FMI exige mais austeridade à Grécia, novamente

Publicado em: 25/04/2017 às 15:50
FMI exige mais austeridade à Grécia, novamente

Com as declarações de Poul Thomsen, o FMI assume as exigências de Schäuble relativamente à Grécia e abre a porta à participação do Fundo num terceiro empréstimo até julho.

Em fevereiro, o Fundo Monetário Internacional publicou um relatório onde declarava publicamente que a dívida grega era “insustentável” e “explosiva”, declarando impossível que a Grécia cumprisse o excedente primário de 3,5% em 2018, uma exigência da Zona Euro com Schauble à cabeça.

E alertavam que, se a Alemanha não abrisse a porta à reestruturação da dívida grega, não participaria num terceiro resgate à Grécia que, com pagamentos de dívida em julho, terá de receber uma nova infusão de fundos para cumprir o serviço da dívida.

O impasse mantém-se mas, agora, Poul Thomsen dá um passo em frente, assumindo a exigência alemã de mais medidas de austeridade e a possibilidade de participar num terceiro empréstimo se a Alemanha assumir a reestruturação da dívida e a redução das metas de excedente primário de 3,5% para 1,9% em 2018.

Há meses que Dijsselbloem e Schäuble rasgaram o acordo com a Grécia definido no empréstimo de 2015, acusando a Grécia de aumentar as pensões e exigindo novas medidas de austeridade como compensação. Desde então, as negociações e avaliações mensais congelaram e estão num impasse, apesar do país apresentar um déficit primário (antes do serviço da dívida) gigantesco de 3,9% do PIB em 2016.

Com pagamentos avultados do serviço de dívida agendados para julho, a Grécia não tem neste momento qualquer margem de manobra para rejeitar as exigências da troika.

Para o Fundo Monetário Internacional, a dívida do país é objetivamente impagável, o que exige uma reestruturação para níveis sustentáveis. Contudo, não só recusam a hipótese de essa reestruturação incluir a dívida grega detida pelo próprio FMI como reafirmaram, este fim-de-semana, a exigência de novas “reformas estruturais”, ou seja, novas medidas de austeridade.

Fonte: esquerda.net

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