Estudo relaciona fungicida com declínio de abelhas

Publicado em: 08/01/2018 às 10:28
uma bela abelha em pleno voo fazendo seu trabalho…

As pessoas não estão olhando em todos os lugares que provavelmente deveriam, afirmou pesquisador.

Quando se fala dos malefícios causados pelo uso de pesticidas na agricultura convencional é comum o assunto se focar na saúde humana. Mas, tais produtos afetam a vida de diferentes formas e uma delas foi demonstrada recentemente em um novo estudo: as abelhas estão sendo diretamente afetadas pelos fungicidas.

A pesquisa, que foi publicado na revista Proceedings of the Royal Society B, causa espanto na comunidade científica. Afinal, segundo os estudiosos, não era esperado que o produto usado para deter fungos em plantas pudesse matar também as grandes polinizadoras. Até agora “os fungicidas foram ignorados em grande parte”, afirma o líder do estudo, Scott McArt, da Universidade Cornell nos Estados Unidos.

Até o momento, os pesquisadores acreditam que isso acontece porque os fungicidas tornam as abelhas mais suscetíveis ao parasita nosema – já era sabido que este fungo afeta o sistema digestivo das abelhas operárias, zangões e abelha-rainha. Mas ainda é preciso de mais estudos detalhados, apesar da hipótese dos fungicidas serem os principais responsáveis pelo declínio das abelhas já ter sido levantada em outros estudos.

“É preciso ter muito mais trabalhos sobre os fungicidas e seu papel na diminuição das abelhas. As pessoas não estão olhando em todos os lugares que provavelmente deveriam”, ressalta McArt. Já para Matt Shardlow, da instituição de caridade de conservação Buglife, “a maneira como os humanos estão gerenciando a paisagem está colocando as abelhas sob uma enorme pressão e, assim como parecemos progredir para uma proibição completa [na União Europeia] de uma causa comprovada – os inseticidas neonicotinoides – parece que um fungicida muito comum também pode ser outro fator para o declínio da abelha. Cientistas e reguladores devem responder com novos estudos urgentes”.

Fonte: Ciclo Vivo.

Deixe uma Resposta

Your email address will not be published.