pelo Cidadeverde.com, a Secretaria Municpal de Educação se posicionou através de nota onde afirma que está acompanhando o caso ocorrido na Escola Municipal Parque Itararé (Teresina) e destaca que não tolera qualquer tipo de preconceito.

“A direção da escola mantém um protocolo para o fardamento dos alunos, apoiada pelos pais, e explica que os excessos costumam descaracterizar o ambiente escolar, mas que respeita todo tipo de expressão do indivíduo. Portanto, afirma que nenhum aluno foi proibido de assistir aula ou passou por qualquer situação de constrangimento. A Semec já conversou com os pais e os fatos foram esclarecidos”, diz a nota.

Preconceito

Alexandra disse reviver todo o preconceito que sofreu ao longo da vida com a reclamação contra a filha. Ela reforça que as tranças da garota são traços que ela carrega desde muito cedo e aguarda agora o Conselho Tutelar resolver o imasse que continua com a escola.

“Eu me sinto muito muto triste primeiramente como mãe. É como se eu estivesse sofrendo tudo novamente que também sofri desde minha infância e me calei. Veio tudo a ton e mexer numa dor que já existia só piorou . Como educardora eu lamento muito porquê isso não é papel de educador”, completou.

Rayldo Pereira
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