João Batista, indígena Kaingang da TI Toldo Chimbangue, fala sobre o 1º de maio

João Batista Antunes, educador indígena da etnia Kaingang, da Terra Indígena Toldo Chimbangue, de Chapecó, participou do ato em Curitiba (Foto: Julia Saggioratto)

Por Julia Saggioratto, para Desacato.info.

No dia 1º de maio, dia de luta para os trabalhadores e trabalhadoras, um grande ato foi realizado na cidade de Curitiba/PR, onde se reuniram inúmeras lideranças de organizações populares de todo o país. João Batista Antunes, educador indígena da etnia Kaingang, da Terra Indígena Toldo Chimbangue, de Chapecó, participou do ato em Curitiba e, junto com a comunidade, representou os indígenas do oeste de Santa Catarina. “Estamos com duas comunidades, a comunidade da Aldeia Konda e a comunidade do Toldo Chimbangue. É uma história muito grande e hoje, mais do que nunca, defendendo a democracia pro povo brasileiro”, comenta João.

O educador comenta que o dia primeiro de maio é um dia de luta, de representar os povos indígenas, de demonstrar que estes povos estão resistindo ao processo histórico de massacre. Ele destaca que os povos indígenas, buscam também, no dia dos trabalhadores e trabalhadoras, o reconhecimento enquanto profissionais indígenas na área de educação e saúde, por exemplo. “A gente já foi muito discriminado, inclusive chamados de vagabundos, desocupados, então hoje é uma dia a gente mostrar que estamos na luta, estamos resistindo, estamos provando pra todo mundo que nós queremos o bem, não só para a sociedade indígena, mas para o povo como um todo”, destaca.

As relações de trabalho no sistema capitalista são, para a manutenção deste, baseadas na exploração do ser humano e dos recursos naturais. Compreender e respeitar as formas de relação dos povos indígenas com o trabalho e com a natureza é valorizar outros modos de ver o mundo e, quem sabe, a possibilidade de aprender a viver em harmonia com a Mãe Terra.

Ouça a entrevista de João Batista Antunes.

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