Irmão de Dirceu é preso após condenação na Lava Jato

O irmão do ex-ministro José Dirceu, Luiz Eduardo de Oliveira e Silva, foi preso na manhã desta sexta-feira (09), em Ribeirão Preto (SP). O motivo foi por condenação em segunda instância na Operação Lava Jato.

Eduardo foi condenado em maio de 2016 a oito anos e nove meses de prisão em regime fechado por suposta lavagem de dinheiro e organização criminosa. Em setembro de 2017, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) confirmou a condenação ampliando a sentença para 10 anos e meio.
O mandato de prisão foi cumprido por volta das 6h, na casa de Luiz Eduardo, no bairro Ribeirão. A decisão do TRF-4 inclui a prisão de Júlio César dos Santos, ex-sócio da JD Consultoria, condenado a dez anos e oito meses, pelos mesmos crimes supostamente cometidos.
Seu advogado, Paula Moreira Indalecio, pedirá para a Justiça não transferi-lo para Curitiba (PR) e que permaneça em Ribeirão, onde a família mora.
Luiz Eduardo foi sentenciado no mesmo processo que condenou o irmão, José Dirceu, a 23 anos e três meses. No inquérito, a Lava Jato alega que houve atos ilícitos praticados na diretoria de Serviços da Petrobras entre 2004 e 2011 envolvendo valores estimados, segundo o Ministério Público Federal, em R$ 60 milhões. Parte das ações teria envolveria a empreiteira Engevix e a empresa Jamp, de Milton Pacowitch, lobista e um dos delatores da Lava Jato.
Ainda, segundo o delator, o dinheiro teria sido repassado para Pedro Barusco, Renato Duque e “um núcleo político” que envolvia Dirceu.
Outro ponto onde a Lava Jato pega para fazer o nó da acusação é porque a Engevix celebrou contratos com a JD Consultoria, empresa de José Dirceu. Ainda, segundo a justiça de Curitiba, Luiz Eduardo atuava como auxiliar do ex-ministro no recebimento das supostas propinas e lavagem de dinheiro.
Em seu despacho, o juiz Sérgio Moro afirma que o irmão de Dirceu teria admitido à PF que recebia pagamentos mensais de R$ 30 mil em dinheiro do lobista Pascowitch, completando porém que desconhecia a origem do dinheiro e os motivos dos pagamentos.
“Também admitiu aparentemente que pagamentos efetuados por empreiteiras após a condenação de José Dirceu não teriam sido efetuados a título de consultoria, como anteriormente afirmava a empresa JD em sua defesa, mas a título de ‘auxílio'”, completou Moro.
A notícia põe em alerta a situação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, também condenado em segunda instância pelo TRF-4.

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