Equador libera web a Assange, mas proíbe assuntos políticos

Foto: Ministério das Relações Exteriores do Equador

ANSA.- O governo do Equador liberou nesta segunda-feira (15/10) o acesso à internet para o fundador do Wikileaks, Julian Assange, exilado na embaixada equatoriana em Londres há seis anos, mas proibiu a discussão de temas políticos que possam prejudicar seus interesses diplomáticos.

A medida está descrita no memorando de nove páginas publicado pelo site “Código Vidrio”, no qual consta um regulamento para visitas, comunicações externas e tratamento médico.

Nas regras, a embaixada equatoriana também ordena que Assange mantenha o banheiro limpo e cuide de seu gato de estimação para que ele não seja confiscado e levado para um abrigo.

Além disso, está descrito que o fundador do Wikileaks está “proibido de interferir nos assuntos internos de outros países” ou de atividades que “poderiam prejudicar as boas relações do Equador com outras nações”. Na publicação, não há indícios de que Assange tenha assinado o regulamento.

A decisão de restabelecer parcialmente as comunicações do australiano foi tomada no último domingo (14/10), após uma reunião entre o presidente do Equador, Lenín Moreno, o alto comissário das Nações Unidas para os refugiados, Filippo Grandi, e o relator especial da ONU para a liberdade de expressão, David Kaye.

Julian Assange teve as comunicações cortadas no início de março, depois de ser acusado de supostas interferências em assuntos de outros países. Ele vive na embaixada do Equador em Londres desde 2012 para escapar de extradição para a Suécia, onde era acusado de abuso sexual.

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