Governo paraguaio mostra sua debilidade ao pedir ajuda para Lugo

Assunção, 24 jun (Prensa Latina) A insólita petição de ajuda do atual presidente paraguaio, Federico Franco, ao destituído Chefe de Estado, Fernando Lugo, representou hoje uma evidente mostra de debilidade ante o repudio internacional que enfrenta.

Franco solicitou reunir-se com o dirigente deposto para que este lhe ajude a superar a crítica generalizada proveniente do exterior pelo expedito processo utilizado para sacar de seu cargo Lugo, a nove meses da celebração de novas eleições gerais.

A resposta de Lugo veio de um palco muito especial ao acercar-se esta madrugada o ex-mandatário à concentração popular mantida em frente à sede da televisão pública, onde reiterou que se tinha produzido no país um golpe parlamentar contra a democracia.

Lugo disse que Franco devia assumir sua responsabilidade ante a rejeição internacional provocada por todo o acontecido e em frente ao protesto popular registrado no país, a qual é uma expressão inédita a rebelião dos trabalhadores da televisão pública.

Até altas horas da madrugada, a multidão de empregados do canal, à qual se uniram numerosos cidadãos, controlou as transmissões dessa estação da televisão pública e pelo microfone desfilaram estudantes, dirigentes juvenis e ex-ministros do governo de Lugo. A presença do ex-Chefe de Estado elevou ao máximo o entusiasmo já em horas da madrugada e em breves declarações Lugo disse que continuará a luta como um simples cidadão, de forma pacífica mas firme, contra o golpe de Estado realizado por aqueles que agora ocupam o poder.

Afirmou que tinha aceitado a sentença do Congresso destituindo pela manutenção da paz, porque sabia a existência de grupos interessados em introduzir a violência fratricida na nação.

A tomada do canal constituiu um primeiro ato público de desobediência civil ao governo de Franco e coincidiu com o anúncio da formação da Frente Nacional de Luta pela Democracia, integrada por todas as organizações que se opõem à destituição de Lugo.

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