Joaquim Barbosa terá de indenizar repórter que mandou “chafurdar no lixo”

Recurso foi negado e ex-ministro do Supremo Tribunal Federal e cotado para ser candidato a presidente pelo PSB foi condenado a desembolsar R$ 20 mil, valor fixado da indenização.

Foto: Valter Campanato

O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, teve seu recurso negado pela Justiça do Distrito Federal, que manteve a indenização de R$ 20 mil ao jornalista Felipe Recondo, por danos morais. O ex-ministro e cotado para ser candidato a presidente pelo PSB foi processado pelo repórter, em 2013, ao mandá-lo “chafurdar no lixo”. Barbosa ainda pode recorrer aos tribunais superiores. A informação é de Adriana Mendes, de O Globo.

A defesa de Joaquim Barbosa entrou com um recurso alegando questões procedimentais no processo. O advogado do jornalista, Leonardo Furtado, disse que a decisão da 4ª Turma Cível do Tribunal de Justiça do DF, por unanimidade, ratifica o julgamento do tribunal realizado há dois anos, no qual o ex-ministro foi condenado. “Foi mantida e ratificada a correção do procedimento que havia sido estabelecido”, disse Furtado. A Turma fixou que o réu deverá pagar também 10% do valor da indenização em honorários advocatícios, fora juros e outras taxas.

Os desembargadores concluíram que Barbosa se dirigiu de maneira ofensiva ao profissional, então repórter do jornal “O Estado de S. Paulo”. O caso aconteceu em março de 2013, depois de uma sessão do Conselho Nacional de Justiça presidida por Barbosa.

O jornalista iniciou o diálogo perguntando: “presidente, como o senhor está vendo…”. Antes de terminar a pergunta, veio a resposta de Barbosa, com o tom de voz alto:

“Não estou vendo nada. Me deixa em paz, rapaz. Me deixa em paz. Vá chafurdar no lixo, como você faz sempre”.

O repórter perguntou o que tinha acontecido, ao que Barbosa retrucou:

“Estou pedindo, me deixe em paz. Já disse várias vezes ao senhor”.

“Eu tenho que fazer pergunta, é meu trabalho”, insistiu o jornalista.

“Eu não tenho nada a lhe dizer, não quero nem saber do que o senhor está tratando”.

Foi quando o ministro se dirigiu ao elevador e resmungou:

“Palhaço”.

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