Estátuas de São Paulo usam máscaras contra a poluição do ar

Publicado em: 18/08/2017 às 09:44

Por Rodrigo Gerhardt.

A intervenção foi um protesto contra o projeto de lei do vereador Milton Leite para prorrogar os ônibus a diesel na cidade por mais 20 anos, e assim, a poluição que mata 4 mil pessoas a cada ano.

As estátuas não respiram, mas 13 mil vidas poderão ser salvas até 2050 com a adoção de combustíveis limpos nos ônibus de São Paulo. Foto: Paulo Pereira

Nesta quinta-feira (17), diversas “personalidades” da cidade de São Paulo, como Adoniram Barbosa, no Bixiga; Francisco de Miranda, na Av. Paulista; Afonso Taunay, no Largo do Arouche; Alexander Flamming, na Mooca; Nicolau Scarpa, nos Jardins; e Luiz Lázaro, na Praça da República, amanheceram com máscaras, protegidas contra a poluição do ar.

O protesto, realizado pelo Greenpeace, Minha Sampa e Cidade dos Sonhos, foi para chamar a atenção para o projeto de lei do vereador e presidente da Câmara Municipal Milton Leite (DEM) que pretende adiar por 20 anos o prazo para que as empresas de ônibus adotem combustíveis mais limpos na frota municipal.

Ou seja, se isso passar, teremos que conviver até 2037 com essa fumaça tóxica que mata mais que o trânsito: são 11 mil mortes por ano na cidade, sendo 4 mil delas apenas em função do que é emitido pelos ônibus a diesel.

“Estas mortes anuais recaem hoje nas mão do vereador Milton Leite. A solução para salvar vidas é garantir ônibus que não poluem. A cidade de São Paulo não pode mais prejudicar a saúde de seus cidadãos e desperdiçar bilhões de reais em perda de produtividade e gastos com saúde pública”, disse Davi Martins, do Greenpeace.Também conhecido como “PL da Poluição”, o projeto, que só atende aos interesses das empresas de ônibus, terá sua primeira audiência pública hoje na Câmara dos Vereadores. Por isso, para que todos nós não tenhamos que andar com máscaras pela cidade, é preciso pressionar os vereadores a barrar essa irresponsabilidade, que custa vidas, saúde, dinheiro e representa um enorme atraso tecnológico.

Fonte: IHU

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