Julian Assange pode morrer na prisão caso não receba tratamentos médicos, asseguram 60 médicos

Os médicos avisam que o fundador do Wikileaks poderá morrer se não for submetido a diagnóstico e tratamento. Pedem a sua transferência para um hospital universitário em Londres.

Foto: Lusa Neil Hall

Por Ricardo Cabral Fernandes.

A saúde de Julian Assange está em tão mau estado que o fundador do Wikileaks pode morrer na prisão de alta segurança britânica em que está detido. É este o alerta de uma carta aberta assinada por 60 médicos dirigida à ministra do Interior britânica, Priti Patel.

“Como médicos, escrevemos esta carta para expressar as nossas sérias preocupações sobre a saúde física e mental de Julian Assange”, alertam os profissionais de saúde no documento com 16 páginas. Para os médicos, o fundador do Wikileaks “precisa urgentemente de diagnóstico médico” para que “qualquer tratamento médico indicado seja administrado por pessoal devidamente equipado e com experiência”.

E deixam um aviso claro. “Se o diagnóstico urgente e tratamento não acontecerem, temos sérias preocupações, de acordo com as provas de que dispomos, que o senhor Assange pode morrer na prisão. A situação médica é portanto urgente. Não há tempo a perder”, continuam na carta.

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Os médicos pedem ainda que Assange seja transferido da ala de enfermaria da prisão de alta segurança para um hospital universitário em Londres.

A ministra do Interior britânica ainda não reagiu à carta.

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O conteúdo da carta baseia-se em vários “relatos de testemunhas” sobre o estado clínico de Assange, australiano de 48 anos. Uma das pessoas que o relatou foi Nils Melzer, relator especial para a tortura das Nações Unidas, ao dizer que se Assange “continuar exposto à arbitrariedade e abuso pode em breve perder a vida”.

Os Estados Unidos continuam a lutar pela extradição de Assange para solo norte-americano sob acusações de espionagem. Se tal acontecer, pode enfrentar até 175 anos de prisão.

Em 2010, o Wikileaks divulgou documentos diplomáticos confidenciais norte-americanos, no que foi uma das maiores brechas de segurança da história dos Estados Unidos. Também divulgou vídeos de bombardeamentos norte-americanos no Iraque e Afeganistão que custaram a vida a vários civis, o que foi um duro embaraço para Washington.

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