Imposto único: Como proposta do PSL, novo partido de Bolsonaro, pode aumentar a desigualdade

Por Marcella Fernandes.

“Provavelmente vai tornar o nosso sistema ainda mais injusto do que é hoje”, alerta Mauro silva, da Unafisco.

Arquivada em 2010, a proposta do imposto único no Brasil é a principal bandeira do PSL, partido pelo qual o deputado federal Jair Bolsonaro (PPS-RJ) afirmou que irá se filiar para disputar a Presidência da República.

De acordo com o presidente da legenda, Luciano Bivar, o pré-candidato tem participado das discussões para apresentar uma nova proposta sobre o tema. “Temos conversado bastante. Estamos estudando. Estou revisando alguns pontos. Tudo é momento de muito cuidado. O Paulo Guedes e Marcos Cintra também estão olhando”, afirmou Bivar ao HuffPost Brasil.

Guedes é um dos economistas da equipe da pré-campanha do presidenciável. Já Marcos Cintra é autor da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 474/2001, apresentada quando foi deputado federal pelo PFL. O texto foi aprovado na comissão sobre o tema, mas não chegou a ser votado no plenário da Câmara.

Segundo Bivar, que defendeu a ideia ao disputar o Planalto em 2006, será entregue uma cartilha a todos os deputados federais para esclarecimentos e em fevereiro será lançada uma frente parlamentar pela unificação de impostos.

De acordo com o Impostrômetro, em 2017, os brasileiros tiveram que trabalhar 153 dias apenas para pagar impostos.

Na avaliação do presidente do PSL, a PEC não foi adiante devido ao lobby contrário na época, mas agora “o Brasil está numa nova fase”. “As pessoas não aguentam tantos tributos. Empresas têm carga desnecessária de técnicos para trabalhar para o governo recolher”, afirma.

A sigla chegou a divulgar um vídeo em defesa da ideia.

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