Lojas Marisa, que debochou da esposa de Lula, tem prejuízo milionário

Publicado em: 12/08/2017 às 09:43

Nexo Brasil – Matéria do jornal Valor Econômico, divulgada em 10 de agosto, mostra que a Lojas Marisa registrou um prejuízo líquido de R$ 24 milhões no segundo trimestre de 2017, o que representa um aumento negativo de 32,4% em relação ao resultado negativo do mesmo período do ano passado, que foi de R$18,4 milhões. Na mesma base de comparação, a receita da companhia teve queda de 8,9%, passando de R$ 781,4 milhões para R$ 711,7 milhões. Já o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) somou R$ 42,3 milhões, queda de 30,4%.

Em 2016, comercial da empresa fez piada com Mariza Letícia, a esposa falecida do ex-presidente Lula, protagonizando uma das maiores bizarrices do marketing, extremamente criticado por especialistas em publicidade e propaganda. Em postagem no Instagram, uma imagem com “A culpa não é da Marisa”, foi usada como comercial do Dia das Mães. Na época da postagem, notícias falsas de que o ex-presidente Lula teria culpado sua esposa falecida de envolvimento em irregularidades foram bastante difundidas. Nas redes sociais, milhares de internautas iniciaram uma campanha para boicotar a companhia. A maioria dos clientes da Lojas Marisa pertencem à classe C, a chamada “nova classe média”, justamente as pessoas que demonstraram total indignação contra o desrespeito da empresa. Novas ações de boicote estão sendo lançadas.

Depois de propaganda ofensiva, manifestantes pedem boicote às Lojas Marisa em Florianópolis

Loja Marisa entra na campanha contra Lula para vender mais no Dia das Mães

A Lojas Riachuelo, que apoiou abertamente o impeachment da presidenta eleita Dilma Rousseff, sofreu um boicote e também viu seus lucros despencarem. Nos Estados Unidos, ações de boicote são realizadas com muita frequência e funcionam. O Brasil ainda está engatinhando nesse aspecto, mas já demonstra grande potencial. Recentemente, o jornalista Silvio Rezende divulgou em seu site que um grupo de empresas estavam preocupadas com os inúmeros protestos contra o jornalismo da TV Globo e contrataram uma empresa especializada para monitorar as redes sociais. Os empresários estavam com receio de que os telespectadores associassem suas empresas à TV Globo e realizassem um boicote.

 

Fonte: Nexo Brasil.

Deixe uma resposta