Feira e cooperativa estabelecem circuitos curtos de comercialização para produtos orgânicos

541888_511912428848738_1503059887_nOrganizados, agricultores conseguem produzir e consumidores conseguem comprar alimentos sem agrotóxicos e com menor impacto ambiental

Por Miriam Sperb.

Redução no desperdício de alimentos, nos custos com transporte e nas emissões de CO² são alguns argumentos a favor do encurtamento das distâncias entre quem produz e quem consome. Em Torres, a Feira Ecológica Lagoa do Violão e a Cooperativa de Consumidores Ecotorres colocam em prática essa proposta mais conhecida como “Km Zero”.

Na opinião do economista Fausto Araújo Santos Jr., o fato de o produto não ficar pra lá e pra cá é o grande mote em favor de iniciativas como a feira ecológica. Segundo dados da ONU, aproximadamente um terço de todo alimento produzido no mundo é desperdiçado por deficiências no transporte e colheita.

Para a agricultora Nara Martins, membro de uma das cinco associações que fazem a feira há quase dez anos, a melhor parte é não precisar se deslocar e ter menor custo com frete. “E é bom ter um comércio local onde teu produto fica dentro do município, gera dinheiro aqui”.

Com 104 associados e o trabalho voluntário de um Conselho Administrativo e um Conselho Fiscal, a Cooperativa de Consumidores de Produtos Ecológicos Ecotorres se mantém no mercado comercializando prioritariamente alimentos da agricultura familiar ecológica da região, inclusive dos agricultores da feira.

“As pessoas residentes nas cidades não podem ir às lavouras para comprar os produtos. Daí a importância da cooperativa fornecer esses alimentos comprovadamente orgânicos, ecologicamente corretos, com certificação e a garantia da honestidade de quem os produz”, explica o coordenador José Alberto Johann.

O coordenador do Centro Ecológico Laércio Meirelles, afirma que o apoio da ONG à construção de circuitos curtos de produção se dá pelos mesmos motivos da assessoria técnica à produção mais harmônica com o meio ambiente. “Eles têm um impacto ecológico e social bastante positivo para a sociedade em geral e para o agricultor em particular. Então se eu vendo minha produção ecológica num mercado local, eu estou economizando diesel, gasolina, emissão de CO² e estou permitindo que o agricultor tenha um contato mais direto com o consumidor, melhorando seu preço e aumentando também a sua possibilidade de entendimento do mercado”.

Fonte: Portal Satc.

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