Incerto fechamento da prisão estadunidense de Guantánamo

Por Luis Brizuela Brínguez*.
(Português/Español).

Havana (Prensa Latina) Nem sequer os sinos da austeridade e o astronômico déficit fiscal de 15 trilhões de dólares levam Washington a questionar a manutenção de sua prisão na Base Naval da baía de Guantánamo, Cuba.

Depois de dez anos de sua abertura, mais de uma centena e meia de pessoas permanecem enclausuradas lá em uma indefiniçao judicial, sem acusação formal de nenhum tipo.

Numerosas denúncias comprovam que nesse cárcere foram torturados prisioneiros e violados seus direitos ao aplicar o confinamento solitário, algo no qual os Estados Unidos ocupam o primeiro lugar mundial com mais de 20 mil casos, de acordo com relatórios das Nações Unidas.

Segundo analistas políticos, isso constitui perante a legislação internacional uma vergonha para o governo que “certifica” anualmente o respeito aos direitos humanos das demais nações.

No dia 11 de janeiro de 2002, a administração do ex-presidente George W. Bush enviou à instalação os primeiros prisioneiros suspeitos de cometer atos terroristas, supostos membros da Al-Qaeda, insurgentes talibãs e outras pessoas.

Desde então, 779 indivíduos foram enclausurados, dos quais oito morreram e 171 ainda se encontram encarcerados, apontam cifras do Departamento de Defesa. A permanência dessa prisão se deve, em boa medida, à férrea oposição que mantêm os membros do Partido Republicano com respeito ao envio dos prisioneiros a recintos similares em território estadunidense.

A prisão de Washington no sul cubano, um território que reclama este país, resulta uma das promessas que não foram cumpridas pelo presidente Barack Obama, iniciativa pronunciada há quatro anos para conquistar o apoio do eleitorado e ganhar a administração.

Em um passo que contradiz aquela aspiração, o mandatário assinou em 31 de dezembro de 2011 a Lei de Autorização de Defesa Nacional de 2012, a qual impede o fechamento do centro penitenciário e proíbe a transferência de prisioneiros a prisões federais.

A medida gerou fortes críticas entre ativistas políticos, pois consolida dois polêmicos princípios da chamada guerra contra o terrorismo: a detenção indefinida de suspeitos sem apresentar acusações e o encarceramento de cidadãos estadunidenses sem submetê-los a um processo.

Esta ação de Obama constitui uma mancha, porque sempre será conhecido como o presidente que assinou a detenção indefinida de pessoas sem acusações nem julgamento, afirmou Anthony Romero, diretor executivo da União Americana de Liberdades Civis (ACLU).

Há 10 anos, quando chegou à baía de Guantánamo o primeiro avião com 20 indivíduos, foi iniciada uma nova arquitetura de tortura, abuso e detenção indefinida, recordou Beth Brockman, defensora dos direitos humanos em Durham, Carolina do Norte.

Organizações de direitos humanos desenvolveram em janeiro em frente à Casa Branca ações para exigir a clausura do que qualificam como “lugar onde se perpetua a infâmia”.

Greves de fome, apresentações artísticas, envios de mensagens e protestos caracterizaram a campanha “10 anos é demais: Dia Nacional de Ação para fechar Guantánamo”, patrocinada por uma coalizão de grupos como Testemunhas Contra a Tortura, o Centro de Direitos Constitucionais, a Campanha Nacional Religiosa contra a Tortura, entre outras.

Numerosas vozes nos próprios Estados Unidos exigem à administração acabar com a penitenciaría em Guantánamo.

O representante pelo estado de Washington, Adam Smith, o democrata de maior escalão dentro do Comitê de Serviços Armados da Câmara de Representantes, criticou a Casa Branca por “não considerar os benefícios que traria à segurança nacional o fechamento da instalação”.

Sigo achando que esse centro de detenção constitui um ponto negro para nossa nação diante do mundo e temos a capacidade de fechá-lo, algo pelo qual devemos trabalhar, afirmou recentemente Smith.

Jonathan M. Hansen, professor da Universidade de Harvard, opinou em um artigo publicado no diário The New York Times, que a base no sul de Cuba é um “enclave imperialista relacionado com o passado”.

Personalidades e publicações de outras regiões do mundo também criticam a situação.

O presidente Barack Obama deve cumprir com sua promessa de fechar o cárcere de Guantánamo, assinalou Cecilia Malstrom, uma porta-voz da União Europeia (UE), quem considerou “lamentável” que continue a detenção de prisioneiros nesse lugar.

William Hague, o Secretário de Estado de Negócios Estrangeiros do Reino Unido, alegou “estar trabalhando com muito empenho” com Washington para concretizar o fechamento da prisão onde permanece preso um cidadão britânico.

Recentemente, servidores públicos democratas indicaram que o governo estuda a libertação de alguns prisioneiros afegãos presos nessa base, para enviá-los a um terceiro país como incentivo a possíveis conversas de paz com os talibãs.

Os republicanos criticam tal possibilidade e anunciaram que bloquearão qualquer passo dado nessa direção.

A penitenciária é considerada a mais cara do mundo, pois custa aos contribuintes estadunidenses uns 800 mil dólares anuais por cada detento, 30 vezes o custo de manter um réu nas prisões federais, confirmou em novembro o diário estadunidense The Bellingham Herald.

* Jornalista da Redação Norte-américa da Prensa Latina.

Incierto cierre de cárcel de EE.UU. en Guantánamo

Por Luis Brizuela Brínguez*.

La Habana (PL) Ni siquiera las campanas de la austeridad y el astronómico déficit fiscal de 15 billones de dólares llevan a Washington a cuestionarse la factibilidad de su prisión en la Base Naval de la bahía de Guantánamo, Cuba.

A 10 años de abierta la penitenciaría, más de un centenar y medio de personas permanecen recluidas allí en un limbo judicial, sin la formulación de cargo alguno.

Numerosas denuncias verifican que en esa cárcel se torturó prisioneros y se violan sus derechos al aplicar el confinamiento solitario, algo en lo que Estados Unidos ocupa el primer lugar mundial con más de 20 mil casos, según informes de Naciones Unidas.

Lo anterior, a juicio de analistas políticos, constituye ante la legislación internacional una vergüenza para el gobierno que “certifica” anualmente el respeto a los derechos humanos de las demás naciones.

El 11 de enero de 2002, la administración del expresidente George W. Bush envió a la instalación los primeros prisioneros sospechosos de cometer actos terroristas, supuestos miembros de Al Qaeda, insurgentes talibanes y otras personas.

Desde entonces, 779 individuos fueron recluidos, de los cuales ocho murieron y 171 todavía se encuentran encarcelados, señalan cifras del Departamento de Defensa.

La permanencia de la cárcel se debe, en buena medida, a la férrea oposición que mantienen los miembros del Partido Republicano respecto al envío de los prisioneros a recintos similares en territorio de Estados Unidos.

La prisión de Washington en el sur cubano, un territorio que reclama este país, resulta una de las promesas incumplidas por el presidente Barack Obama, iniciativa esgrimida hace cuatro años para conquistar el favor del electorado y hacerse de la administración.

En un paso que contradice aquella aspiración, el mandatario rubricó el 31 de diciembre de 2011 la Ley de Autorización de Defensa Nacional de 2012, la cual impide el cierre del centro penitenciario y prohíbe el traslado de prisioneros a reclusorios federales.

La medida generó fuertes críticas entre activistas políticos, pues consolida dos polémicos principios de la llamada guerra contra el terrorismo: la detención indefinida de sospechosos sin presentar cargos y el encarcelamiento de ciudadanos estadounidenses sin someterlos a un proceso.

Esta acción de Obama constituye una mancha, porque siempre será conocido como el presidente que firmó la detención indefinida de personas sin cargos ni juicio, reprochó Anthony Romero, director ejecutivo de la Unión Americana de Libertades Civiles (ACLU).

Hace 10 años, cuando llegó a la bahía de Guantánamo el primer avión con 20 reclusos, inició una nueva arquitectura de la tortura, el abuso y la detención indefinida, recordó Beth Brockman, defensora de los derechos humanos en Durham, Carolina del Norte.

Organizaciones de derechos humanos desarrollaron en enero frente a la Casa Blanca acciones para demandar la clausura de lo que califican como “sitio donde se perpetúa la infamia”.

Ayunos, performances, envíos de mensajes y protestas caracterizaron la campaña “10 años es demasiado: Día Nacional de Acción para cerrar Guantánamo”, patrocinada por una coalición de grupos como Testigos Contra la Tortura, el Centro de Derechos Constitucionales y la Campaña Nacional Religiosa contra la Tortura, entre otras.

Numerosas voces en los propios Estados Unidos exigen a la administración acabar de poner fin a la penitenciaría en Guantánamo.

El representante por el estado de Washington Adam Smith, el demócrata de mayor rango dentro del Comité de Servicios Armados de la Cámara de Representantes, criticó a la Casa Blanca por “no tener en cuenta los beneficios que traería a la seguridad nacional el cierre de la instalación”.

Sigo creyendo que ese centro de detención constituye un punto negro para nuestra nación de cara al extranjero y tenemos la capacidad de cerrarlo, algo por lo cual debemos trabajar, aseveró recientemente Smith.

Jonathan M. Hansen, profesor de la Universidad de Harvard, opinó en un artículo reproducido por el diario The New York Times, que la base en el sur de Cuba es un “enclave imperialista relacionado con el pasado”.

Personalidades y publicaciones de otras regiones del mundo critican asimismo la situación.

El presidente Barack Obama debe cumplir con su promesa de cerrar la cárcel de Guantánamo, señaló Cecilia Malstrom, una portavoz de la Unión Europea (UE), quien consideró “lamentable” que continúe la detención de prisioneros en ese lugar.

William Hague, el canciller del Reino Unido, alegó “estar trabajando con mucho empeño” con Washington para concretar el cierre de la prisión donde permanece preso un ciudadano británico.

Recientemente, funcionarios demócratas dejaron entrever que el gobierno estudia la liberación de algunos prisioneros afganos en ese reclusorio, a fin de enviarlos a un tercer país como incentivo para establecer posibles conversaciones de paz con los talibanes.

Los republicanos critican tal posibilidad y anunciaron que bloquearán cualquier paso en esa dirección.

La penitenciaria es considerada la más cara del mundo, pues cuesta a los contribuyentes estadounidenses unos 800 mil dólares anuales por cada cautivo, 30 veces el costo de mantener a un reo en las prisiones federales, confirmó en noviembre el diario estadounidense The Bellingham Herald.

* Periodista de la Redacción Norteamérica de Prensa Latina.

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