Maduro denuncia plano intervencionista dos EUA

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Por Mario Hubert Garrido.

O presidente da República, Nicolás Maduro, denunciou que avança hoje uma escalada de atos violentos planificada e aplicada pela direita desde 2014, com apoio dos Estados Unidos, para trazer consigo uma possível intervenção estrangeira.

Maduro também se referiu às origens da guerra econômica da direita com respaldo de Washington no início deste ano durante sua viagem pela Rússia, China e países da Opep.

O objetivo desse plano, disse, era criar as condições para um ambiente de saques e caos na sociedade venezuelana, mas fracassaram, afirmou ontem durante uma sessão do Conselho de Ministros e reunião com o Alto Comando Militar e Político da Revolução.

O presidente acrescentou que prenderam cerca de 250 pessoas que promiveram saques, todos militantes da oposição, esclareceu.

Assegurou que graças à atitude cívica do povo não se repetiu um 11 de abril de 2002 (quando tentaram um golpe de Estado contra o falecido presidente Hugo Chávez), ainda que tenha advertido que são as mesmas pessoas e setores.

“É tempo de definições e de dar um passo adiante para dizer ao governo estadunidense que há um povo coeso, cada vez mais preparado para garantir que esta terra não seja mais tocada pela bota ianque”, sentenciou.

Afirmou que ante a incapacidade dos agentes estadunidenses e figuras políticas da oposição, o presidente Barack Obama se viu obrigado a cumprir pessoalmente a tarefa de derrubar o governo constitucional da Venezuela.

Nesse sentido, fez um chamado à força revolucionária “ao novo acordar da consciência bolivariana, da dignidade” e a exigir em uma só voz acabar com as pretensões golpistas do governo na Casa Branca..

Na segunda-feira última, ao anunciar sanções contra sete funcionários venezuelanos supostamente violadores de direitos humanos durante as manifestações violentas no início de 2014, Obama declarou emergência nacional e considerou a Venezuela como uma ameaça à segurança do país do norte.

O presidente estadunidense também demandou libertar os líderes da direita presos após contundentes evidências de sua participação em planos desestabilizadores e a frustrada tentativa golpista de 12 de fevereiro último.

Depois de manifestar seu respaldo e confiança nos funcionários sancionados, Maduro considerou que a lei subscrita por Obama atenta contra a soberania da Venezuela e se trata do passo mais agressivo, injusto e nefasto que deu Washington contra seu país nos últimos dois anos.

O presidente adiantou que para defender o país do ataque imperial e garantir a paz, solicitará na sessão ordinária da Assembleia Nacional (parlamento) uma Lei Habilitante.

Neste ponto, o chefe de Estado repudiou rumores da imprensa da direita sobre supostas divisões dentro das forças revolucionárias, em particular de sua relação com a máxima autoridade do legislativo, Diosdado Cabello. O amor à pátria e ao presidente Hugo Chávez (falecido em 2013), fraternizou-nos para sempre, enfatizou.

De outra parte, depois do anúncio das medidas pelos Estados Unidos, o governo venezuelano chamou a consulta o encarregado de negócios nesse país, Maximilien Arveláiz.

Foto: AVN.

Fonte: Prensa Latina.

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