Empoderamento e disruptura: Curso Para Meninas Livres começa em janeiro na capital catarinense

O curso se propõe a quebrar estereótipos e mostrar às meninas que elas podem ser o que desejarem, independentemente de padrões socialmente impostos.

Empoderamento e disruptura: Curso Para Meninas Livres começa em janeiro na capital catarinense

Princesas: elas estão presentes há séculos no imaginário de tantas crianças e adolescentes. São produtos difundidos pela indústria cultural que acabam atuando como um padrão de gênero. Mas será que todas nós precisamos ser princesas? Sim, se quisermos ser. Não, se não quisermos ser. Porque, na verdade, meninas e mulheres precisam ser livres para ser o que quiserem ser. E é justamente essa reflexão proposta pelo Curso Para Meninas Livres, que se inicia no mês janeiro, em Florianópolis.

“Reconhecemos a importância de combater o estereótipo de gênero reforçado pela imagem das princesas e do que elas representam: uma padronização sexista da infância e uma limitação do que as meninas podem ser”, explica Ligia Moreiras Sena, coordenadora geral do curso e co-fundadora da Plataforma Cientista Que Virou Mãe.

O Curso Para Meninas Livres é realizado por um coletivo independente de mulheres, com o apoio da plataforma Cientista Que Virou Mãe e doEspaço Cultural Armazém – Coletivo Elza. Juntas, essas mulheres pretendem oferecer para meninas de 6 a 14 anos uma série de cursos e oficinas que rompem com a cultura que limita as meninas e as padroniza como princesas.

“Queremos que as meninas vejam que, sim, elas podem ser princesas, mas que sim, elas também podem ser uma infinidade de outras coisas. Elas podem fazer diferentes coisas, serem de diferentes jeitos e serem respeitadas por isso, sem a necessidade de se enquadrarem em padrões que têm feito muitas meninas sofrerem na adolescência e depois na idade adulta. Queremos construir um espaço de liberdade, de cultura, de crescimento global, integral e holístico, para que elas tenham escolhas”, comenta Ligia.

Ao todo serão mais de dez oficinas ministradas aos sábados, entre os meses de Janeiro e Abril de 2017. O curso será dividido em duas turmas, uma para meninas de 6 a 9 anos e outra turma para meninas de 10 a 14 anos, os quais acontecerão nos mesmos dias, em horários diferentes.

Cada oficina será ministrada por mulheres com experiência na referida área. As meninas e as brincadeiras de rua; Meninas que escrevem; Meninas no teatro; Meninas consertando coisas; O corpo das meninas são algumas das oficinas que serão oferecidas.

As oficinas são independentes, com prazo de inscrição na semana anterior e inscrições via internet ou presencialmente. Serão oferecidas 15 vagas por turma e por oficina, podendo atender até 30 meninas por dia. Das 10 vagas, 5 são gratuitas para meninas de escolas públicas. As demais terão uma contribuição mínima de R$ 6,00 por curso, para cobrir apenas os gastos com o espaço. Todas as facilitadoras estão doando seu tempo para a construção do curso e apoio às meninas.

Sobre o Curso Para Meninas Livres

O Curso Para Meninas Livres foi co-criado em novembro de 2016 por um coletivo independente de mulheres, com o apoio da Plataforma Cientista Que Virou Mãe e do Espaço Cultural Armazém – Coletivo Elza. Seu objetivo é mostrar às meninas que elas podem fazer e ser o que quiserem. Inspirado na “Escola de Desprincesamento”, criada por grupo de mulheres de Iquique, no Chile que busca, justamente, a disrupção dessa concepção de ´princesas´, o curso veio somar a mais uma série de outras iniciativas que estão despontando no Brasil com o mesmo ideal e objetivo.

No dia 14 de janeiro, o grupo responsável pelas atividades realizará, no Espaço Cultural Armazém-Coletivo Elza, o ENCONTRÃO DE APRESENTAÇÃO DO CURSO, para apresentar a proposta e as atividades às mães, pais, cuidadores e às próprias meninas interessadas em participar.

SERVIÇO

O quê: Curso Para Meninas Livres

Quando: A partir de 14 de janeiro

Onde: Espaço Cultural Armazém – Coletivo Elza (Rod. Gilson da Costa Xavier, 942 – Geral do Sambaqui – Sambaqui – Florianópolis, SC)

Mais informações: Página Cientista Que Virou Mãe, Espaço Cultural Armazém – Coletivo Elza e pelo e-mail [email protected]

 

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