Empresas de Blu-ray se negam a produzir Azul é a Cor Mais Quente

Publicado em: 27/02/2014 às 09:20
Empresas de Blu-ray se negam a produzir Azul é a Cor Mais Quente

A Imovision, distribuidora do filme, denunciou que a Sonopress e a Sony Dadc se recusaram a fazer o serviço por considerar o conteúdo inadequado. O filme contém classificação indicativa de 18 anos no Brasil.

Azul

Pela página oficial no Facebook, os responsáveis pela distribuição do filme Azul é a Cor Mais Quente no Brasil anunciaram que nenhuma empresa de Blu-ray aceitou replicar a obra. A notícia foi divulgada na noite de segunda-feira (24) e já atingiu mais de mil compartilhamentos na rede social. Segundo a Imovision, as empresas Sonopress e Sony Dadc se recusaram a produzir o filme porque consideram o conteúdo inadequado.

“Ainda estamos batalhando para reverter essa situação, mas não conseguimos acreditar que tratariam dessa forma a história de amor mais linda de 2013, vencedora da Palma de Ouro no Festival de Cannes e diversos outros prêmios”, dizia o texto na página do Facebook. Em nota oficial, a Imovision revela que também tiveram dificuldades para a replicação do DVD, mas que seu lançamento está próximo.

A primeira empresa procurada foi a Sonopress, que negou o serviço e ainda alegou que nenhuma outra empresa replicaria o filme. Em seguida, a distribuidora entrou em contato com a Sony Dadc, que não aceitou o serviço sob a justificativa de que o conteúdo era inadequado devido às cenas de sexo. Porém, o filme já tem classificação indicativa para maiores de 18 anos, mesmo que na França tenha tido a classificação de 12 anos.

Cenas de sexo

O filme retrata a vida de Adèle (Adèle Exarchopoulos), que vive um romance com Emma (Léa Seydoux). Várias cenas de sexo são exibidas durante o longa-metragem, inclusive uma que dura cerca de 10 minutos. Em diversas entrevistas, as atrizes afirmaram que sentiram constrangimento e desconforto durante as cenas. Elas ainda afirmaram que nunca mais trabalhariam com o diretor Abdellatif Kechiche.

Foto: Divulgação

Fonte: Revista Fórum

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