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	<title>DESACATO</title>
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	<description>UM ESPAÇO A SERVIÇO DA SOBERANIA COMUNICACIONAL</description>
	<lastBuildDate>Sat, 04 Feb 2012 02:39:57 +0000</lastBuildDate>
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		<title>A ciberguerra contra Cuba</title>
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		<pubDate>Sat, 04 Feb 2012 02:38:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Caribe]]></category>
		<category><![CDATA[Cuba]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Estados Unidos]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Mauricio Manuel Reyes.
(Português/Español).
Um processo de desenvolvimento tecnológico vertiginoso e cada vez mais global gerou uma revolução na tecnologia da informação, que transformou progressivamente o modo de pensar, produzir, consumir, fazer comércio, administrar e de relacionamento entre as pessoas. Ele estabeleceu como cultura o conceito de “realidade virtual”, ou seja, o real não se resume [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><a href="http://desacato.info/2012/02/a-ciberguerra-contra-cuba/cuba-2/" rel="attachment wp-att-19789"><img class="alignleft size-full wp-image-19789" title="cuba" src="http://desacato.info/wp-content/uploads/2012/02/cuba.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>Por Mauricio Manuel Reyes.</strong></p>
<p>(Português/Español).</p>
<p>Um processo de desenvolvimento tecnológico vertiginoso e cada vez mais global gerou uma revolução na tecnologia da informação, que transformou progressivamente o modo de pensar, produzir, consumir, fazer comércio, administrar e de relacionamento entre as pessoas. <span id="more-19788"></span>Ele estabeleceu como cultura o conceito de “realidade virtual”, ou seja, o real não se resume ao mundo físico como há 20 anos, mas em uma unidade entre o tangível e o virtual.</p>
<p>Segundo um artigo divulgado pela agência <em>BBC Mundo</em>, no último dia 25, a rede digital global avança como um voraz furacão e poucas vezes houve uma oportunidade para deter esse caminho e refletir sobre o seu crescimento. Onde antes reinavam as vendas de estéreo hoje imperam as de auriculares. Se entrássemos em uma máquina do tempo e viajássemos dez anos no passado, descobriríamos que, para tirar uma foto, escutar música ou filmar um vídeo, eram necessários três aparelhos diferentes. Mas agora essas atividades, e outras mais, se converteram para um único equipamento: um telefone inteligente.</p>
<p>Logicamente, um processo de evolução tecnológica como este é dominado por monopólios que respondem às minorias mais poderosas. Favorece o amplo acesso para determinados segmentos ou grupos sociais e gera uma assimetria em relação a outros grupos populacionais – carentes de importância para os interesses do capitalismo global – que os desconectam cada vez mais dos serviços que geram poder cultural e econômico. Esta massa de pessoas sem possibilidades reais de incidir de forma plena em um mundo profundamente interconectado, é chamada por alguns pesquisadores de “O Quarto Mundo”.</p>
<p>É nesse cenário internacional desigual que avança a sociedade cubana, que utiliza seu limitado acesso ao ciberespaço como ferramenta educativa ao serviço de seus cidadãos e para a difusão da verdade; ao mesmo tempo em que o maior império da história, mediante um bloqueio econômico e comercial, impede esta pequena ilha de obter os recursos necessários para estender os serviços na web a seu povo. Esse governo que nos ataca e seus aliados europeus geram campanhas midiáticas, em que divulgam falácias como o suposto temor do governo cubano em liberar o acesso pleno à internet e suas redes sociais, mas censura toda informação sobre a permanente agressão tecnológica que enfrenta nosso país.</p>
<p>Este cerco não tem precedentes na história desde a segunda metade do século passado, quando muitos dos avanços técnico-científicos se converteram em instrumentos indispensáveis para a cruzada contra o Socialismo, como parte da Guerra Fria.</p>
<p>A administração Obama aprovou milionários fundos dirigidos para fomentar esse “cibermercenarismo” na ilha; difamar sobre Cuba através das tecnologias de comunicação, assim como formar plataformas digitais desenhadas expressamente para evadir o controle do Estado cubano. O próprio jornal The New York Times publicou em junho de 2010 que a Casa Branca lidera um esforço global para criar uma “internet das sombras” e sistemas de telefonia móveis para “dissidentes” com o objetivo de “minar governos incômodos”. Esse plano inclui projetos secretos dirigidos a estabelecer redes independentes e garantir a vários usuários o acesso sem fio ao ciberespaço mediante plataformas portáteis (Wi-Fi), fáceis de transportar via fronteiras.</p>
<p>Nesta estratégia de ingerência, é considerado “legal” para o governo estadunidense fabricar “ciberdissidentes” ou mercenários virtuais orientados a difundir mensagens manipuladas ou incitar à desobediência civil em Cuba, empregando ferramentas como Twitter, Facebook, blogs e outros.  Ante esta hostilidade permanente, não se descarta que, em um futuro imediato, sejam incrementadas ações subversivas na ilha, com o emprego das tecnologias e, inclusive, gerar ações de ciberguerra, que inclui a intervenção direta do Exército em uma guerra, sob a anuência das leis, apelando ao uso das redes informáticas que controlam as infraestruturas críticas de qualquer país.</p>
<p>De fato, a Casa Branca recentemente deu ao Departamento de Defesa a missão para desenvolver operações ofensivas no ciberespaço caso os Estados Unidos se vejam “ameaçados” por seus “adversários”. Se estas ações não forem suficientes para causar dano, se prevê aplicar a opção de intervenção militar. Para a materialização dessa estratégia, Obama criou a infraestrutura de um cibercomando, e seu marco legal foi chamado de “estratégia internacional norte-americana para o ciberespaço”.</p>
<p>A ciberguerra é potencializada pelo imperialismo para subverter outras nações, convertendo a Internet em um campo de batalha, onde se empregam como armas as ferramentas virtuais, computadores e redes digitais. Nesse esquema, a estratégia subversiva não é uma opção secundária, mas a preparação de uma guerra armada frontal, que sempre começa com a fabricação dos pretextos para uma invasão.</p>
<p>Contra Cuba, ela se materializa através da propagação permanente na web de conteúdos contrarrevolucionários por mercenários na ilha ou indivíduos e organizações anticubanas radicadas dentro do próprio território estadunidense e em países aliados na Europa.</p>
<p>O financiamento para estas atividades provém de 20 milhões de dólares anuais que o Congresso dos Estados Unidos destina para a subversão contra o país caribenho, o qual se canaliza através da USAID, organização especializada em planos desestabilizadores contra Cuba. Segundo um artigo publicado no site “As Razões de Cuba”, esta entidade recebeu cerca de 150 milhões de dólares desde 1990 para destruir a Revolução, sem obter êxito algum.</p>
<p>Este desperdício de dinheiro dos contribuintes norte-americanos causou preocupação no senador John Kerry, que, em 2010, questionou a utilidade real destes fundos ante a inefetividade das ações subversivas planejadas contra a ilha há décadas.</p>
<p>Outra organização desta mesma confraria, que também se incorporou à estratégia subversiva contra Cuba empregando componentes tecnológicos como instrumento essencial, é o IRI (Instituto Republicano Internacional), nascido em 1983 ante o auspício do então presidente Ronald Reagan.</p>
<p>No ano passado, a televisão, a imprensa escrita e as rádio cubanas revelaram os planos destinados a entregar equipamentos do IRI dirigidos a entregar equipes de comunicação a pessoas na ilha e criar plataformas digitais “independentes”. Elas têm o objetivo de “romper” o suposto bloqueio informativo; incrementar o acesso e o fluxo de informação sobre “democracia, direitos humanos e a livre empresa” a partir e dentro de Cuba, através de acesso sem censura à internet; particularmente objetivam prover tecnologia de ponta capaz de evitar as “restrições do governo cubano”, ação muito parecida à tentativa de desestabilização interna ocorrido em nações da África do Norte e Oriente Médio ou na fórmula empregada com a Líbia.</p>
<p>Nos últimos anos, o IRI financiou contratos para a manutenção e apoio de projetos tecnológicos em Cuba de caráter de ingerência. Eles custeiam viagens, consultorias, hardwares e hospedagens de administradores de redes, serviço de telefonia móvel e o apoio à criação de páginas virtuais por blogueiros ao serviço de Washington.</p>
<p>Essa estratégia, cuja finalidade à primeira vista parece inofensiva, como tenta fazer parecer o governo estadunidense e seus mercenários, é um plano concebido para a subversão e a espionagem contra nosso país. Para sua concretização, enviam emissários que viajam por toda ilha, fazem contatos, treinam e abastecem os cibermercenários. São atos ilegais do governo dos Estados Unidos.</p>
<p>Mas se fosse Cuba quem tentasse atacar os EUA introduzindo ilegalmente tecnologia para criar redes de “dissidentes”, não há dúvidas que seu governo interpretaria isso como um ato de guerra e o cibercomando do Pentágono, junto com a IV Frota, atacariam imediatamente nossa ilha.</p>
<p>Nessas aventuras subversivas com emprego de tecnologias de ponta, o IRI é acompanhado por  outra ONG: a Fupad (Fundação Panamericana para o Desenvolvimento). Criada em 1962 por ordem da OEA e apoio da CIA, é uma das beneficiárias dos fundos da USAID para promover a desestabilização interna na ilha.</p>
<p>Segundo o site Cuba Money Proyect, no ano de 2007, de um total de 13,3 milhões de dólares distribuídos pela USAID, foi assinado um contrato de 2,3 milhões para apoiar a contrarrevolução em nosso país; e, em 2009, de um orçamento de 15,620 milhões de dólares, a Fupad recebeu três milhões para prejudicar a maior de todas as Antilhas. Este financiamento garantia aos mercenários o fornecimento de blackberries, celulares de última geração, Bgan e outros dispositivos, que precisam ser ativados a partir de outros países a custos elevados.</p>
<p>Depois desta análise, é inegável que Cuba figura como um furo dentro do esquema de subversão, delito eletrônico e ciberguerra patrocinados pelos Estados Unidos. Em sua legítima defesa, nosso país deve continuar aumentando sua incorporação ao processo global de desenvolvimento da tecnologias de informação para proporcionar o avanço socioeconômico que desejamos, mas também para fortalecer o combate ideológico da internet e de suas redes sociais.</p>
<p>Para uma nação que, segundo a União Internacional de Telecomunicações, ocupa o quarto lugar no mundo no potencial de emprego das tecnologias de informação (em um ranking de 152 nações), é um verdadeiro feito empregar suas capacidades na defesa ante um inimigo que não descansará de nos agredir. E pela simples razão de termos escolhido um destino diferente para nosso povo. Como afirmou nosso Comandante-chefe em sua reflexão no último 24 de janeiro, perduramos como a “A fruta que nunca caiu” no seio do império.</p>
<p>Fonte em português: OperaMundi.</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;</p>
<h2>Ciberguerra vs Cuba: Los gobiernos incómodos del “Cuarto Mundo”</h2>
<p><strong>Por Mauricio Manuel Reyes.</strong></p>
<p>Un proceso de desarrollo tecnológico vertiginoso y cada vez más global ha generado una revolución en las infocomunicaciones, que transforma progresivamente el modo de pensar, producir, consumir, comerciar, gestionar y relacionarse entre las personas, estableciéndose como cultura el concepto de “virtualidad real”, es decir, lo real no es solo el mundo físico como hace 20 años, sino la unidad entre lo tangible y el universo virtual.</p>
<p>Según un artículo divulgado por la agencia <a href="http://noticias.latino.msn.com/tecnologia/una-radiograf%C3%ADa-de-internet-5" rel="nofollow" target="_blank">BBC Mundo el 25 de enero</a> pasado, la red digital global avanza como un voraz huracán y pocas veces hay oportunidad para detenerse en el camino y reflexionar sobre su crecimiento. Donde antes reinaban las ventas de estéreo hoy imperan las de auriculares. Si nos subiéramos a una máquina del tiempo y viajáramos 10 años atrás descubriríamos que para tomar una foto, escuchar música o filmar un video se empleaban tres dispositivos diferentes. Pero ahora estas actividades -y otras más- se han mudado a un solo equipo: el teléfono inteligente.</p>
<p>Como es lógico, un proceso de evolución tecnológica como este, dominado por monopolios que responden a las minorías más poderosas, favorece el amplio acceso para determinados segmentos o capas sociales y genera una asimetría con relación a otros grupos poblacionales &#8211; carentes de importancia para los intereses del capitalismo global &#8211; que los desconecta cada vez más de los servicios que generan poder cultural y económico. A esta masa de personas sin posibilidades reales de incidir de forma plena en el mundo profundamente interconectado, algunos investigadores lo denominan el “Cuarto Mundo”.</p>
<p>En ese escenario internacional desigual avanza la sociedad cubana, que utiliza su limitado acceso al ciberespacio como herramienta educativa al servicio de sus ciudadanos y para la difusión de la verdad; mientras el mayor imperio de la historia, mediante un bloqueo económico y comercial, le impide a esta pequeña isla obtener los recursos necesarios para extender los servicios en la web a su pueblo. Ese gobierno que nos ataca y sus aliados europeos, generan campañas mediáticas, mediante las cuales divulgan falacias como el supuesto temor del gobierno cubano a liberar el acceso pleno a Internet y sus redes sociales, a la vez que censura toda información sobre la permanente agresión tecnológica que enfrenta nuestro país.</p>
<p>Este cerco no tiene precedentes en la historia desde la segunda mitad del siglo pasado,<strong> </strong>cuando muchos de los avances científico-técnicos se convirtieron en instrumentos indispensables para la cruzada contra el Socialismo, como parte de la Guerra Fría.</p>
<p>La administración Obama ha aprobado millonarios fondos dirigidos a fomentar el cibermercenarismo en la isla; difamar sobre Cuba a través de las tecnologías de la comunicación, así como conformar plataformas digitales diseñadas expresamente para evadir el control del Estado cubano. El propio diario<a href="http://www.cubadebate.cu/noticias/2011/06/12/eeuu-crea-sistemas-invisibles-de-acceso-a-internet/"> The New York Times publicó en el mes de junio del 2010 </a>que la Casa Blanca lidera un esfuerzo global para crear una Internet a la “sombra” o “Internet en una maleta” y sistemas de telefonía móvil para “disidentes”, con el objetivo de “minar gobiernos incómodos”, lo que incluye proyectos secretos dirigidos a establecer redes independientes y garantizar a varios usuarios el acceso inalámbrico al ciberespacio mediante plataformas portátiles (Wi-Fi), fáciles de transportar por fronteras.</p>
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<div id="attachment_112656">
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 590px"><img src="http://www.cubadebate.cu/wp-content/uploads/2011/06/internet-maleta-580x394.jpg" alt="" width="580" height="394" /><p class="wp-caption-text">Red en una maleta. Un equipaje lleno de equipos suficientes para configurar una red autónoma, metropolitana Wi-Fi. La New America Foundation, un grupo de investigación no partidista, está desarrollando una red portátil, WiFi, basada en que podrían ser llevados a regiones enemigas de EEUU para crear redes independientes de una red controlada por el gobierno. Crédito: Philip Scott Andrews / The New York Times</p></div>
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</div>
<p>Bajo esta estrategia injerencista, es “legal” para el Ejecutivo estadounidense fabricar “ciberdisidentes” o mercenarios virtuales orientados a difundir mensajes manipulados o realizar llamamientos a la desobediencia civil en Cuba, empleando plataformas como Twitter, Facebook, Blogs y otras.  Ante esta hostilidad permanente, no se descarta que en el futuro inmediato se incremente las acciones subversivas hacia la isla con el empleo de las tecnologías, e incluso se generen acciones de ciberguerra, que supone la intervención directa del Ejército en una guerra con todas las de la ley, apelando al uso de las redes informáticas que controlan las infraestructura crítica de cualquier país.</p>
<p>De hecho, el jefe de la Casa Blanca recientemente facultó al Departamento de Defensa para desarrollar operaciones ofensivas en el ciberespacio si Estados Unidos se ve “amenazado” por sus “adversarios” incluso, si estas acciones no fueran suficiente por el  “daño” causado a la nación norteña, se prevé aplicar la opción de intervención militar. Para su materialización Obama creó el Cibercomando como infraestructura y el marco legal lo estableció con la “Estrategia Internacional Estadounidense para el Ciberespacio”.</p>
<p>La Ciberguerra es potenciada por el imperialismo para subvertir a otras naciones, convirtiendo a Internet en un campo de batalla, donde se emplean como armas las herramientas informáticas, computadoras y redes digitales. En ese esquema, la estrategia subversiva no es secundaria, sino la antesala de la guerra frontal en la que intervienen las armas y que siempre comienza con la fabricación de los pretextos para la invasión. Contra Cuba se materializa a través de la propagación permanente en la web de contenidos contrarrevolucionarios por mercenarios en la isla o individuos y organizaciones anticubanas radicadas en el propio territorio estadounidense y en países aliados de Europa.</p>
<p>El financiamiento para estas actividades proviene de los 20 millones de dólares anuales  que el Congreso de los Estados Unidos destina para la subversión contra el país caribeño, el cual se canaliza a través de la USAID, organización especializada en planes desestabilizadores contra Cuba. Según un artículo publicado en el sitio digital “Las Razones de Cuba”, esta entidad <a href="http://www.cubadebate.cu/noticias/2011/12/26/auditoria-reconoce-que-eeuu-empleo-mas-200-millones-para-cambiar-gobierno-en-cuba/">ha contado con 150 millones de dólares desde 1990 para destruir la Revolución, sin éxito alguno.</a></p>
<p>Este derroche del dinero de los contribuyentes norteamericanos, generó preocupación en el senador John Kerry, quien en el 2010 cuestionó la utilidad real de estos fondos ante la inefectividad de las acciones subversivas planeadas contra la isla durante décadas.</p>
<p>Otra organización de esta misma cofradía que también se incorporó a la estrategia subversiva contra Cuba empleando el componente tecnológico como instrumento esencial, es el Instituto Republicano Internacional (IRI), nacida en 1983 bajo el auspicio del entonces presidente Ronald Reagan.</p>
<p>El pasado año la prensa plana, la televisión y radio cubanas, puso al descubierto los planes del IRI dirigidos a entregar equipos de comunicación a personas en la isla y crear plataformas digitales “independientes” con el objetivo de “romper” el supuesto bloqueo informativo; incrementar el acceso y el flujo de información sobre “democracia, derechos humanos y la libre empresa hacia, desde y dentro de Cuba, a través de acceso sin censura a Internet”, particularmente a partir de proveer tecnología de punta capaz de evitar las “restricciones del gobierno cubano”, nada más parecido a un intento de desestabilización interna al estilo de lo ocurrido en naciones de África del Norte y Medio Oriente o la fórmula empleada con Libia.</p>
<p>En los últimos años el IRI ha financiado contratos para el mantenimiento y apoyo de proyectos tecnológicos en Cuba, de carácter injerencistas. Estos cubren el viaje, costos de consultoría, algún hardware y hospedaje de administradores de redes, servicio de telefonía móvil y el apoyo a la conformación de páginas web por blogueros al servicio de Washington.</p>
<p>Esa estrategia, cuya finalidad a simple vista parece inofensiva y así lo intenta promover el gobierno estadounidense y sus mercenarios, es un plan concebido para la subversión y el espionaje contra nuestro país. Para su aseguramiento envían emisarios que recorren toda la isla, contactan, entrenan y abastecen a los cibermercenarios, lo cual constituyen actos ilegales del gobierno de los Estados Unidos. Si fuera Cuba la que pretendiera cambiar el régimen imperante en esa nación e introdujera ilegalmente tecnología para crear redes de “disidentes”, no cabe dudas que su Ejecutivo lo consideraría un acto de guerra y el Cibercomando del Pentágono junto con la IV Flota atacarían inmediatamente a nuestra isla.</p>
<p>En estas aventuras subversivas con el empleo de tecnologías de punta, el IRI es acompañado por otra ONG: la Fundación Panamericana para el Desarrollo (FUPAD), creada en 1962 por mandato de la OEA y auspicio de la CIA, es una de las beneficiadas de los fondos de la USAID, para promover la desestabilización interna en la isla. Según el sitio web Cuba Money Proyect, en el año 2007, de un total de 13.3 millones de dólares distribuidos por la USAID, firmó un contrato por 2.3 millones para apoyar a la contrarrevolución en nuestro país; y en el 2009, de un presupuesto asignado de 15 620 000 millones de dólares, recibió 3 millones para iguales fines contra la mayor de las Antillas. Con este financiamiento garantiza el suministro para los mercenarios de blackberries, móviles de última generación, Bgan y otros artefactos, que necesitan activarse desde terceros países a altísimos costos.</p>
<p>Después de este análisis, es indudable que Cuba figura como un blanco seguro dentro del esquema de subversión, delito electrónico y ciberguerra patrocinados por Estados Unidos. En su legítima defensa, nuestro país debe continuar potenciando su incorporación al proceso global de desarrollo de las infocomunicaciones dirigido a lograr el avance socioeconómico que deseamos, pero también a fortalecer el combate ideológico en Internet y sus redes sociales.</p>
<p>Para una nación que <a href="http://www.cubadebate.cu/opinion/2011/01/29/cuba-supero-el-millon-de-graduados-universitarios/">según la Unión Internacional de Telecomunicaciones ocupa el cuarto lugar mundial en habilidades potenciales de sus ciudadanos en el empleo de las infocomunicaciones</a>, de un rango de 152<strong> </strong>naciones,<strong> </strong>constituye un reto emplear sus capacidades en la defensa ante un enemigo que no descansará de agredirnos a través de disímiles vías, incluido el ciberespacio, por la sencilla razón de haber escogido un destino diferente para su pueblo. Como afirmara nuestro Comandante en Jefe en su Reflexión del 24 de enero pasado, perdurar como “La fruta que no cayó” nunca en el seno del imperio.</p>
<p>Fuente: Cubadebate.cu</p>
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		<title>4 de fevereiro desde a minha sacada</title>
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		<pubDate>Sat, 04 Feb 2012 02:09:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[América do Sul]]></category>
		<category><![CDATA[América Nossa]]></category>
		<category><![CDATA[Venezuela]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Carola Chávez.
(Português/Español).
“Carola, meu bem, não saia que deram um golpe”. Era a voz preocupada da mãe da Gabi, minha amiga do peito, me avisando, para que não fosse levantar, como cada manhã, e sair meio dormida, acordando aos pouquinhos com goles de café. Enquanto meu carro, não sei como, me levava para a escola [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><a href="http://desacato.info/2012/02/4-de-fevereiro-desde-a-minha-sacada/4-fev/" rel="attachment wp-att-19775"><img class="alignleft size-full wp-image-19775" title="4 fev" src="http://desacato.info/wp-content/uploads/2012/02/4-fev.jpg" alt="" width="208" height="250" /></a>Por Carola Chávez.</strong></p>
<p>(Português/Español).</p>
<p>“Carola, meu bem, não saia que deram um golpe”. Era a voz preocupada da mãe da Gabi, minha amiga do peito, me avisando, para que não fosse levantar, como cada manhã, e sair meio dormida, acordando aos pouquinhos com goles de café. <span id="more-19773"></span>Enquanto meu carro, não sei como, me levava para a escola onde eu era a teacher. Não entendi nada, até acho que senti o alívio de poder dormir um par de horas a mais.</p>
<p>Acordei de repente, na minha casa, junto com meu cachorro Beto, sem muita comida, vários pacotes de bolachas e pouca coisa a mais; com a voz de meu pai do outro lado da linha, como tentando me cuidar, de me ensinar, coitadinho, procurando uma tranquilidade que ele próprio não sentia. “É que não podia acontecer outra coisa, não deixaram mais caminho.” –Ouvi dizer a meu pai antes de que caísse, por enésima vez e definitivamente a comunicação, que era meu único ligação com a coerência e a possibilidade de entender.</p>
<p>E depois o “Por enquanto” de aquele soldado magro de olhos pequeninhos que me diziam algo que não conseguia decifrar naquele momento, lá, sentada no meu sofá, meio atordoada, sem meu pai… “Os objetivos não foram alcançados” Assim que existem objetivos? Então é verdade que tem remédio para a irremediável mediocridade<em> adeco-copeyana</em>  que eu pensava que nos tinha condenados? Trovoava um panelaço em toda Caracas, quem sabe no país todo, e  eu tocava a panela, Beto latia… talvez tinha esperança, sim.</p>
<p>Meu vago entendimento se tornou certeza depois, de volta ao trabalho na escola, quando o Ministério da Educação mandou sua supervisora nos obrigar, amavelmente, a explicar para as crianças a versão oficial do golpe, sob pena de quem sabe que coisa, mas com certeza que algo horrível de acordo com o gesto da supervisora.</p>
<p>Além de apagar o nome de Chávez da história recente, e de jogar fora aquela magnífica foto enorme, a toda cor, boina vermelha, que nos deu de presente a capa do Diário de Caracas; tínhamos que falar para as crianças que não sentimos esperança, mas pavor da ditadura, e se por azar quando lhes explicávamos a ditadura você sentia que lhes estava narrando a situação do país, e percebias com dor que a democracia não existia, porque você o engolia e continuava mentindo para as crianças… Pelo bem da nação, -disse a supervisora, mas eu senti que mais que da nação falava de meu cangote.</p>
<p>O 4 de fevereiro era inevitável e mais: era necessário -dessa vez pelo bem da Nação, sim, Sra. supervisora adeca-. Agora eu sei disso, me consta. Então só pressenti que já nada seria igual desde aquele dia em que foi a mina vez de matar angústias a ponta de bolachas e perguntas, enquanto via desde a minha sacada como os outros faziam a história.</p>
<p>Acontece que, muitas vezes, desde o leste de Caracas, as coisas profundas só se veem desde cima.</p>
<p>Versão em português: Tali Feld Gleiser.</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;-</p>
<h2>El 4 de febrero desde mi balcón</h2>
<p><strong>Por Carola Chávez.</strong></p>
<p>&#8220;Carola, mi amor, no salgas que dieron un golpe” -Era la voz preocupada de la mamá de Gabi, mi amiga del alma, avisándome, para que no me fuera a levantar, como cada mañana, y salir medio dormida, despertando poco a poco a sorbitos de café mientras mi carro, no sé cómo, me llevaba al colegio donde yo era la teacher. No entendí nada, hasta creo que sentí el alivio de poder dormir un par de horas más.</p>
<p>Desperté de golpe, en mi casa, junto a mi perro Beto, sin mucha comida, varios paquetes de galletas y poca cosa más; con la voz de mi papá al otro lado de la línea, como tratando de cuidarme, de enseñarme, pobrecito, buscando una tranquilidad que él mismo no sentía. “Es que no podía pasar otra cosa, no dejaron más camino.” -Escuché decir a mi papá antes de que se cortara, por enésima vez y definitivamente, la comunicación que era mi único hilo con la coherencia y la posibilidad de entender.</p>
<p>Y luego el “Por ahora” de aquel soldado flaco de ojos chiquitos que me decían algo que no alcanzaba a descifrar entonces, allá, sentada en mi sofá, medio aturdida, sin mi papá… “Los objetivos no fueron alcanzados” ¿Así que hay objetivos? ¿Entonces es verdad que hay remedio para la irremediable mediocridad adeco-copeyana a la que nos creí condenados? Tronaba un cacerolazo en toda Caracas, quizá en todo el país, y yo caceroleaba, Beto ladraba… tal vez sí había esperanza.</p>
<p>Mi vago entendimiento se convirtió en certeza después, de vuelta al trabajo en el cole, cuando el Ministerio de Educación mandó a su supervisora a obligarnos, amablemente, a explicar a los niños la versión oficial del golpe, so pena de quién sabe qué cosa, pero seguro que algo horrendo según el gesto de la funcionaria.</p>
<p>Además de borrar el nombre de Chávez de la historia reciente, y de botar aquella magnífica foto enorme, a todo color, boina roja, que nos regaló la primera plana del Diario de Caracas; teníamos que decirle a los niños que no sentimos esperanza sino terror a la dictadura, y si por mala suerte al explicarles la dictadura sentías que les estabas narrando la situación del país, y notabas, dolorosamente, que la democracia no existía, pues te lo tragabas y seguías mintiéndole tus niños… Por el bien de la nación, -dijo la supervisora, pero yo sentí que más que de la nación hablaba de mi pescuezo.</p>
<p>El 4 de febrero era inevitable y más: era necesario -esta vez sí por el bien de la Nación, Sra. supervisora adeca-. Eso lo sé ahora, me consta. Entonces solo presentí que ya nada sería igual desde aquel día en que me tocó matar angustias a punta de galletas y preguntas, mientras miraba desde mi balcón cómo otros hacían la historia.</p>
<p>Es que, muchas veces, desde el este de Caracas, las cosas profundas solo se ven por encimita.</p>
<div class="tweetthis" style="text-align:left;"><p> <a target="_blank" rel="nofollow" class="tt" href="http://twitter.com/intent/tweet?text=4+de+fevereiro+desde+a+minha+sacada+http%3A%2F%2Fis.gd%2Fd4H6TB"><img class="nothumb" src="http://desacato.info/wp-content/plugins/tweet-this/icons/en/twitter/tt-twitter-micro3.png" alt="Post to Twitter" /></a> <a target="_blank" rel="nofollow" class="tt" href="http://www.facebook.com/share.php?u=http://desacato.info/2012/02/4-de-fevereiro-desde-a-minha-sacada/&amp;t=4+de+fevereiro+desde+a+minha+sacada" title="Post to Facebook"><img class="nothumb" src="http://desacato.info/wp-content/plugins/tweet-this/icons/en/facebook/tt-facebook-micro3.png" alt="Post to Facebook" /></a> <a target="_blank" rel="nofollow" class="tt" href="http://delicious.com/post?url=http://desacato.info/2012/02/4-de-fevereiro-desde-a-minha-sacada/&amp;title=4+de+fevereiro+desde+a+minha+sacada" title="Post to Delicious"><img class="nothumb" src="http://desacato.info/wp-content/plugins/tweet-this/icons/en/delicious/tt-delicious-micro3.png" alt="Post to Delicious" /></a> <a target="_blank" rel="nofollow" class="tt" href="https://mail.google.com/mail/?ui=2&amp;view=cm&amp;fs=1&amp;tf=1&amp;su=4+de+fevereiro+desde+a+minha+sacada&amp;body=Link:+http://desacato.info/2012/02/4-de-fevereiro-desde-a-minha-sacada/%0D%0A%0D%0A----%0D%0A+Por+Carola+Ch%C3%A1vez.%0D%0A%0D%0A%28Portugu%C3%AAs%2FEspa%C3%B1ol%29.%0D%0A%0D%0A%E2%80%9CCarola%2C+meu+bem%2C+n%C3%A3o+saia+que+deram+um+golpe%E2%80%9D.+Era+a+voz+preocupada+da+m%C3%A3e+da+Gabi%2C+minha+amiga+do+p..." title="Send Gmail"><img class="nothumb" src="http://desacato.info/wp-content/plugins/tweet-this/icons/en/gmail/tt-gmail-micro3.png" alt="Send Gmail" /></a></p></div>]]></content:encoded>
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		<title>Turquia: Jornalistas presos sob lei antiterrorista</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Feb 2012 16:22:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Soberania Comunicacional]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://desacato.info/?p=19747</guid>
		<description><![CDATA[Por Alejandro Haddad.
Durante el pasado año, 104 periodistas y 30 distribuidores han sido encarcelados en Turquía en el marco de la Ley Antiterrorista por supuestas vinculaciones con organizaciones ilegales. De los 134 trabajadores, 94 son kurdos.
En el contexto de la Ley Penal de Turquía (TCK, según la sigla en turco) y de la Ley Antiterrorista [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por Alejandro Haddad.</strong><a href="http://desacato.info/2012/02/turquia-jornalistas-presos-sob-lei-antiterrorista/turquia-png/" rel="attachment wp-att-19752"><img class="alignleft size-full wp-image-19752" title="turquia.png" src="http://desacato.info/wp-content/uploads/2012/02/turquia.png.jpg" alt="" width="300" height="211" /></a></p>
<p>Durante el pasado año, 104 periodistas y 30 distribuidores han sido encarcelados en Turquía en el marco de la Ley Antiterrorista por supuestas vinculaciones con organizaciones ilegales. De los 134 trabajadores, 94 son kurdos.<span id="more-19747"></span></p>
<p>En el contexto de la Ley Penal de Turquía (TCK, según la sigla en turco) y de la Ley Antiterrorista (TMK, según la sigla en turco), los periodistas son investigados por razones “políticas” en lugar de “legales”. Sobre ellos pesan acusaciones que los vinculas a organizaciones declaradas ilegales por el estado turco, sean éstas armadas o no.</p>
<p>La vaguedad de las acusaciones se materializa en el hecho de que solo 6 de los 134 detenidos fueron acusados y procesados por la producción y/o publicación de sus escritos. Ellos son Vedat Kursun, Ruken Ergün y Ozan K?l?nç del periódico kurdo Azadiya Welat; Erdo?an Altan y Kadri Kaya de la agencia de noticias DIHA; y Bedri Adan?r.</p>
<p>Sobre ellos se ha aplicado el concepto de prisión preventiva para prevenir situaciones como “presión sobre testigos”, “destruir, ocultar o cambiar evidencia” o el “peligro de fuga”. La tradición judicial turca, al igual que en América Latina, está acostumbrada a alojar tras las rejas a los supuestos delincuentes durantes meses, e incluso años, hasta tanto encontrar alguna prueba. El tiempo en prisión no será reconocido.</p>
<p>Penas que son condenas</p>
<p>De los 104 periodistas solo 27 han sido condenados mientras que otros 34 fueron detenidos sin indicios sólidos. La condena de 23 reporteros (dos de ellos del periódico Azadiya Welat) ha sido establecida en 167 años y diez meses de prisión, otorgándoles así una esperanza de vida longeva al tiempo que a otros 4 le decretaron el día de su muerte aplicándole condenas de cadena perpetua.</p>
<p>La justicia turca tiene la pena de pertenecer a un estado que niega la existencia de minorías étnicas. La ley detenta contra ellas en materia lingüística, territorial y cultural.</p>
<div class="tweetthis" style="text-align:left;"><p> <a target="_blank" rel="nofollow" class="tt" href="http://twitter.com/intent/tweet?text=Turquia%3A+Jornalistas+presos+sob+lei+antiterrorista+http%3A%2F%2Fis.gd%2FtC7dHp"><img class="nothumb" src="http://desacato.info/wp-content/plugins/tweet-this/icons/en/twitter/tt-twitter-micro3.png" alt="Post to Twitter" /></a> <a target="_blank" rel="nofollow" class="tt" href="http://www.facebook.com/share.php?u=http://desacato.info/2012/02/turquia-jornalistas-presos-sob-lei-antiterrorista/&amp;t=Turquia%3A+Jornalistas+presos+sob+lei+antiterrorista" title="Post to Facebook"><img class="nothumb" src="http://desacato.info/wp-content/plugins/tweet-this/icons/en/facebook/tt-facebook-micro3.png" alt="Post to Facebook" /></a> <a target="_blank" rel="nofollow" class="tt" href="http://delicious.com/post?url=http://desacato.info/2012/02/turquia-jornalistas-presos-sob-lei-antiterrorista/&amp;title=Turquia%3A+Jornalistas+presos+sob+lei+antiterrorista" title="Post to Delicious"><img class="nothumb" src="http://desacato.info/wp-content/plugins/tweet-this/icons/en/delicious/tt-delicious-micro3.png" alt="Post to Delicious" /></a> <a target="_blank" rel="nofollow" class="tt" href="https://mail.google.com/mail/?ui=2&amp;view=cm&amp;fs=1&amp;tf=1&amp;su=Turquia%3A+Jornalistas+presos+sob+lei+antiterrorista&amp;body=Link:+http://desacato.info/2012/02/turquia-jornalistas-presos-sob-lei-antiterrorista/%0D%0A%0D%0A----%0D%0A+Por+Alejandro+Haddad.%0D%0A%0D%0ADurante+el+pasado+a%C3%B1o%2C+104+periodistas+y+30+distribuidores+han+sido+encarcelados+en+Turqu%C3%ADa+en+el+marco+de+la+Ley+Antiterr..." title="Send Gmail"><img class="nothumb" src="http://desacato.info/wp-content/plugins/tweet-this/icons/en/gmail/tt-gmail-micro3.png" alt="Send Gmail" /></a></p></div>]]></content:encoded>
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		<title>A mãe sereia, uma crônica</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Feb 2012 16:21:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Fernanda Cunha.
“Uma mãe, cujos filhos são peixes”. Soa estranho para muitos, mas é esta a definição de uma das divindades mais cultuadas no Brasil. Neste dois de fevereiro milhões procuraram as águas para pedir, agradecer e homenagear Iemanjá.
Sim, é ela a mãe dos peixes, Ye-omo-ejá, na língua africana, é também a mãe de todos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_19753" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://desacato.info/2012/02/a-mae-sereia-uma-cronica/iemanja/" rel="attachment wp-att-19753"><img class="size-full wp-image-19753 " title="iemanja" src="http://desacato.info/wp-content/uploads/2012/02/iemanja.jpg" alt="" width="300" height="204" /></a><p class="wp-caption-text">Foto: Marcos Labanca/H2Foz</p></div>
<p><span><strong>Por Fernanda Cunha.</strong></span></p>
<p>“Uma mãe, cujos filhos são peixes”. Soa estranho para muitos, mas é esta a definição de uma das divindades mais cultuadas no Brasil. Neste dois de fevereiro milhões procuraram as águas para pedir, agradecer e homenagear Iemanjá.<span id="more-19748"></span></p>
<p>Sim, é ela a mãe dos peixes, Ye-omo-ejá, na língua africana, é também a mãe de todos nós. Para os místicos ela representa o poder da geração, a “Grande Mãe”, o “Sagrado Feminino”, a “Dona dos Oris (cabeças)”. Para outros é uma santa, Nossa Senhora dos Navegantes. O fato é que Iemanjá arrasta uma multidão de apaixonados, devotos, curiosos e toda sorte de gente que procura sua proteção.</p>
<p>No Brasil as religiões africanas ainda sofrem com a marginalização e a estereotipagem, decorrentes da falta de conhecimento e dos longos anos de lavagem cerebral. Se o berço da nossa civilização é a África, por que denegrir sua cultura e suas divindades? Foram aqueles que ajudaram na formação deste País que trouxeram o culto aos orixás, antes deles também havia por aqui somente o culto às forças da natureza. Era o que faziam os povos nativos.</p>
<p>Orixás são forças. Água, vento, terra, chuva, tempo, ar&#8230; E acredite ou não, cada ser humano tem o seu. Digo isto porque durante muito tempo acreditei que tudo era apenas mitologia e diga-se de passagem, uma mitologia bela e riquíssima, que merecia ser mais conhecida. Certo dia, uma experiência incomum me fez mudar o pensamento. Até faz lembrar Caetano, com Milagres do Povo&#8230; “Quem é ateu e viu milagres como eu, sabe que os deuses sem Deus não cessam de brotar, nem cansam de esperar (&#8230;)”.</p>
<p>Pelas mãos de uma índia fabulosa, cujo olhar até hoje guardo na memória, mergulhei numas águas frias e calmas, com um balanço leve e ritmado. Assim, bem devagar fui obtendo algumas respostas que há muito procurava. Por fim, com os pés e as mãos molhadas descobri que tenho uma mãe que é sereia.</p>
<div class="tweetthis" style="text-align:left;"><p> <a target="_blank" rel="nofollow" class="tt" href="http://twitter.com/intent/tweet?text=A+m%C3%A3e+sereia%2C+uma+cr%C3%B4nica+http%3A%2F%2Fis.gd%2FtBrZnG"><img class="nothumb" src="http://desacato.info/wp-content/plugins/tweet-this/icons/en/twitter/tt-twitter-micro3.png" alt="Post to Twitter" /></a> <a target="_blank" rel="nofollow" class="tt" href="http://www.facebook.com/share.php?u=http://desacato.info/2012/02/a-mae-sereia-uma-cronica/&amp;t=A+m%C3%A3e+sereia%2C+uma+cr%C3%B4nica" title="Post to Facebook"><img class="nothumb" src="http://desacato.info/wp-content/plugins/tweet-this/icons/en/facebook/tt-facebook-micro3.png" alt="Post to Facebook" /></a> <a target="_blank" rel="nofollow" class="tt" href="http://delicious.com/post?url=http://desacato.info/2012/02/a-mae-sereia-uma-cronica/&amp;title=A+m%C3%A3e+sereia%2C+uma+cr%C3%B4nica" title="Post to Delicious"><img class="nothumb" src="http://desacato.info/wp-content/plugins/tweet-this/icons/en/delicious/tt-delicious-micro3.png" alt="Post to Delicious" /></a> <a target="_blank" rel="nofollow" class="tt" href="https://mail.google.com/mail/?ui=2&amp;view=cm&amp;fs=1&amp;tf=1&amp;su=A+m%C3%A3e+sereia%2C+uma+cr%C3%B4nica&amp;body=Link:+http://desacato.info/2012/02/a-mae-sereia-uma-cronica/%0D%0A%0D%0A----%0D%0A+%0D%0A%0D%0APor+Fernanda+Cunha.%0D%0A%0D%0A%E2%80%9CUma+m%C3%A3e%2C+cujos+filhos+s%C3%A3o+peixes%E2%80%9D.+Soa+estranho+para+muitos%2C+mas+%C3%A9+esta+a+defini%C3%A7%C3%A3o+de+uma+das+divindades+mais+cultuada..." title="Send Gmail"><img class="nothumb" src="http://desacato.info/wp-content/plugins/tweet-this/icons/en/gmail/tt-gmail-micro3.png" alt="Send Gmail" /></a></p></div>]]></content:encoded>
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		<title>Fibra</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Feb 2012 13:43:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Florianópolis]]></category>
		<category><![CDATA[Santa Catarina]]></category>

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		<description><![CDATA[
Por Fernando Evangelista.

Vocês já ouviram falar da Coepad?
A Coepad é a primeira cooperativa no Brasil, e uma das únicas no mundo, formada por portadores de deficiência intelectual.  (Em setembro do ano passado, escrevi um texto sobre este assunto aqui no Desacato).
Com papel reciclado, a Coepad produz agendas, cadernos, canudos de formatura, bolsas ecológicas, entre outras [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>
<p><strong>Por Fernando Evangelista.<br />
</strong></p>
<p>Vocês já ouviram falar da Coepad?</p>
<p>A Coepad é a primeira cooperativa no Brasil, e uma das únicas no mundo, formada por portadores de deficiência intelectual.  (Em setembro do ano passado, escrevi um texto sobre este assunto aqui no Desacato).<span id="more-19732"></span></p>
<p>Com papel reciclado, a Coepad produz agendas, cadernos, canudos de formatura, bolsas ecológicas, entre outras coisas. Sem nenhum tipo de patrocínio, ela depende da comercialização desses produtos para sobreviver.</p>
<p>A sede é no Estreito, parte continental de Florianópolis, e o principal ponto de vendas é uma lojinha no Centro de Cultura e Eventos da UFSC.</p>
<p>Juliana Kroeger e eu produzimos um documentário sobre esta história, com lançamento previsto para março deste ano. O nome do documentário é Fibra. O trailer, bem curto, um minuto e pouco, é este aqui: <iframe src="http://player.vimeo.com/video/35545111?title=0&amp;byline=0&amp;portrait=0" frameborder="0" width="400" height="265"></iframe></p>
<p><a href="http://vimeo.com/35545111">Trailer do documentário Fibra</a> from <a href="http://vimeo.com/docdois">Doc Dois</a> on <a href="http://vimeo.com">Vimeo</a>.</p>
<p>Assistam e, se gostarem, divulguem. A divulgação de vocês é importante para que a Coepad seja mais conhecida e continue crescendo.</p>
<p>Quem quiser saber mais sobre o documentário, pode acessar <a href="http://www.docdois.com.br/" target="_blank">www.docdois.com.br</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Fernando Evangelista</strong> é jornalista.</p>
</div>
<div class="tweetthis" style="text-align:left;"><p> <a target="_blank" rel="nofollow" class="tt" href="http://twitter.com/intent/tweet?text=Fibra+http%3A%2F%2Fis.gd%2FV5hiCm"><img class="nothumb" src="http://desacato.info/wp-content/plugins/tweet-this/icons/en/twitter/tt-twitter-micro3.png" alt="Post to Twitter" /></a> <a target="_blank" rel="nofollow" class="tt" href="http://www.facebook.com/share.php?u=http://desacato.info/2012/02/fibra/&amp;t=Fibra" title="Post to Facebook"><img class="nothumb" src="http://desacato.info/wp-content/plugins/tweet-this/icons/en/facebook/tt-facebook-micro3.png" alt="Post to Facebook" /></a> <a target="_blank" rel="nofollow" class="tt" href="http://delicious.com/post?url=http://desacato.info/2012/02/fibra/&amp;title=Fibra" title="Post to Delicious"><img class="nothumb" src="http://desacato.info/wp-content/plugins/tweet-this/icons/en/delicious/tt-delicious-micro3.png" alt="Post to Delicious" /></a> <a target="_blank" rel="nofollow" class="tt" href="https://mail.google.com/mail/?ui=2&amp;view=cm&amp;fs=1&amp;tf=1&amp;su=Fibra&amp;body=Link:+http://desacato.info/2012/02/fibra/%0D%0A%0D%0A----%0D%0A+%0D%0A%0D%0APor+Fernando+Evangelista.%0D%0A%0D%0A%0D%0AVoc%C3%AAs+j%C3%A1+ouviram+falar+da+Coepad%3F%0D%0A%0D%0AA+Coepad+%C3%A9+a+primeira+cooperativa+no+Brasil%2C+e+uma+das+%C3%BAnicas+no+mundo%2C+for..." title="Send Gmail"><img class="nothumb" src="http://desacato.info/wp-content/plugins/tweet-this/icons/en/gmail/tt-gmail-micro3.png" alt="Send Gmail" /></a></p></div>]]></content:encoded>
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		<title>O Egito real</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Feb 2012 13:38:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Elaine Tavares.
01.02.2012 &#8211; A terra dos faraós sempre foi muito forte no meu imaginário. Desde bem pequena as histórias de deuses e reis daquele distante lugar na África habitavam em mim por conta de uma “estranha” mania do meu pai, que era a de comprar livros de todos os vendedores que batiam às portas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://desacato.info/2012/02/o-egito-real/egito-2-3/" rel="attachment wp-att-19731"><img class="alignleft size-medium wp-image-19731" title="Egito 2" src="http://desacato.info/wp-content/uploads/2012/02/Egito-2-300x146.jpg" alt="" width="300" height="146" /></a>Por Elaine Tavares.</p>
<p>01.02.2012 &#8211; A terra dos faraós sempre foi muito forte no meu imaginário. Desde bem pequena as histórias de deuses e reis daquele distante lugar na África habitavam em mim por conta de uma “estranha” mania do meu pai, que era a de comprar livros de todos os vendedores que batiam às portas de casa.<span id="more-19730"></span> Naqueles livros vinham as mais loucas narrações dos mundos mais distantes, com seus mitos e belezas. Então, era essa terra que eu tinha na cabeça quando desembarquei no Cairo, três dias antes do aniversário da chamada “revolução” que depôs Hosni Mubarak depois de 30 anos de governo. Muito do que vivia em mim foi fortalecido e outras tantas coisas se agregaram, misteriosas e fortes. O que ficou de saldo foi a certeza de que esse país milenário tem uma gente brava, corajosa, crédula e apaixonada. Nas ruas, homens e mulheres reais falam sobre seus sonhos, suas esperanças, seus medos e seus mais secretos desejos de amor. O grande território de Misr (nome original do Egito), de mais de um milhão de quilômetros quadrados, é um espaço de esperanças, mas sem ilusões. As gentes sabem que nada está dado. Há ainda muita coisa para conquistar.</p>
<p>O que antes não se fazia</p>
<p>A leva de turistas que esperava na entrada do Vale dos Reis, em Luxor, se via diante de uma novidade. O serviço de visitas estava parado. Os trabalhadores que dirigem os carrinhos que levam os visitantes até bem perto das tumbas faziam uma greve exigindo aumento no salário. Havia uma intensa algaravia, como se brigassem entre si, mas, que nada, é o jeito egípcio de protestar, falando alto e forte. Vinte homens fazem o serviço de carregar turistas durante todo o dia em carrinhos a motor, ganhando menos de 20 dólares ao mês, enquanto o estado arrecada um dólar por turista. A considerar que o número de visitantes pode chegar a cinco mil pessoas ao dia, eles entendem que é hora de levar uma fatia maior do quinhão. “Isso aí era impensável antes da revolução. Agora os trabalhadores sentem que têm direito de protestar e lutar por coisa melhor. A cada hora estoura uma greve no Egito”, comenta Abdelaziz, que trabalha como guia. Mesmo a juventude que vive de vender postais, lenços e lembrancinhas – no trabalho informal – começou a fazer exigências.</p>
<p>A região do Vale dos Reis é o mundo dos artesãos. Era assim no tempo dos faraós, quando dali saiam os mestres que deixaram ao mundo a beleza gravada nas pedras dos templos, e é assim agora. Cada uma das casinhas simples que se vê na paisagem arenosa é uma fábrica e a mesma arte das pirâmides segue sendo produzida dia após dia. A diferença é que antes faziam seu trabalho para os deuses, agora disputam os dólares dos turistas. Naquele lugar a vida parece congelada, como se nada tivesse mudado, mas isso é só aparente. Enquanto talham pedras e fazem desenhos, os egípcios da região de Luxor buscam vida melhor. Foi assim com Karim, de 31 anos, que tão logo explodiu a luta no Cairo, em janeiro de 2011, deixou tudo para trás e se foi a protestar. “Havia um sentimento nacional contra Mubarak, a morte do blogueiro em Alexandria no mês de dezembro de 2010 foi o estopim. A mudança já estava em curso e toda a gente queria participar”. Agora, passado um ano o que parece é que o Egito ainda está alerta. “Nada está acabado. Vamos ter de esperar para ver o que fazem os irmãos muçulmanos e ainda há que ver Mubarak numa prisão de verdade”.</p>
<p>O sentimento de que se pode falar e dizer não ao sistema se expressa até nos lugares mais sagrados. Zizo, morador de um pequeno povoado da região norte, conta que outro dia, na mesquita, quando o imã (sacerdote muçulmano) falava mal dos jovens que haviam morrido nos dias de luta de janeiro de 2011, um rapaz que estava rezando se levantou e gritou: “ `não fale de política no púlpito. Limite-se às coisas de Alá´. Isso é coisa que nunca aconteceu, interpelar um imã. Agora acontece. Se pode falar”. Nos dias duros da revolução 84 pessoas foram assassinadas pelas forças de repressão. São mártires e ai daquele que ousar dizer que isso não é verdade.</p>
<p>Nada para celebrar</p>
<p>O dia 25 de janeiro é um feriado nacional no Egito bem antes da vitória da revolução &#8211; celebra-se o dia da vitória das tropas egípcias contra o exército britânico em 1952 – mas, hoje, o que era uma festa da polícia virou hora da ação popular. Daí que por todo o país se armaram protestos e aglomerações. As marchas começaram nesse dia e encerraram no dia 27, sexta-feira, que é dia de descanso para os muçulmanos, o que permite que todos possam sair às praças para protestar. No Cairo milhões de pessoas foram às ruas, mas a movimentação podia ser vista em cada cidadezinha do país. As coisas ainda estão inacabadas e os motivos pelos quais morreram pessoas ainda não se cumpriram.</p>
<p>Muhamad M. tem 33 anos e há 12 anos trabalha no comércio de Luxor. É formado em história, mas a carreira de professor no Egito é bastante amarga e ele decidiu atuar no turismo. Nos dias de convulsão do janeiro passado também fechou seu negócio e se foi ao Cairo. “Aqui no Egito existe um dado histórico bem interessante. A cada 100 anos fazemos uma revolução. A última foi em 1922, contra os ingleses, então era certo que algo haveria de passar agora”. Ele conta que quando Mubarak assumiu o poder em 1981 o povo do Egito acreditava na sua proposta. As gentes ainda viviam em estado de guerra, por conta dos conflitos contra Israel (primeiro com Nasser, derrotado e depois com Al Sadat, vitorioso), muitos haviam morrido e tudo o que se queria era paz. E foi isso que Mubarak prometeu. “O fato é que os primeiros dez anos de governo foram bons. A guerra acabou, havia paz, ele começou a reestruturar o turismo, o dinheiro começou a entrar, havia contato com o povo, os professores, os jornalistas. Isso foi importante para nós”. De qualquer forma todo esse desenvolvimento era promovido pelas instituições financeiras estadunidenses e também a dívida externa cresceu muito. Também havia o forte apoio político dos EUA uma vez que tendo Mubarak como aliado era fortalecida a política de ocupação estratégica da porta oriental.</p>
<p>Em 1990, quando o Iraque atacou o Kuwait, os Estados Unidos cobraram a fatura e pediram ajuda ao então presidente. Ele imediatamente se colocou contra a invasão e mandou soldados para lutar com o Kuwait. De repente Mubarak se viu procurado por vários chefes de estado, o Egito era um espaço estratégico na proposta de destruição do Iraque encampada pelos Estados Unidos, e começou a achar que era como um faraó, filho de deus. Nesse período a dívida externa de sete bilhões de dólares foi perdoada e ele se entregou totalmente aos interesses dos Estados Unidos. “Foi nessa época que ele começou a agir como dono do Egito e já aí começaram os protestos. A coisa começou a esquentar mesmo foi no ano 2000 quando Mubarak anunciou que estava preparando seu filho, Gamal Mubarak, para assumir a presidência. Ninguém queria isso, Gamal era muito jovem, sem experiência e havia outras pessoas no Egito mais capacitadas para o cargo. Foi desde aí que começou a se gestar a revolução.”</p>
<p>Ibrahim Y., 44 anos, é ativista político e está na luta contra Mubarak desde o final dos anos 90. Segundo ele, os protestos e as manifestações que eram feitas até janeiro de 2011 eram pequenas e restritas aos militantes socialistas ou ligados a movimentos mais radicais como a irmandade muçulmana – que hoje controla a Assembléia do Povo. “Nos anos 90 houve ataques radicais, muita violência do estado, e depois de 2000 já fazíamos protestos nas praças, mas éramos quatro ou cinco”. Foi só depois de 2005 (ano da quinta eleição consecutiva de Mubarak) que, com a expansão da internet, uma juventude conectada começou a divulgar nos blogs e nas redes sociais as falcatruas do governo egípcio, tornando as informações que antes circulavam em ambientes restritos, internacionalizadas.</p>
<p>Mubarak colocou em ação as forças de inteligência e de repressão até que, em dezembro de 2010, os militares invadiram um café onde estava um jovem blogueiro- Khaled Saaed, 28 anos – conhecido nacionalmente por seus escritos críticos, e o golpearam até a morte. Foi o estopim que detonou o processo revolucionário. Milhares de pessoas saíram às ruas em protesto contra a violência das forças do governo. “No começo foi um movimento de pura raiva. As pessoas saíam às ruas exigindo justiça pelo assassinato de Khaled. Depois, com a força que ia se formando na rua, o movimento começou a se politizar. O povo foi vendo que dava para exigir mais. Mubarak era um ladrão, estava esgotando o Egito. Desde aquele momento, os egípcios entendiam que era hora de ele deixar o poder”.</p>
<p>A revolução ainda não se cumpriu<br />
O que se viu no Egito no mês de janeiro de 2011 o mundo todo acompanhou. Milhões nas ruas, acampamentos gigantescos, revide violento da ordem, até que em fevereiro, depois de muitas mortes, feridos e presos, a força popular logrou depor o homem que governara por 30 anos e que preparava seu filho mais velho para outra fase da “dinastia”.   Desde aí o país foi se preparando para uma nova fase, com eleições diretas, escolha de uma Assembleia do Povo e preparação de nova Constituição. Mas, o que aparecia como uma grande vitória popular foi tendo outras feições. Uma junta de governo provisória foi formada por militares, coisa que não agradou ninguém. Por conta disso os protestos voltaram a acontecer. Além disso, familiares dos jovens mortos durante o conflito seguem acampados na Praça Tahrir exigindo julgamento e condenação do ex-presidente. Mubarak, que já tem mais de 80 anos, foi preso, mas, como dizem os egípcios, está num “cárcere de ouro”, com todas as regalias.</p>
<p>O processo de eleição dos membros da Assembleia do Povo foi demorado e só terminou neste janeiro com a instalação oficial. O Egito é dividido em 27 províncias e em cada uma delas as eleições aconteceram separadamente em várias etapas. A eleição presidencial só virá em junho, embora haja muita manifestação pela antecipação do processo. Os egípcios não querem mais saber de ser governados por militares.</p>
<p>Por outro lado, coisas muito sutis foram acontecendo durante o ano que passou. Por ser um partido bem mais organizado e com vida anterior muito presente na vida nacional, a Irmandade Muçulmana logrou maioria (71%) nas cadeiras da nova Assembléia do Povo que tem 508 membros, dos quais apenas dez são mulheres. Desse número, 100 serão escolhidos para preparar a nova Constituição e isso promete novos embates. Com a vitória avassaladora dos muçulmanos nas eleições e sua consequente hegemonia há o risco de o país entranhar na vida política nacional os pressupostos religiosos. Tanto que no dia da instalação da Assembleia, Mamdouh Ismail, membro do partido salafista Al-Asala fez o seu juramento dizendo: a Assembleia do Povo construirá uma nova constituição que será respeitada, desde que não se coloque contra o Corão (livro sagrado dos muçulmanos). Houve tumultos, gritarias, confusões e protestos dos liberais (que detêm 17% das cadeiras), o que mostra que esse não será um embate fácil. Comenta-se que os muçulmanos teriam feito um acordo tácito com a junta militar garantindo que o parlamento vai interferir sobre os assuntos do exército e em contrapartida que o exército não interferiria na redação da nova Constituição. Isso não é desconhecido de boa parte dos militantes sociais, mas a maioria da população não tem acesso a essas “filigranas” do poder. Muita água vai passar por baixo dessa ponte.</p>
<p>Entre os que estiveram nas ruas para depor Mubarak o sentimento é de esperança e esses “detalhes” não parecem importar, até porque as gentes são muito religiosas e não veem mal nenhum que o Corão comande a vida. “Nós já experimentamos o comunismo (Nasser), não deu certo. Al Sadat não deu certo. Depois tentamos Mubarak, também não deu. Agora vamos dar uma chance aos muçulmanos. Se eles não fizerem o que tem de ser feito a gente tira eles”, diz Muhamad.</p>
<p>Já entre os militantes de organizações sociais mais antigas o ceticismo é bem explícito. “O povo votou nos muçulmanos porque não teve como conhecer a ideia dos demais grupos. No Egito, o candidato precisa de muito dinheiro para fazer uma campanha política. Nossos grupos não tiveram como bancar. Como os muçulmanos estavam mais solidamente organizados, tiveram mais recursos. Foi a vitória do dinheiro”, diz Mustafa H. Além disso, os muçulmanos fizeram uma campanha vinculando-se a uma oposição ferrenha a Mubarak, coisa que não é bem verdade, conta Mustafa. “Durante o governo de Mubarak a irmandade fez muitos acordos, não é tão oposição assim. Mas, vamos ver o que vai dar. Aguardaremos vigilantes, prontos para atuar”.</p>
<p>De certa forma esse ceticismo se expressou muito claro nas manifestações do aniversário da revolução. No dia 27, quando a Praça Tahrir estava tomada por mais de quatro milhões de pessoas foi possível observar três grupos bem determinados. O dos muçulmanos, o dos civis/liberais e os socialistas. Sem sombra de dúvidas os dois últimos formavam maioria. Quando os líderes muçulmanos tentaram discursar falando em “celebração”, as vozes se ergueram. Não há celebração. Nada se cumpriu. Mubarak não foi condenado, não teve eleição presidencial, não tem Constituição. “O que há é o processo em curso”, insiste Ibrahim. “Nós não queremos cortar cabeças, nem o terror. Nós queremos paz, mas queremos que os responsáveis pelos massacres do povo sejam julgados e condenados. Há muitos generais de Mubarak ainda por aí, dentro do exército”.</p>
<p>De fato, boa parte dos ministros e estado maior de Mubarak está encarcerado, mas muitos conseguir fugir para os Estados Unidos ou outros países. Um dos mais odiados é Zahy Hawas, que durante 15 anos dirigiu o Museu do Cairo, e que está abrigado nos EUA. “Esse homem roubou muitas riquezas do nosso povo, é o rei dos ladrões. Nos dias de conflito na Praça Tahrir foram seus homens que atearam fogo no museu e foram eles que roubaram objetos valiosos. O que desapareceu do museu foram obras bem específicas, muito cotadas, coisa que só ele poderia saber. Ele fugiu para os Estados Unidos, o grande ladrão ocidental. Foram os homens de Mubarak que saquearam e incendiaram. Não foi o povo”.</p>
<p>Isso é o que conta Neder Y, de 43 anos. Segundo ele, nos dias de conflito Mubarak mandou soltar da prisão centenas de criminosos, os armou e os mandou atuar contra o povo. “Naqueles dias a gente montava barricadas em frente aos monumentos para protegê-los, os trabalhadores protegiam os hotéis, os turistas. O povo foi quem protegeu as riquezas do Egito. Os saqueadores foram os homens de Mubarak, inclusive foram eles que incendiaram a biblioteca. Tem provas. Nós aqui amamos nossa história, respeitamos o patrimônio cultural”. Essa proteção também foi organizada nesse janeiro de 2012 quando a Biblioteca de Alexandria e o Museu do Cairo estiveram fechados, guardados pelos guias de turismo e gente do povo, visando impedir qualquer ato de vandalismo pelas forças aliadas a Mubarak.</p>
<p>A história seguirá seu curso</p>
<p>O Egito é um gigante de riquezas e belezas. Sua cultura remonta há mais de cinco mil anos, tem um milhão de quilômetros quadrados de território bastante cobiçado, está numa posição estratégica, na entrada do mundo oriental. Detém o canal de Suez, tem saídas para dois mares, o Mediterrâneo e o Vermelho, é o quinto no mundo em produção de gás, tem bastante petróleo, possui centenas de minas de ouro, produz o melhor algodão do mundo, movimenta um fluxo de 14 milhões de turistas ao ano. Dentro do país está o rio mais longo do mundo, o Nilo, detém a quarta maior represa e o maior lago artificial do planeta, o Nasser, com 500 quilômetros de largura. Dos seus 85 milhões de habitantes, 67% estão na faixa etária de 18 a 40 anos. É feito de gente jovem e ávida de mudanças. “Nós vamos dar uma chance aos muçulmanos. Vamos esperar dois anos. Ver o que fazem. Não vamos tolerar alianças com os Estados Unidos, eles roubam nossas riquezas e nos deixam dívidas. Nós queremos trabalhar, produzir, desenvolver o país. Queremos uma vida melhor para nossos filhos e netos. Esse é o desejo dos egípcios. Simples assim”.</p>
<p>Para os que ainda seguem vigilantes nos protestos, nas praças, nas ruas, é fato de que o Egito está vivendo uma nova fase, apesar de todas as incógnitas. “Nós mudamos tudo, tiramos os políticos, os jornalistas, os professores. Começamos uma nova época. Estamos ensinando nossas crianças a partir de novos pressupostos, vamos recomeçar, vamos fundar a Segunda República”, diz Ibrahim. Ele mostra que conhece a política internacional e diz gostar muito de Lula (ex-presidente brasileiro). “A nós, falta um líder como Lula, que unisse o país. Mas, ainda assim, se houvesse um, não permitiríamos que cometesse o erro que Lula cometeu. Lula deu dinheiro para os pobres (bolsa-família), e isso não é certo. Não somos animais para só comer. Precisamos é de oportunidade, trabalho. Garanta o trabalho e nós seguimos em frente”.</p>
<p>E assim segue o Egito, cheio de esperanças e contradições. Junho já está às portas, muitos são os pré-candidatos à presidência, mas a lógica eleitoral é bastante viciada. Como é o dinheiro quem dá as cartas parece quase certo que aqueles que comandaram o processo de mudança, inclusive dando as vidas, não serão os que hegemonizarão o poder. O que virá será uma nova experiência que os egípcios enfrentarão com a valentia de quem acredita no “maktub” (destino).  Embora nas ruas se possa perceber claramente que existe uma juventude disposta a fazer o destino acontecer com as próprias mãos.</p>
<p>Imagem tomada de: sergyovitro.blogspot.com</p>
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		<title>Parceria público-privada por hegemonia regional</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Feb 2012 18:42:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>

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		<description><![CDATA[BNDES/Itamaraty ampliam participação de empresas brasileiras em países vizinhos
Por Eduardo Sales de Lima
Da Redação de Brasil de Fato
(Português/Español)
O discurso da integração regional e da defesa conjunta do território sulamericano tem servido a distintos fins. Instituições como o Mercosul (Mercado Comum do Sul), a Unasul (União das Nações Sul-americanas) e o Conselho Regional de Defesa da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h4>BNDES/Itamaraty ampliam participação de empresas brasileiras em países vizinhos</h4>
<div id="attachment_19714" class="wp-caption alignleft" style="width: 410px"><a href="http://desacato.info/2012/02/parceria-publico-privada-por-hegemonia-regional/brasil_potencia_alstom-chile_ariel-lopez-post/" rel="attachment wp-att-19714"><img class="size-full wp-image-19714" title="brasil_potência_alstom-chile_Ariel-López post" src="http://desacato.info/wp-content/uploads/2012/02/brasil_potência_alstom-chile_Ariel-López-post.gif" alt="" width="400" height="250" /></a><p class="wp-caption-text">Para a ampliação do metrô de Santiago, foram liberados 209 milhões de dólares para a transnacional Alstom - Foto: Ariel López</p></div>
<p style="text-align: justify;"><strong>Por Eduardo Sales de Lima</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Da Redação de Brasil de Fato</p>
<p style="text-align: justify;">(Português/Español)</p>
<p style="text-align: justify;">O discurso da integração regional e da defesa conjunta do território sulamericano tem servido a distintos fins. Instituições como o Mercosul (Mercado Comum do Sul), a Unasul (União das Nações Sul-americanas) e o Conselho Regional de Defesa da América do Sul ampliaram as possibilidades da diplomacia brasileira na região. Tal anseio com ares progressistas possibilitou o acesso das transnacionais com sede no Brasil ao mercado regional latino-americano.</p>
<p style="text-align: justify;">Os grandes conglomerados de engenharia e construção, assim como alguns grandes fornecedores de manufaturas, são os principais beneficiados com os créditos públicos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) direcionados às obras. Segundo Ana Saggioro Garcia, pesquisadora do Instituto Rosa Luxemburgo, o interesse e o lucro dessas empresas são privados e não há ainda estudos que possam averiguar com dados qual é o retorno desse investimento para a economia brasileira como um todo, principalmente para a classe trabalhadora. Para ela, o direcionamento dos recursos públicos do banco resulta, em grande medida, na concentração de certos setores da economia brasileira, e não em uma distribuição de renda.</p>
<p style="text-align: justify;">“Não há uma integração produtiva que seja igualitária para todos os países, muito pelo contrário. O Brasil é produtor principal, e o restante dos países vêm a complementar as necessidades da economia brasileira. O Itamaraty [Ministério das Relações Exteriores] reforça uma institucionalização muito grande dessa integração”, explica Ana Garcia.</p>
<p style="text-align: justify;">Como lembra a pesquisadora do Instituto Rosa Luxemburgo, os fundos do BNDES são públicos, provindos do Tesouro Nacional, de impostos e contribuições públicas, como o Fundo de Amparo ao Trabalhador. O banco também capta recurso no mercado externo e bancos estrangeiros.</p>
<p style="text-align: justify;">Fica cada vez mais claro que por meio de política externa “amigável”, o país buscou (e busca) a hegemonia regional em termos geopolíticos e econômicos. “A tentativa do Brasil é se tornar uma liderança que vai equilibrar as crises na região e vai demonstrar que é capaz de arcar com os custos desse poder, de ser hegemônico”, afirma Garcia.</p>
<p style="text-align: justify;">Como exemplo, cita os casos da nacionalização do petróleo boliviano em 2006, quando a Petrobras aceitava a decisão soberana daquele país, e da renegociação do preço da energia comprada junto ao Paraguai (antes muito barata), oriunda da Usina de Itaipu. “Lula abriu portas porque conseguiu legitimidade sem a violência que a direita brasileira quis”, atesta Ana Garcia.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Banco público</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A integração regional, a partir do governo Lula, surgia também como resposta alternativa à Alca – Área de Livre 1,9 bilhões de dólares é o crédito que o BNDES concede a obras de ampliação de gasodutos na Argentina Comércio das Américas e beneficiaria diversas empresas em projetos de integração regional baseados na infraestrutura, embutidos na Iirsa (Integração da Infraestrutura Sul-Americana), que objetivavam sobretudo a exploração de recursos naturais voltados à exportação.</p>
<p style="text-align: justify;">Sustentando o projeto hegemônico regional, o papel do BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social se destaca, pois financia o apoio tecnológico e comercial. Nos últimos dez anos, o financiamento de obras regionais com recursos do banco repassados às empreiteiras aumentou 1.185%.</p>
<p style="text-align: justify;">Como Ana Saggioro Garcia destaca em sua tese de doutorado, o próprio Ministério cita as obras concedidas aos grandes grupos com financiamento público brasileiro: na Argentina, para a construção e ampliação da rede de gasodutos com aproximadamente o crédito de 1,9 bilhão de dólares (Odebrecht e a Confab). Para o aqueduto do Chaco, 180 milhões de dólares (CNO, a Techint, a OAS e a Isolux).</p>
<p style="text-align: justify;">Na Bolívia, a rodovia San Ignacio de Moxos-Villa Tunari terá 332 milhões de dólares (OAS), o Projeto Hacia el Norte – Rurrenabaque-El-Chorro fica com 199 milhões de dólares e a Rodovia Tarija &#8211; Bermejo contará com 179 milhões de dólares (Queiroz Galvão).</p>
<div class="mceTemp" style="text-align: justify;">
<dl id="attachment_19717" class="wp-caption alignright" style="width: 410px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://desacato.info/2012/02/parceria-publico-privada-por-hegemonia-regional/brasil_potencia_postos-da-petrobras-na_bolivia_marcello-casal-jr-abr/" rel="attachment wp-att-19717"><img class="size-full wp-image-19717" title="brasil_potência_postos-da-Petrobras-na_Bolívia_Marcello-Casal-Jr-ABr" src="http://desacato.info/wp-content/uploads/2012/02/brasil_potência_postos-da-Petrobras-na_Bolívia_Marcello-Casal-Jr-ABr.gif" alt="" width="400" height="250" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Postos de venda de combustível da estatal brasileira Petrobras em Cochabamba, na região central da Bolívia &#8211; Foto: Marcello Casal Jr./ABr</dd>
</dl>
</div>
<p style="text-align: justify;">Somam-se a isso a construção de grandes usinas hidrelétricas no Peru, Venezuela, Equador, Colômbia e na República Dominicana pelas empresas Odebrecht, Camargo Correa e OAS. Como lembra em artigo o sociólogo Luiz Fernando Novoa, da Unir-Universidade Federal de Rondônia, a relação entre empresa e Estado, nestes casos, é direta, e se explicita com a constante penetração delas dentro do aparelho estatal (em conselhos, ministérios, ou pela via informal de amizades e lobby). Assim, elas influenciam políticas públicas, tanto para serem beneficiadas por grandes obras, quanto para receberem créditos e incentivos fiscais.</p>
<p style="text-align: justify;">O economista Paulo Passarinho, atenta ainda que essas transnacionais que agem na América Latina não são necessariamente brasileiras. “Muitas estrangeiras, mas com filiais no Brasil (a francesa Alstom, por exemplo), se utilizam do país e da nossa política externa como uma plataforma de lançamento de seus projetos para a própria região. Aproveitando justamente dessa “aura” progressista que a política externa brasileira tem”, explica Paulo. Um exemplo: no Chile, terá a ampliação do metrô de Santiago com 209 milhões de dólares (Alstom) e apoio ao Projeto Transantiago (exportação de ônibus) com aproximadamente 350 milhões de dólares (Mercedes-Benz).</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Atingidos</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O capital brasileiro apoiado por agentes do Estado não se expande sem atingir populações e trabalhadores que vivem em torno desses projetos, que destroem seus meios de vida e o meio ambiente.</p>
<p style="text-align: justify;">O BNDES vem financiando o projeto de construção de uma estrada de 306 km que pretende ligar as localidades de Villa Tunari e San Ignacio de Moxos, na Bolívia. A estrada rasga o Tipnis (Território Indígena e Parque Nacional Isiboro Sécure), e as populações pedem a imediata paralisação das obras, pois, entre outros motivos, isso viola a Constituição Política do Estado Boliviano e a Lei Boliviana de Meio Ambiente e a Regulamentação de Áreas Protegidas.</p>
<p style="text-align: justify;">No Equador, há denúncias de que a Petrobras tenha praticado extração de petróleo no Parque Nacional de Yasuni, uma área rica em biodiversidade, habitada por várias comunidades indígenas. No mesmo país, a Odebrecht, utilizando recursos do BNDES, é acusada de não cumprir leis ambientais e de ter causado a destruição de comunidades ribeirinhas. Uma auditoria identificou fraude, superfaturamento e falhas técnicas na construção da hidroelétrica São Francisco.</p>
<p style="text-align: justify;">O que ocorre nesses dois países são somente exemplos que possam servir, sobretudo, ao povo brasileiro “empolgado” com a ideia de pertencer a uma “nação potência”. Para Ana Saggioro Garcia, o desafio dentro da própria sociedade brasileira seria construir um novo consenso que possa superar a ideia de que somos maiores e mais “desenvolvidos” que nossos vizinhos sul-americanos, ou que os africanos. “Ao mesmo tempo, quebrar essa lógica de que precisamos nos “desenvolver” no mesmo modelo europeu e estadunidense (ou chinês), difundida fortemente nos governos militares, e que hoje é retomado”, conclui.</p>
<h3 style="text-align: justify;"></h3>
<h2 style="text-align: justify;"><strong>Brasil: La sociedad público-privada por la hegemonía regional</strong></h2>
<p style="text-align: justify;"><strong>BNDES/Itamaraty amplían participación de empresas brasileñas en países vecinos</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Por Eduardo Sales de Lima</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Brasil de Fato, 19-1-2012</p>
<p style="text-align: justify;">El discurso de la integración regional y de la defensa conjunta del territorio sudamericano ha servido a distintos fines. Instituciones como el Mercosur (Mercado Común del Sur), la Unasur (Unión de las Naciones Sudamericanas) y el Consejo Regional de Defensa de América del Sur, ampliaron las posibilidades de la diplomacia brasilera en la región. Tales ansias progresistas posibilitaron el acceso de las transnacionales con sede en Brasil al mercado regional latinoamericano.</p>
<p style="text-align: justify;">Los grandes conglomerados de ingeniería y construcción, así como algunos grandes proveedores de manufacturas, son los principales beneficiados con los créditos públicos del BNDES (Banco Nacional de Desarrollo Económico y Social) direccionando las obras. Según Ana Saggioro Garcia, investigadora del Instituto Rosa Luxemburgo, el interés y el lucro de esas empresas son privados y no hay todavía estudios que puedan mostrar con datos cual es el retorno de esa inversión para la economía brasilera como un todo, principalmente para la clase trabajadora. Para ella, el direccionamiento de los recursos públicos del banco resulta, en gran medida, en la concentración de ciertos sectores de la economía brasilera y no en una distribución del ingreso.</p>
<p style="text-align: justify;">“No hay una integración productiva que sea igualitaria para todos los países, muy por el contrario. Brasil es el productor principal, y el resto de los países vienen a complementar las necesidades de la economía brasilera. Itamaraty (Ministerio de Relaciones Exteriores) refuerza una institucionalidad muy grande de esa intergación”, explica Ana Garcia.</p>
<p style="text-align: justify;">Como recuerda la investigadora del Instituto Rosa Luxemburgo, los fondos del BNDES son públicos, provienen del Tesoro Nacional, de los impuestos y contribuciones públicas, como el Fondo de Amparo al Trabajador. El banco también capta recursos en el mercado externo y bancos extranjeros.</p>
<p style="text-align: justify;">Queda cada vez más claro que por medio de una política externa “amigable”, el país buscó (y busca) la hegemonía regional en términos geopolíticos y económicos. “La tentativa de Brasil es tornarse un liderazgo que va a equilibrar las crisis en la región y va a demostrar que es capaz de cargar con los costos de ese poder, de ser hegemónico”, afirma Garcia.</p>
<p style="text-align: justify;">Como ejemplo, cita los casos de nacionalización del petróleo boliviano en 2006, cuando Petrobras aceptaba la decisión soberana de aquel país, y de la renegociación del precio de la energía comprada a Paraguay (antes muy barata), oriunda de la represa de Itaipu. “Lula abrió las puertas porque consiguió legitimidad sin la violencia que la derecha brasilera quería”, subraya Ana Garcia.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Banco público</strong></p>
<p style="text-align: justify;">La integración regional, a partir del gobierno Lula, surge como respuesta alternativa al ALCA (Área de Libre Comercio de las Américas). El BNDES concede créditos por 1.900 millones de dólares para ampliación de gaseoductos en Argentina, y beneficia a diversas empresas en proyectos de integración basados en infraestructura, incluidos en el IIRSA (Integración de la Infraestructura Sudamericana), que sobre todo apuntan a la explotación de los recursos naturales volcados a la exportación.</p>
<p style="text-align: justify;">Sustentando el proyecto hegemónico regional, el papel del BNDES se destaca, pues financia el apoyo tecnológico y comercial. En los últimos diez años, el financiamiento de obras regionales con recursos del banco traspasados a las empresas aumentó 1.185%.</p>
<p style="text-align: justify;">Como destaca Ana Saggioro Garcia en su tesis de doctorado, el propio Ministerio cita las obras concedidas a los grandes grupos con financiamiento público brasilero: en Argentina, para la construcción y ampliación de la red de gaseoductos con aproximadamente 1.900 millones de dólares (Odebrecht y Confab). Para el acueducto de la provincia de Chaco, 180 millones de dólares (CON, Techint, OAS, Isolux).</p>
<p style="text-align: justify;">En Bolivia, la autovía San Ignacio de Moxos-Villa Tunari tendrá 332 millones de dólares (OAS); el Proyecto Hacia el Norte-Rurrenabaque-El Chorro, queda con 199 millones de dólares, y la autovía Tarija-Bermejo contará con 179 millones de dólares (Queiroz Galvao).</p>
<p style="text-align: justify;">Se suman a esto la construcción de grandes usinas hidroeléctricas en Perú, Venezuela, Ecuador, Colombia y República Dominicana, por las empresas Odebrecht, Camargo Correa y OAS. Como recuerda un artículo de Luiz Fernando Novoa, de la Universidad Federal de Rondônia, la relación entre empresas y Estado, en estos casos, es directa, y se explicita con la constante penetración de ellas por dentro del aparato estatal (en ministerios, comisiones, o por la vía informal de la amistades y lobbys). Así, las empresas influencian las políticas públicas, tanto para ser beneficiadas por grandes obras, como para recibir créditos e incentivos fiscales.</p>
<p style="text-align: justify;">El economista Paulo Passarinho, aclara todavía que esas transnacionales que actúan en América Latina, no son necesariamente brasileras: “Muchas extranjeras, pero con filiales en Brasil (a francesa Alstom, por ejemplo), se aprovechan del país y de su política externa como una plataforma de lanzamientos de sus propios proyectos para la propia región. Aprovechando, justamente, de esa ‘aureola’ progresista que la política externa brasilera tiene”. Un ejemplo: en Chile, Alstom tendrá la ampliación del metro de Santiago con 209 millones de dólares, y Mercedes-Benz el apoyo al Proyecto Transantiago (exportación de ómnibus), con aproximadamente 350 millones de dólares.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Afectados</strong></p>
<p style="text-align: justify;">El capital brasilero apoyado por agentes del Estado, no se expande sin afectar a poblaciones y trabajadores que viven en torno de esos proyectos, que destruyen sus medios de vida y el medio ambiente.</p>
<p style="text-align: justify;">El BNDES viene financiando el proyecto de construcción de una carretera de 306 km que pretende conectar las localidades de Villa Tunari y San Ignacio de Moxos en Bolivia. La carretera atraviesa el Tipnis (Territorio Indígena y Parque Nacional Isiboro Sécure), y las poblaciones exigen la inmediata paralización de las obras, pues, entre otros motivos, eso viola la Constitución Política del Estado Boliviano, la Ley Boliviana de Medio Ambiente, y la Reglamentación de Áreas Protegidas.</p>
<p style="text-align: justify;">En Ecuador, hay denuncias de que Petrobras ha practicado la extracción de petróleo en el Parque Nacional de Yasuni, un área rica en biodiversidad, habitada por varias comunidades indígenas. En el mismo país, la Odebretch, utilizando recursos del BNDES, es acusada de no cumplir leyes ambientales y de haber causado la destrucción de comunidades ribereñas. Una auditoria identificó fraude, sobrefacturación y fallas técnicas en la construcción de la hidroeléctrica San Francisco.</p>
<p style="text-align: justify;">Lo que ocurre en esos dos países son solamente ejemplos que pueden servir, sobre todo, al pueblo brasilero empujado con la idea de pertenecer a una “nación potencia”. Para Ana Saggioro Garcia, el desafío dentro de la propia sociedad brasilera sería construir un nuevo consenso que pueda superar la idea de que somos mayores y “más desarrollados” que nuestros vecinos sudamericanos o que los africanos. “Al mismo tiempo, quebrar esa lógica de que precisamos “desarrollarnos” siguiendo el modelo europeo y estadounidense (o chino), difundida fuertemente en los gobiernos militares, y que hoy es retomada”, concluye.</p>
<p style="text-align: justify;">Traducción Ernesto Herrera. Correspondencia de Prensa</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Novo Ato em Florianópolis em Defesa da Comunidade do Pinheirinho</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Feb 2012 16:59:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Florianópolis]]></category>
		<category><![CDATA[Santa Catarina]]></category>

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		<description><![CDATA[ESSA QUINTA-FEIRA A PARTIR DAS 18h NO TICEN
Manifestação paralela ao GRANDE ATO NACIONAL &#8220;SOMOS TODOS PINHEIRINHO&#8221; que ocorrerá neste mesmo dia e horário em São José dos Campos (SP), reunindo ativistas e entidades de todo o país.
Lembrando, no domingo retrasado cerca de 9000 pessoas foram brutalmente expulsas pela PM tucanalha da comunidade do Pinheirinho em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://desacato.info/2012/02/novo-ato-em-florianopolis-em-defesa-da-comunidade-do-pinheirinho/pinheirinho-4/" rel="attachment wp-att-19700"><img class="alignleft size-full wp-image-19700" title="pinheirinho" src="http://desacato.info/wp-content/uploads/2012/02/pinheirinho.jpg" alt="" width="250" height="187" /></a>ESSA QUINTA-FEIRA A PARTIR DAS 18h NO TICEN</p>
<p>Manifestação paralela ao GRANDE ATO NACIONAL &#8220;SOMOS TODOS PINHEIRINHO&#8221; que ocorrerá neste mesmo dia e horário em São José dos Campos (SP), reunindo ativistas e entidades de todo o país.<span id="more-19698"></span></p>
<p>Lembrando, no domingo retrasado cerca de 9000 pessoas foram brutalmente expulsas pela PM tucanalha da comunidade do Pinheirinho em São José dos Campos (SP). As famílias já moravam lá há anos, num terreno que legalmente deveria pertencer ao Estado, mas que foi estranhamente &#8220;repassado&#8221; a empresários e hoje &#8220;pertence&#8221; a uma empresa falida duma certa figura chamada Naji Nahas (um grande capitalista que se envolveu até no mensalão do PT).</p>
<p>Após a expulsão forçada, as casas do bairro do Pinheirinho foram todas imediatamente demolidas, junto com mobílias, recordações, pertences, documentos &#8211; tudo que possuíam &#8211; brutalmente convertendo da noite pro dia uma imensa massa de trabalhadores em mendigos e indigentes, verdadeiros refugiados de guerra desse conflito de classe contra o povo pobre.</p>
<p>Cabe a nós agora pressionar as autoridades de SP e do Brasil para que o povo desalojado não fique desamparado, receba um teto digno novamente e, o que é mais importante, que tenha o direito de voltar a morar no Pinheirinho, que é a terra a qual lhes pertence por legítimo direito!</p>
<p>Lembrando, no ato também se discutirá a possibilidade de enviar ajuda material ao povo desalojado.</p>
<p>COMITÊ DE LUTA PELO TRANSPORTE PÚBLICO</p>
<div class="tweetthis" style="text-align:left;"><p> <a target="_blank" rel="nofollow" class="tt" href="http://twitter.com/intent/tweet?text=Novo+Ato+em+Florian%C3%B3polis+em+Defesa+da+Comunidade+do+Pinheirinho+http%3A%2F%2Fdesacato.info%2F%3Fp%3D19698"><img class="nothumb" src="http://desacato.info/wp-content/plugins/tweet-this/icons/en/twitter/tt-twitter-micro3.png" alt="Post to Twitter" /></a> <a target="_blank" rel="nofollow" class="tt" href="http://www.facebook.com/share.php?u=http://desacato.info/2012/02/novo-ato-em-florianopolis-em-defesa-da-comunidade-do-pinheirinho/&amp;t=Novo+Ato+em+Florian%C3%B3polis+em+Defesa+da+Comunidade+do+Pinheirinho" title="Post to Facebook"><img class="nothumb" src="http://desacato.info/wp-content/plugins/tweet-this/icons/en/facebook/tt-facebook-micro3.png" alt="Post to Facebook" /></a> <a target="_blank" rel="nofollow" class="tt" href="http://delicious.com/post?url=http://desacato.info/2012/02/novo-ato-em-florianopolis-em-defesa-da-comunidade-do-pinheirinho/&amp;title=Novo+Ato+em+Florian%C3%B3polis+em+Defesa+da+Comunidade+do+Pinheirinho" title="Post to Delicious"><img class="nothumb" src="http://desacato.info/wp-content/plugins/tweet-this/icons/en/delicious/tt-delicious-micro3.png" alt="Post to Delicious" /></a> <a target="_blank" rel="nofollow" class="tt" href="https://mail.google.com/mail/?ui=2&amp;view=cm&amp;fs=1&amp;tf=1&amp;su=Novo+Ato+em+Florian%C3%B3polis+em+Defesa+da+Comunidade+do+Pinheirinho&amp;body=Link:+http://desacato.info/2012/02/novo-ato-em-florianopolis-em-defesa-da-comunidade-do-pinheirinho/%0D%0A%0D%0A----%0D%0A+ESSA+QUINTA-FEIRA+A+PARTIR+DAS+18h+NO+TICEN%0D%0A%0D%0AManifesta%C3%A7%C3%A3o+paralela+ao+GRANDE+ATO+NACIONAL+%22SOMOS+TODOS+PINHEIRINHO%22+que+ocorrer%C3%A1+neste+mesmo+dia+..." title="Send Gmail"><img class="nothumb" src="http://desacato.info/wp-content/plugins/tweet-this/icons/en/gmail/tt-gmail-micro3.png" alt="Send Gmail" /></a></p></div>]]></content:encoded>
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		<title>Transporte público pára em Portugal</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Feb 2012 16:40:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[União Europeia]]></category>

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		<description><![CDATA[Trabalhadores portugueses da área do transporte público protestaram nesta quinta-feira (02/02) com uma greve geral contra um plano de austeridade montado pelo governo para reestruturar o setor. Entre as principais medidas, estão a redução de salários, os corte nos postos de trabalho e a privatização parcial. A paralisação, prevista para um período de 24 horas, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong></strong><a href="http://desacato.info/2012/02/transporte-publico-para-em-portugal/pollito-mojado-2/" rel="attachment wp-att-19690"><img class="alignleft size-full wp-image-19690" title="pollito mojado" src="http://desacato.info/wp-content/uploads/2012/02/pollito-mojado1.gif" alt="" width="207" height="300" /></a>Trabalhadores portugueses da área do transporte público protestaram nesta quinta-feira (02/02) com uma greve geral contra um plano de austeridade montado pelo governo para reestruturar o setor. <span id="more-19687"></span>Entre as principais medidas, estão a redução de salários, os corte nos postos de trabalho e a privatização parcial. A paralisação, prevista para um período de 24 horas, afeta as linhas de metrô e ônibus, além das hidrovias.</p>
<p>Esta é a terceira greve do setor público de transportes português nos últimos três meses.<br />
Na região metropolitana de Lisboa, o metrô está parado desde meia-noite e o transporte fluvial foi suspenso apenas nos horários de pico (início de manhã e final da tarde). Trens e ônibus não tiveram adesão total dos grevistas e foram menos afetados.</p>
<p>A paralisação, a terceira desde novembro, tem por objetivo &#8220;protestar contra o plano estratégico dos transportes e todas as medidas previstas no plano para os trabalhadores destas empresas, que vão da redução de postos de trabalho a salários menores&#8221;, explicou José Oliveira, coordenador da Federação de Sindicatos do Transporte (FECTRANS), à agência Lusa.</p>
<p><strong>Transferindo a culpa</strong></p>
<p>Na terça-feira, o secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Monteiro, alegou que a greve dos transportes vai custar 150 milhões de euros à economia portuguesa e”destruir num dia” o esforço de poupança feito num ano.</p>
<p>Hoje, durante debate em uma comissão parlamentar, Monteiro reafirmou os valores custos da greve dos transportes públicos e pediu aos trabalhadores para refletirem, pois “a economia não aguenta impactos dessa natureza”. Monteiro pediu “compreensão para perceberem que este caminho de greve sobre greve afasta o país do caminho da consolidação”. Reafirmando que “não se pode por em causa aquilo que é o esforço do governo em um ano de poupança”, pediu ainda aos sindicatos “especial sentido de responsabilidade” na atual conjuntura econômica.</p>
<p>Fonte: ÓperaMundi</p>
<div class="tweetthis" style="text-align:left;"><p> <a target="_blank" rel="nofollow" class="tt" href="http://twitter.com/intent/tweet?text=Transporte+p%C3%BAblico+p%C3%A1ra+em+Portugal+http%3A%2F%2Fdesacato.info%2F%3Fp%3D19687"><img class="nothumb" src="http://desacato.info/wp-content/plugins/tweet-this/icons/en/twitter/tt-twitter-micro3.png" alt="Post to Twitter" /></a> <a target="_blank" rel="nofollow" class="tt" href="http://www.facebook.com/share.php?u=http://desacato.info/2012/02/transporte-publico-para-em-portugal/&amp;t=Transporte+p%C3%BAblico+p%C3%A1ra+em+Portugal" title="Post to Facebook"><img class="nothumb" src="http://desacato.info/wp-content/plugins/tweet-this/icons/en/facebook/tt-facebook-micro3.png" alt="Post to Facebook" /></a> <a target="_blank" rel="nofollow" class="tt" href="http://delicious.com/post?url=http://desacato.info/2012/02/transporte-publico-para-em-portugal/&amp;title=Transporte+p%C3%BAblico+p%C3%A1ra+em+Portugal" title="Post to Delicious"><img class="nothumb" src="http://desacato.info/wp-content/plugins/tweet-this/icons/en/delicious/tt-delicious-micro3.png" alt="Post to Delicious" /></a> <a target="_blank" rel="nofollow" class="tt" href="https://mail.google.com/mail/?ui=2&amp;view=cm&amp;fs=1&amp;tf=1&amp;su=Transporte+p%C3%BAblico+p%C3%A1ra+em+Portugal&amp;body=Link:+http://desacato.info/2012/02/transporte-publico-para-em-portugal/%0D%0A%0D%0A----%0D%0A+Trabalhadores+portugueses+da+%C3%A1rea+do+transporte+p%C3%BAblico+protestaram+nesta+quinta-feira+%2802%2F02%29+com+uma+greve+geral+contra+um+plano+de+austeridade+m..." title="Send Gmail"><img class="nothumb" src="http://desacato.info/wp-content/plugins/tweet-this/icons/en/gmail/tt-gmail-micro3.png" alt="Send Gmail" /></a></p></div>]]></content:encoded>
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		<title>Confesso que cheguei (Saudação geral)</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Feb 2012 16:25:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Leituras]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Roberto Quesada.
ROBERTITO está de cumpleaños hoy primero de febrero, cumple 7, pero el mismo día que nació me quedó mirando fijamente y pude entender que me hablaba por telepatía, me dijo: “Escribe lo que estoy pensando”. Aun cuando me asusté tomé papel y lápiz y cumplí su petición allí mismo en el hospital. Por [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><a href="http://desacato.info/2012/02/confeso-que-cheguei-saudacao-geral/aniversario/" rel="attachment wp-att-19680"><img class="alignleft size-full wp-image-19680" title="aniversario" src="http://desacato.info/wp-content/uploads/2012/02/aniversario.jpg" alt="" width="251" height="288" /></a>Por Roberto Quesada.</strong></p>
<p>ROBERTITO está de cumpleaños hoy primero de febrero, cumple 7, pero el mismo día que nació me quedó mirando fijamente y pude entender que me hablaba por telepatía, me dijo: “Escribe lo que estoy pensando”. <span id="more-19679"></span>Aun cuando me asusté tomé papel y lápiz y cumplí su petición allí mismo en el hospital. Por este pensamiento lo felicitaron de muchas partes del mundo, correos que conservamos con mucho cariño para un libro futuro. Han pasado 7 años y es bueno volver a publicarlo para ver si aún tiene vigencia el pensar del entonces bebé con horas de recién nacido ahora que es un niño de Primer Grado. (Si les gusta, compártanlo, el niño se los agradecerá).</p>
<p><!--more--></p>
<p>¡Wow! (no me critiquen el &#8216;wow&#8217; que, aunque de padres hondureños, nací en Nueva York), llegué. ¡Qué lindo planeta, pero en qué desorden lo tienen, debería de darles un poco de vergüenza!<br />
Tendría que haber llegado el 27, jueves, de enero, eso según la doctora, mamá y papá&#8230; por eso me tomé unos días, pura rebeldía, por no haber contado con mi opinión. Además, ¡qué frío! Ustedes para hacer el amor hijital, no digital, deberían calcular más o menos cuándo llegará uno, parece que andan mal en matemáticas, solo son nueve meses y no aciertan una fecha adecuada.<br />
La otra alternativa podría haber sido llevarme a nacer al Caribe o Centroamérica, pero mamá, solo con pensarlo, pega el grito al cielo: Entre un radiante sol y una ciudadanía imperial, mejor aguanto el frío y me quedo con lo segundo, a pesar de que amo a los tercermundistas&#8230; pobre papi y mami.<br />
Otra cosa, ¿para qué nacer en enero? Nunca, después de escuchar aquel dicho: &#8220;La cuesta de enero, se sube sin dinero&#8221;. Ni quiero subir cuestas, ni mucho menos estar acabado. Mejor hoy martes, primero de febrero, el mes del amor, dicen, amor tan devaluado que lo tienen que le dan el mes más corto, y si se pasa un día se convierte en bisiesto, año de mala suerte. Les repito: ¡qué mundo tan desordenado!!!<br />
Tengo un hermanito tercermundista, pero no he venido para destronarlo, me gusta que siga siendo el rey de papi (con todo y mariachis), yo por ahora me conformo con ser el principito. Y como buen principito ya no quiero seguir pensando, heredé esa haraganería tan maravillosa de papi, que es tan enorme que mi hermanito se llama Carlos Roberto y papi para evitarse tanto trabajo me bautizó como Roberto Carlos. Y me dice su gatito, haciendo alusión a la canción de Roberto Carlos Un gato en la oscuridad, que aparece en su nueva novela&#8230;y me preocupa algo, papi antes vivía sus novelas y luego las escribía, ahora las escribe y luego las vive, vean nomás que ya me convirtió en personaje.<br />
Llegué pesando siete libras, mido 19 pulgadas y media, piel clara, pelo liso, bilingüe&#8230; y, ¿quieren que les cuente un secreto? Oí cuando papi y mami conversaban si hacerme o no, que la doctora había preguntado, y papi citó a su amigo músico Julián Hernández, de Siniestro Total, quien dice en una canción:&#8221; Cuando naciste tu padre fue un cabrón/por no haberte hecho la circuncisión&#8230;&#8221; Y papi dijo: &#8220;No quiero que mi hijo vaya a pensar así de mí&#8221;. Y se rieron, y papi no es cabrón.<br />
Mi mamá se llama Lucy, es doctora en Literatura Hispanoamericana, ciudadana de aquí pero nació en Honduras, desde chiquitita vive en Nueva York, pero eso no le quita lo mediotercermundista, y así me gusta, con su cabello largo y su sonrisa divina.<br />
A papi ya lo conocen, es un caso crónico, pero es un maravilloso papá si no me creen pregúntenle a mi hermanito Carlos Roberto. Lo escuché contento pero asustado hablando con mamá, que con mi llegada se vería obligado a escribir más, y tiene razón, me da pereza leer libros del milenio pasado. De momento me quedo a dormir, para más tarde levantarme a leer los saludos que ustedes me enviarán por haber llegado. Estoy seguro que si son amigos de mami y papi, son gentes maravillosas y si el mundo no es un desorden total es por gente como ustedes&#8230;qué sueño, un bostecito, me enrollo y qué rico frío para dormir arrimadito al pecho de mamá frente a la acariciadora mirada de papá.</p>
<p>Nueva York, Primero de Febrero del 2005.</p>
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